Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
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Nova versão do Pac-Man é sombria, frenética e preparada para enfrentar criaturas de todos os tamanhos
Durante o Summer Game Fest, tivemos a oportunidade de mergulhar e conhecer um pouco mais de Shadow Labyrinth, a ousada e estranha reinvenção da Bandai Namco para o icônico Pac-Man.
Longe dos labirintos coloridos e da simplicidade arcade dos anos 80, este novo título transforma a aventura simples do devorador de bolinhas em uma jornada sombria, visceral e surpreendentemente fiel ao gênero metroidvania.
Com apenas uma DEMO nas mãos, já ficou claro que Shadow Labyrinth não é apenas uma homenagem nostálgica, mas um jogo que se sustenta por seus próprios méritos, trazendo mecânicas inovadoras e uma atmosfera densa muito semelhante ao horror.
Esqueça o Pac-Man que você conhece. Em Shadow Labyrinth, você não controla o mascote amarelo, mas sim o Espadachim Nº 8, um guerreiro despertado em um planeta devastado, guiado por Puck, um orbe senciente que carrega a essência do herói original.
A narrativa, que se baseia no curta da série Nível Secreto, apresenta um tom de ficção científica sombria, com toques de horror corporal e inspirações em animes como Neon Genesis Evangelion.
Puck não é apenas um companheiro: ele é a chave para habilidades que transformam tanto o combate quanto a exploração, garantindo que o espírito de Pac-Man esteja presente, mas reimaginado de forma radical e nunca pensada por qualquer fã de longa data.
![[Jogamos] Shadow Labyrinth revela um Pac-Man que nunca mais será o mesmo 1 Shadow Labyrinth](https://meups.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Shadow-Labyrinth-3.jpg)
A DEMO nos jogou em um trecho avançado do jogo, com parte das mecânicas já desbloqueadas. Mesmo sem o contexto completo, a experiência foi envolvente, em um mundo que mistura ruínas alienígenas, tecnologia futurista e referências sutis ao legado da Namco.
A história parece rica e cheia de cliffhangers, mas o foco do teste parecia estar na jogabilidade — e ela entrega.
O coração de Shadow Labyrinth está na sua travessia. O Espadachim Nº 8 é ágil, equipado com um gancho que permite alcançar plataformas distantes, um pulo duplo e a habilidade de se transformar em Pac-Man para escalar paredes específicas.
Essa mecânica de transformação, chamada de “modo bola”, não é apenas uma mera referência: ela adiciona um ritmo único à exploração, exigindo que o jogador alterne entre formas para superar obstáculos e acessar áreas secretas.
A sensação de fluidez lembra Celeste, com sequências de plataforma que exigem precisão e recompensam a maestria, seja cadenciada ou em alta velocidade.
![[Jogamos] Shadow Labyrinth revela um Pac-Man que nunca mais será o mesmo 2 Shadow Labyrinth](https://meups.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Shadow-Labyrinth-2.jpg)
As áreas da DEMO eram amplas e interconectadas, com múltiplas saídas que recompensam a exploração. Porém, diferente de metroidvanias mais lineares, Shadow Labyrinth parece favorecer um design aberto.
Nesse contexto, o jogador constrói seu próprio mapa mental do mundo. Isso pode ser desafiador para quem prefere uma progressão guiada, mas para fãs do gênero, é um convite irresistível para se perder nos labirintos.
No combate, Shadow Labyrinth brilha com uma mistura de técnica e brutalidade. O Espadachim Nº 8 empunha uma espada com ataques rápidos e um salto estilo Shovel Knight que permite ricochetear sobre inimigos, mantendo a distância enquanto causa dano.
A defesa é igualmente gratificante: um sistema de parry com feedback sonoro e visual nítido transforma cada bloqueio bem-sucedido em um momento visualmente rico.
A DEMO também apresentou a transformação em GAIA, um mecha gigantesco que se inspira claramente em Evangelion e oferece um poder avassalador por tempo limitado — perfeito para virar o jogo em momentos críticos.
![[Jogamos] Shadow Labyrinth revela um Pac-Man que nunca mais será o mesmo 3 Shadow Labyrinth](https://meups.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Shadow-Labyrinth-1.jpg)
Um destaque específico ficou por conta das lutas contra chefes, que combinam todas as mecânicas em batalhas desafiadoras e pouco scriptadas. Escale paredes para evitar ataques, use o gancho para reposicionamento e alterne entre formas para sobreviver.
Toda a integração do legado de Pac-Man ao combate é feita com inteligência, nunca parecendo forçada ou meramente cosmética — algo longe de ser um fanservice.
Shadow Labyrinth não se limita a reinterpretar Pac-Man. A DEMO, por exemplo, incluiu até mesmo uma seção inspirada em Dig Dug, onde inimigos precisavam ser inflados e explodidos.
Mas não acaba por aí: os desenvolvedores já sugeriram que o jogo completo trará mais referências a clássicos da Namco, como Galaga e Ridge Racer, todas integradas à linha do tempo do universo United Galaxy Space Force.
Com lançamento marcado para 18 de julho de 2025 no PS5, Xbox Series, Nintendo Switch, Switch 2 e PC, Shadow Labyrinth tem tudo para ser uma reinvenção memorável.
Vimos um jogo com raízes no metroidvania, mas surpreendentemente estranho e que não se prende à nostalgia. A ideia deixada pela experiência foi a de algo ousado e completamente fora da caixa, respeitando as raízes de forma inteligente.
A abordagem ousada da Bandai Namco transforma Pac-Man em algo novo, mas ainda reconhecível, provando que, mesmo após 45 anos, o devorador de bolinhas pode surpreender. Mal podemos esperar para explorar mais desse labirinto sombrio.
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