Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
O novo jogo da Arc System Works combina combates acessíveis com mecânicas cheias de profundidade
A convite da PlayStation, eu pude experimentar uma versão bem mais robusta de Marvel Tōkon: Fighting Souls, o próximo grande jogo de luta da Arc System Works, produzido em parceria com a PlayStation Studios.
E as impressões até aqui são bastante positivas. Espero encontrar um grande jogo no dia 6 de agosto, quando a versão final chegar às lojas.
E eu sei que, quando você olha para um jogo de luta com heróis da Marvel se estapeando, pode passar pela sua cabeça se tratar de um game no estilo Marvel vs. Capcom. Se algo assim lhe ocorreu, esqueça. Não tem nada a ver com isso.
Marvel Tōkon: Fighting Souls tem assinatura e DNA da Arc System Works. São mecânicas, leitura de espaços, desenho de personagens, estilo de jogo… enfim, tudo bem diferente dos jogos da Capcom.
Pense em algo mais parecido com Dragon Ball FighterZ ou Guilty Gear Strive. Não tão exigente quanto este último, é verdade, mas ainda assim guarda algumas semelhanças.
O esquema é simples: você escolhe até quatro personagens dentre vários heróis e vilões da Marvel. Nos testes, tínhamos Pantera Negra (Shuri), Capitão América, Danger, Doutor Destino, Motoqueiro Fantasma, Homem de Ferro, Magik, Magneto, Ms. Marvel, Peni Parker, Homem-Aranha, Star-Lord, Tempestade e Wolverine.
Cada um deles tem suas habilidades, recursos e características. Uns são bem mais fortes, como Doutor Destino e Tempestade. Outros são mais rápidos. Diferenciações normais que todo jogo de luta tem.
Durante as lutas, você pode trocar entre seus lutadores, mas só tem uma barra de energia por round, e é super importante ficar ligado nisso.
Outra coisa interessante é que você não começa a luta com os quatro personagens disponíveis. No início, controla apenas seu personagem principal. Conforme a luta avança, vai liberando o restante da equipe, o que faz as partidas mudarem bastante de ritmo. O começo costuma ser mais cadenciado, mas, depois de alguns instantes, a tela vira uma verdadeira bagunça, no bom sentido.
Isso muda bastante a estratégia. Não adianta escolher quatro personagens fortes sem pensar. Eles precisam funcionar juntos, porque você vai alternando entre eles.

Quando finalmente soa o gongo, o jogo brilha. Ele é fácil… no início. Os ataques são mapeados nos principais botões: Quadrado (leve), Triângulo (médio) e Círculo (forte). O X é uma espécie de assistência.
Só que ele vai muito além daquele “personagem entra, bate e vai embora”. Dependendo da configuração escolhida antes da luta, cada assistência assume uma função diferente. Algumas servem para pressionar o adversário, outras ajudam a estender combos e existem até assistências voltadas para interromper ataques aéreos.
Com a maioria dos personagens, você consegue encaixar combos apenas pressionando repetidamente os ataques tradicionais. Aí um ou outro personagem tem ataques no estilo hadouken, gancho etc. Quando a barra de especial enche, se você conseguir encaixar o combo, dá para finalizar com um especial usando apenas um botão no fim.
Existe ainda uma barra de especial separada. Ela serve tanto para golpes EX quanto para os Ultimate Skills, que são aqueles especiais cinematográficos. Em alguns momentos também é possível emendar especiais de personagens diferentes, criando sequências. Visualmente fica espetacular.
Então, para quem está começando, é um jogo bem gostosinho de aprender. Neste ponto, ele foge um pouco de Guilty Gear Strive, que é bem mais complexo.
Por outro lado, se você quiser dar passos mais ousados, aí sim vai precisar sair desses comandos simples e começar a treinar encaixes mais avançados, além de testar outros recursos do game. Aí, claro, entram outras camadas mais avançadas, como entender qual é o ponto certo de punir o adversário, aprender um pouquinho sobre agarrões e esquivas, além de saber que saltar sobre um oponente nem sempre é uma boa ideia.
Outra coisa que gostei é que o jogo recompensa bastante quem entende posicionamento. Não basta decorar combo. Saber quando chamar uma assistência, trocar de personagem, guardar barra de especial ou simplesmente não apertar botão faz bastante diferença.

Aí chegamos naquela velha historinha. O jogo é fácil de aprender o básico, mas me pareceu difícil de dominar.
E alguns personagens já parecem despontar. Tempestade é uma delas. Ororo tem golpes extremamente poderosos que, quando encaixados perfeitamente, tiram muita energia do oponente. Eu só não consegui tirar muito proveito da X-Men nos testes. Vou precisar de mais treino com a mutante.
Ms. Marvel é bem ágil e consegue ser uma excelente lutadora de média distância. Por ser elástica, é muito perigosa.
Doutor Destino é, sem dúvidas, o mais poderoso de todos, embora muito lento. Em alguns momentos, ficava muito difícil vencê-lo em razão da sua força avassaladora.
E, por se tratar de um jogo em que há uma troca de personagens, em alguns momentos vários lutadores aparecem rapidamente na tela, numa confusão danada, mas bem divertida. Claro, convenhamos que, em certos momentos, essa mesma diversão é totalmente acidental e não fruto da habilidade dos jogadores. Mas, quem se importa?
Felizmente, apesar da quantidade de efeitos na tela, eu quase nunca perdi meu personagem de vista. A Arc System Works parece ter tomado bastante cuidado para que toda aquela explosão de partículas continue legível. Parece um detalhe pequeno, mas faz muita diferença num jogo desse gênero.
Por fim, não poderia deixar de falar dos cenários. Todos muito bonitos, com alusões ao universo Marvel. Em Nova York, por exemplo, há referências ao Homem-Aranha, Rei do Crime, Demolidor e muito mais. Na Mansão do Professor Xavier, há vários mutantes nos jardins observando as lutas.

E, se alguns golpes forem executados perto do fim do cenário, você ou seu adversário serão lançados para uma segunda parte, onde a luta continua. Claro, não é algo inédito, mas é bem legal quando acontece.
Essas transições não servem apenas para impressionar visualmente. Elas mudam completamente o cenário da luta e dão uma sensação muito parecida com os Wall Breaks de Guilty Gear Strive. É mais uma característica da Arc System Works aparecendo claramente no projeto.
Outra impressão que tive é que o jogo parece ter sido pensado para durar bastante tempo. O sistema de equipes, as combinações de assistências e a quantidade de personagens fazem parecer que ainda existe muita coisa para descobrir. É aquele tipo de jogo que provavelmente vai mudar bastante conforme os jogadores forem dominando as mecânicas.
Marvel Tōkon: Fighting Souls caminha para ser mais um grande jogo da Arc System Works, desta vez sob a chancela da PlayStation Studios. E eu mal posso esperar pela versão final. A boa notícia é que falta pouco tempo para isso.
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