Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
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"Ah, shit, here we go again": meme de GTA San Andreas vai ganhar uma nova versão com Selene
O famoso meme de GTA San Andreas, em breve, terá uma nova versão. No lugar de CJ, Selene, a protagonista de Returnal.
“Ah, shit, here we go again” é exatamente o que você pensará a cada morte no novo game da Housemarque. Nós, do MeuPlayStation, recebemos o código de review do exclusivo do PS5 e já estamos há alguns dias nesse “ciclo sem fim” – que não envolve Simba e Mufasa.

Nessa prévia, falaremos um pouquinho sobre o começo do jogo – que é o que foi liberado pela PlayStation por enquanto (e também não deu para chegar muito mais longe do que isso) – e os seus principais atrativos, que correspondem às expectativas.
Se você ainda tinha alguma dúvida do potencial do PlayStation 5, Returnal parece ser capaz de responder às perguntas. Primeiro, pelos tempos de carregamento. É incrível o quanto o game carrega rápido, seja no começo, seja nas transições entre missões e locais… É bem impressionante o que o hardware do console pode fazer.
Depois, pela sua integração com o DualSense e pelo Áudio 3D. Jogá-lo com os “fones oficiais” do console e o controle na mão, com seu feedback tátil, transforma a experiência. O jogador fica totalmente imerso. Fora os gráficos extremamente bem feitos, seja de ambientação, seja os personagens, movimentações, iluminação… Tudo é de altíssimo nível.
Mas, à primeira vista, não para todo mundo.

Returnal é um jogo difícil. Muito difícil. Não só pelo fato de quando você morre, perde seus itens e tudo que não for seu progresso definitivo da história. Mas principalmente pelas variações que o mapa tem quando isso acontece. Sabe aquela porta da imagem lá de cima? Então, cada vez que ela abre, você está num lugar diferente. O estilo Housemarque de ser está ali, claramente.
Nessa dificuldade e nos combates intensos, frenéticos e com uma grande variedade de armas e inimigos em cenários que deslumbram pela beleza e pela parte estratégica de game design. Fora o mistério da história, que ainda não deu para ter muita noção, mas deixa o jogador intrigado.
Talvez seja essa a palavra-chave: intrigado.

Desde o seu primeiro trailer, Returnal causou isso na base de jogadores do PlayStation, especialmente de quem comprou o PlayStation 5, claro. E agora, depois de algumas boas horas jogando, o sentimento é ainda maior. A expectativa, realmente, parece bem correspondida – especialmente com a localização perfeitinha para o português do Brasil.
Mas não espere de Returnal um God of War ou Horizon Zero Dawn. Ele é um pouco mais Dark Souls. Você, provavelmente, vai sentir um pouquinho de frustração em alguns momentos, como acontece em todo roguelike. Ele parece, sim, um grande jogo, lindo, mas com uma pegada bem diferente, em termos de dificuldade, dos blockbusters recentes da Sony.
Poderia haver um pouquinho mais de facilidades para quem não está acostumado com esse estilo? Talvez. Pelo menos como opção, para talvez atingir um público maior. Instruções no mapa e/ou dificuldade dinâmica, por exemplo. Mas, fora isso, essas primeiras horas fazem com que Returnal seja um game digno do que tanto esperamos no PS5.
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