Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
MeuPlayStation participou de evento de preview de Path of Exile 2 em Los Angeles e teve oportunidade de testá-lo; confira
Los Angeles (EUA) – A Grinding Gear Games não está poupando esforços nem investimentos para fazer com que Path of Exile 2 seja um sucesso. Se um é pouco, o dois é demais. Em todos os sentidos.
Sabe essa transmissão ao vivo que você acompanhou agora há pouco? Então, o MeuPlayStation teve a oportunidade de ver uma demonstração extensa de algumas classes, testar (bastante) o jogo (no PC e no PS5) e conversar com o diretor do título, Jonathan Rogers, durante um evento internacional com dezenas de convidados de todo o mundo nos Estados Unidos.

Aqui, falaremos um pouquinho da experiência de passar algumas horas tentando desvendar o infinito de possibilidades proporcionados pelo novo RPG isométrico, cuja história se passa anos após o Path of Exile original. Agora, você retornará ao mundo sombrio de Wraeclast e tentará acabar com a corrupção que está se espalhando.
Path of Exile 2 trás uma campanha completamente renovada com seis atos, 100 ambientes distintos, 600 monstros e 100 chefes. São 240 Gemas de Habilidades que concedem habilidades ativas devastadoras e 200 Gemas de Suporte que podem modificar seu comportamento, sem falar nos 700 tipos base de equipamentos (e cada um deles tem seu próprio item único para ser encontrado).
Ou seja, a busca pela build perfeita vai ser intensa. Mas é disso que a gente gosta, né?
Sabe aquela história de que “saudade é uma palavra que só existe em português”? Então, talvez a melhor maneira para definir a primeira impressão de Path of Exile 2 só encaixe direitinho mesmo em inglês: overwhelming.
Se você colocá-la em um tradutor, vai receber várias possíveis traduções – dentre elas, a que mais pode se adequar é “impressionante”, só que overwhelming é mais do que isso. É quando tem tanta coisa que te deixa boquiaberto, quase “sufocado”, sabe? É exatamente isso o que PoE 2 causa – o que não é uma coisa negativa, não para esse tipo específico de jogo.

Desde o primeiro momento. Escolher o seu personagem já é uma tarefa difícil – afinal, são 12 classes disponíveis; cada uma com características básicas bem específicas e, além disso, uma infinidade de opções de customização. Desde as Skill Gems, que permitem dominar diferentes habilidades, até uma Skill Tree gigantesca, que dá até medo na primeira encarada.
“É uma quantidade estúpida de conteúdo. Talvez seja uma das maiores de todos os tempos”, disse Rogers.
E aqui não estamos nem falando das possibilidades de crafting de itens, com uma variedade enorme de atributos que podem transformar totalmente a sua jogabilidade. Obviamente, à primeira vista, assusta, mas depois que você pega o controle e começa a se aventurar, tudo flui de uma forma natural.
Obviamente, não chegamos às atividades endgame que foram apresentadas pela GGG durante os testes, mas só de ver pelos vídeos já dá para ter uma excelente noção do quanto elas são divertidas. O ponto é: até chegar aquela ponto, você vai ter bastante grind pelo caminho. O choque de realidade foi iniciar uma jornada, pelo ótimo tutorial, logo depois de ver as maravilhas feitas por personagens de nível altíssimo na apresentação.
Acredite: não é fácil fazer aquilo. O que, de novo, não é negativo, não nesse tipo específico de jogo em que Path of Exile 2 se enquadra.

Boa parte da diversão nos RPGs isométricos está justamente neste progresso. Neste sangue, suor e lágrimas derramados para alcançar um objetivo. E o bacana de Path of Exile 2 é que ele permite que você faça isso com um amigo, usando o co-op local, algo que está meio abandonado nos games de hoje em dia. Escolha uma classe, seu amigo outra e combinem poderes para derrotar os inimigos.
E, sim, a personalização é vasta, a liberdade também, só que é aquela velha história: com grandes poderes… Sua responsabilidade ao montar um build é enorme. Antes disso até, para escolher a classe. Afinal, jogar com um Guerreiro ou com uma Feiticeira, por exemplo, é totalmente diferente. Esta última, inclusive, foi a nossa preferida, pelas variadas magias que ela pode usar.
Cada combate é intenso e decisivo, e talvez essa tenha sido a parte mais bacana de tudo. O que você escolhe realmente importa, e as consequências são claras in-game. As mecânicas são bem construídas, a progressão é justa, os gráficos são muito bonitos e jogar com um controle é até melhor do que parece – já que o natural seria pensar em controle e mouse.
No fim das contas, Path of Exile 2 deixou aquele gostinho de quero mais, que felizmente poderá ser saciado em breve, com o acesso antecipado sendo liberado no próximo dia 6 de dezembro. Até lá, é ficar reassistindo conteúdo e estudando como deixar o personagem o mais forte possível para encarar estas aventuras.
O MeuPS viajou a convite da GGG.
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