Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
Jogamos duas horas da aventura!
Los Angeles (CA) – Gratificante. Essa é a palavra para definir a experiência de terminar uma cena em Detroit: Become Human. O Meu PS4 foi convidado para um evento de “pré-estreia” do jogo, em Los Angeles, na última semana, onde jogamos as primeiras duas horas da aventura da Quantic Dream e bater um papo com David Cage, diretor do game.
Nós já havíamos testado Detroit: Become Human em três ocasiões: E3, Brasil Game Show e PlayStation Experience. Mas, nestas, jogamos uma, ou no máximo, duas missões: a que Connor investiga uma cena e tem que negociar a libertação de uma refém e que Kara se vê no meio de um conflito familiar intenso.
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Ambas as cenas já foram bastante divulgadas, estão em trailers e foram abertas ao público que foi a esses eventos citados. Porém, nesse preview organizado pela Sony, fomos muito além. Foram nove missões ao todo. Essas duas, já conhecidas, e mais sete inéditas, dando um panorama bem mais amplo sobre o jogo.
Um detalhe: até mesmo nas cenas que já haviam sido reveladas, foi possível encontrar uma ou outra coisa nova e, claro, desencadear uma sequência diferente de eventos, gerando um final diferente para a missão. Ou seja, fica aí a dica: se você quiser realmente descobrir todas as possibilidades de Detroit: Become Human, vai ter que jogar bastante.
Criamos uma experiência em uma escala nunca feita por nós. Uma experiência variada, e que toque em temas sensíveis, porque jogos são tão importantes quanto filmes ou livros na abordagem a temas como esses. E a nossa ideia é que você vire cada personagem e faça as histórias deles se adaptarem. Dependendo dessas decisões, há cenas inteiras que você pode perder – revelou David Cage, em apresentação antes do gameplay.
A grande temática notada nessas primeiras horas de Detroit: Become Human é um foco na discriminação. Todos os três androides protagonistas da história passam por momentos em que têm que lidar com humanos sendo verdadeiros babacas com eles, somente porque são robôs. Especialmente Markus e Connor.
É preciso entender a realidade proposta por Detroit: Become Human aqui. Nenhum tipo de discriminação é justificável, obviamente, mas o que acontece é que estamos em 2038, e o ser humano está tendo que conviver com androides que parecem muito os humanos, não só no visual como nas funções realizadas.
Você vê os androides em tarefas comuns do dia a dia, ocupando vagas de emprego que há alguns anos eram de pessoas. Isso gera um grande desconforto em parte da população. E, claro, há também a questão das relações interpessoais. Em muitos casos, rola um ciuminho de um humano ao ver que outro está muito próximo de um android.

E aí já começa a questão das decisões. Você pode ser diplomático ou bater de frente. Isso pode fazer grande diferença na sequência de cada cena, e também no cenário geral, pois, claro, as missões acabam se conectando de certa forma. Aliás, é importante falar disso no começo ainda: o gameplay é dividido em cenas.
Não há uma sequência direta, como em jogos mais tradicionais tipo Uncharted, The Last of Us e God of War, por exemplo. Você joga uma cena com um personagem, termina, vê seu final, uma árvore com as decisões que tomou e as que poderia ter tomado, e aí decide se quer ir para a próxima ou jogá-la de novo para explorar as outras possibilidades.
Fiquem tranquilos: não vamos dar spoilers sobre o enredo de Detroit: Become Human, mas podemos dizer que, nessas primeiras duas horas, você entende um pouquinho sobre cada personagem a ponto de entender as diferenças das suas personalidades. Especialmente de Markus, único que não teve uma missão revelada até então.
Uma coisa que ficou faltando é compreender como/e se eles se conectam em um momento do jogo. O início é bem cena a cena, com casos totalmente independentes. Lembra até um pouquinho do que acontece em GTA V, quando você começa a ficar trocando entre Trevor, Michael e Franklin, mas ainda sem que eles se conheçam.
A narrativa todo mundo já sabe que é intensa, especialmente pelos trailers divulgados. Mas precisamos destacar também o gameplay de Detroit: Become Human. Controlar estes três androides é bem bacana. Os comandos são muito intuitivos, com quick time events sendo fundamentais e uma imersão impressionante.
Muita coisa é feita como em cutscenes, com animações mais bem trabalhadas visualmente e que lembram um filme, mas não é só isso. Não é um jogo totalmente passivo. Há missões em que você precisa correr bastante, fazer muita coisa. Jogar, de fato. Não só decidir como irá seguir o enredo a partir dali.
E o que dizer do visual? Detroit: Become Human é espetacular, especialmente no PS4 Pro, em 4K. Nessas animações, nessas cenas mais de perto, então, é impressionante. Há uma cena, em específico, em que um personagem pede a Markus que feche os olhos. Quando ele o faz, é dado um close que mostra toda a qualidade gráfica do jogo.

Detroit está bem ali no nível de Horizon: Zero Dawn e God of War, que são os games mais bonitos do PlayStation 4 até hoje. Especialmente pela sua construção dos personagens. O trabalho visual de detalhes nas faces, por exemplo, é incrível. A ambientação também não deixa a desejar.
Mas afinal, por essas primeiras horas, Detroit: Become Human vale a pena? A decisão será muito difícil. Porque o game, pelo que parece, vai dividir opiniões. Afinal, a jogabilidade dele não é tradicional. Tem momentos disso, mas em grande maioria não. É um jogo em que há um foco muito maior na narrativa.
Nessas primeiras duas horas, por exemplo, pode ter gente que vai achá-lo chato. Porque é uma experiência sem tanta ação. Por outro lado, você também pode amá-lo pela imersão e pelas possibilidades de decisões diferentes a cada cena. Por isso, é bastante importante o jogador experimentá-lo antes de comprar.
Mais do que ler nossos previews e reviews, baixe a demo, que será liberada nessa terça, e teste a primeira missão do jogo, “Refém”, em que Connor é o protagonista. É aquela cena em que ele tem que negociar com um bandido que está no topo de um prédio segurando uma menininha e ameaçando se jogar/matá-la.

Em aspectos técnicos, Detroit: Become Human é quase perfeito. O enredo e a narrativa são imersivos e prendem o jogador. O visual é incrível. A jogabilidade é muito agradável. A trilha sonora personalizada de cada personagem ajuda. As missões são criativas. As decisões de cada momento realmente influenciam.
Enfim, a Quantic Dream foi muito bem. Após o sucesso de God of War, é bem provável que os jogadores do PlayStation 4 tenham mais um excelente exclusivo daqui a um mês. Havia, e ainda há, uma grande hype para 2018, e ela vem sendo correspondida a cada um desses grandes lançamentos que chegam. No dia 25 de maio, não deve ser diferente.
* O Meu PS4 viajou à convite de PlayStation Brasil/PlayStation LatAm
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