Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
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Uma mistura promissora de velocidade, personalização, combate e aventura no universo criado por George Lucas
Quando assisti a Star Wars: A Ameaça Fantasma pela primeira vez, me peguei pensando em um jogo de corrida de pods. Passando velozmente pelos vales, ultrapassando adversários, jogando eles contra as paredes e fazendo manobras insanas.
Acho que, finalmente, chegou a hora.
Claro, já tivemos outros jogos inspirados nessa mesma cena, como o bom STAR WARS: Episode I Racer, do Nintendo 64. Confesso que não tive a oportunidade de jogá-lo na época, em 1999, mas as pessoas com quem conversei sempre falaram muito bem dele.
Então, reformulo: chegou a hora para mim.
Durante o Summer Game Fest, pude passar um bom tempo com Star Wars: Galactic Racer, da Fuse Games, experimentando elementos do modo história, corridas, personalização, caminhos da narrativa e outras partes.
No game, você assume o papel de Shade, um piloto solitário em busca de recompensas, fama, glória e vingança. É aquela vibe meio Need for Speed misturada com uma skin de Star Wars, tanto no conceito quanto no estilo de gameplay. Mas, conforme fui jogando, percebi que Galactic Racer tenta ser algo mais.
A própria Fuse Games descreve o projeto como uma “Racing Adventure”, e isso fica evidente desde os primeiros minutos. Existe uma estrutura narrativa conectando as corridas, personagens, rivalidades, alianças e uma progressão que faz você se sentir construindo uma carreira dentro da Liga Galáctica, o circuito clandestino que serve como pano de fundo para toda a campanha.

E uma das primeiras coisas que me chamou a atenção foi a qualidade dos gráficos. Tudo muito bonito, de alto nível, digno de um estúdio experiente. Comento isso porque estamos falando de uma equipe criada em 2023, trabalhando em seu primeiro projeto. Ainda assim, muitos de seus integrantes trazem experiência em jogos de corrida e na série Need for Speed graças à passagem pela Criterion. Exatamente por isso eu tenha feito essa associação tão rapidamente.
Você começa e é imediatamente transportado para o universo criado por George Lucas, com personagens marcantes, visual caprichado, diálogos bem construídos e cenários que capturam a essência da franquia.
O contexto também funciona bem. Com a queda do Império e a Nova República ainda tentando reorganizar a galáxia, a Orla Exterior virou terreno para apostas, entretenimento e organizações independentes. É nesse ambiente que nasce a Liga Galáctica, uma competição clandestina patrocinada por sindicatos e grandes figuras do submundo. O conceito ajuda a dar personalidade ao jogo e justifica a existência desse esporte dentro do universo Star Wars.
Logo depois, você é convidado a participar dessas competições, enfrentando alguns dos pilotos mais habilidosos do circuito. É aquele esquema clássico de começar por baixo, subir na hierarquia, conquistar seu espaço, equipar seus pods, bikes e speeders, melhorar peças aqui e ali. Exatamente como fazíamos em tantos jogos de anos atrás e que, convenhamos, faz bastante falta hoje em dia.
Quando as luzes verdes se acendem e a corrida começa, a diversão explode.
A jogabilidade é simples de entender, arcade e extremamente divertida. É Star Wars em alta velocidade, exatamente como imaginávamos ao assistir ao filme.
Tem nitro, drift, aceleração, ultrapassagens em alta velocidade e exige controle para evitar colisões com os obstáculos espalhados pelos cenários. Você pode jogar os adversários para fora da pista ou acabar sendo empurrado contra alguma estrutura. Há até aquela câmera de impacto destacando as colisões.

Mas o mais interessante é que as corridas não giram apenas em torno da velocidade. Existe um componente agressivo. Em diversos momentos, vale mais a pena eliminar um adversário ou tirá-lo da trajetória ideal do que simplesmente buscar a volta perfeita. Em alguns trechos, a sensação lembra até uma mistura de Burnout com corrida futurista.
Também ouvi adversários reclamando das minhas investidas mais ousadas durante as disputas, o que ajuda a dar personalidade às corridas. E, novamente, os gráficos impressionam bastante. Voltei a pensar várias vezes durante a sessão: faltava um jogo desses no mercado.
Outro detalhe que gostei foi a construção das pistas. Passei por Tatooine, Jakku, Lantaana e Ando Prime, todos visualmente distintos e muito bem produzidos. Há desertos, florestas, áreas congeladas, cavernas, oportunidades para saltos e inúmeros pontos para drift.
Mais importante do que a beleza dos cenários é a forma como eles foram desenhados. Em vários momentos encontrei atalhos, caminhos alternativos e decisões de risco e recompensa.
Após cada competição chegam as recompensas. Com elas, você melhora seus veículos por meio de peças e equipamentos capazes de aumentar velocidade, resistência, aceleração e outros atributos.
Pelo que experimentei, a progressão parece ser um dos pilares da experiência. Não se trata apenas de vencer corridas, mas de construir um piloto e uma máquina ao longo da campanha. Existe aquele ciclo clássico de competir, ganhar recursos, melhorar seu equipamento e partir para desafios maiores.
Também existe personalização para o próprio personagem, incluindo aparência e voz. Isso me leva a acreditar que o jogo será bastante amplo e recheado de conteúdo, mesmo que eu tenha experimentado apenas uma pequena parte da versão final.
Vale destacar também que cada categoria de veículo possui física própria. Os modelos maiores são mais estáveis, porém mais duros, exigindo o uso constante do drift em curvas fechadas. Já os speeders são mais ágeis e pedem uma condução muito mais refinada.

E há ainda aqueles veículos com repulsores conectados por cabos, quase como turbinas de avião. Eles exigem precisão, eficiência e bastante habilidade. Foram os que mais gostei de pilotar. Infelizmente, durante meus testes, não consegui montar o meu próprio modelo, mas essa será uma das opções disponíveis na versão final.
Embora eu tenha jogado apenas a campanha, dá para enxergar potencial também no multiplayer. A combinação de diferentes classes de veículos, sistema de personalização, combate entre pilotos e ranking online parece ter sido construída para sustentar uma experiência competitiva bastante sólida.
Os testes terminaram e eu saí com um sorriso no rosto.
Primeiro porque o projeto parece consistente e bem encaminhado. Segundo porque sou fã de Star Wars e gostei muito da forma como o universo foi representado, da recriação dos cenários e da fidelidade aos elementos da franquia.
Mais do que isso, saí com a sensação de que a Fuse Games entendeu exatamente o que tornava as corridas de pods tão fascinantes em A Ameaça Fantasma. Não era apenas a velocidade. Era o perigo constante, a sensação de improviso, os veículos absurdos e aquela impressão de que tudo podia dar errado a qualquer momento.
Se a versão final conseguir sustentar essa qualidade ao longo de toda a campanha, Star Wars: Galactic Racer pode ser mais uma boa opção nestes próximos meses.
Agora resta esperar até 6 de outubro para descobrir se toda essa expectativa será correspondida.
Só o preço de R$ 339,90 que está puxado.
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