Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
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O jogo resgata a essência da série, com combates intensos, mapas destrutíveis e o verdadeiro espírito de equipe
Los Angeles – “DUN DUN DUNDUNDUN.” Essa é a batida clássica. Ao ouvi-la, você já sabe: o que te espera são batalhas épicas, daquelas que ficam na memória. Para os fãs de longa data de Battlefield, esse som não é apenas uma assinatura sonora, mas uma promessa. Uma promessa de caos coordenado, de tiros cruzando o mapa, de tanques rugindo no campo, de bandeiras sendo disputadas centímetro por centímetro e de momentos que não dá para reproduzir em nenhum outro FPS.
Agora, depois de anos em que a franquia se perdeu em versões fracas, Battlefield 6 se posiciona como o retorno ao que realmente importa. A convite da EA, estamos em Los Angeles para colocar as mãos no jogo e entender, no campo de batalha, como essa promessa se concretiza.

A primeira impressão vem antes mesmo do tiro inicial. O menu do jogo já traz uma sensação familiar. Visual limpo, opções diretas, sem aquele excesso de abas e camadas que confundia mais do que ajudava. É uma volta ao básico, mas com refinamento. Esse conceito se repete em todo o jogo, inclusive na personalização dos soldados, que adota uma abordagem mais sóbria, sem skins espalhafatosas ou trajes chamativos. Nada de palhaços no campo de batalha. A identidade visual é coerente com o tom da guerra retratada, algo que certamente vai agradar os puristas.
A soma de caos, estratégia e escala que define o DNA da série está ali, mais coesa, mais consciente e mais divertida.
O sistema de classes tradicional está de volta. Assault, Engineer, Support e Recon retomam seus papéis de origem, mas com ajustes modernos. Agora, cada classe tem acesso a todas as armas, mas builds otimizadas concedem bônus de desempenho. Ou seja, há liberdade, mas também incentivo à especialização. O resultado é um sistema que respeita o estilo do jogador e, ao mesmo tempo, fortalece o trabalho em equipe.
Durante os testes, alternamos entre modos como Conquest, Domination, Breakthrough e Rush. Cada um com suas nuances, cada um mostrando uma face diferente do jogo. Em Empire State, mapa urbano ambientado no Brooklyn, o tiroteio é frenético, com embates em becos apertados e verticalidade que favorece confrontos intensos. Já em Liberation Peak, no Tajiquistão, o terreno acidentado e os pontos de captura distribuídos em encostas exigem leitura constante do mapa e coordenação entre os membros do esquadrão.

Enquanto Battlefield 1 emulava uma guerra de trincheiras e BFV apostava em uma Segunda Guerra com pouca emoção, Battlefield 2042 tentou seguir por uma linha futurista que, mesmo com trailers chamativos, acabou entregando uma experiência menos Battlefield, com pouco apelo para classes e mapas pouco convidativos. Battlefield 6 faz o caminho inverso. Ele abraça tudo que funcionou em Battlefield 3 e Battlefield 4, com ambientes urbanos, trocação franca de tiros, tanques invadindo bases, lança rojões destruindo coberturas, combates em diferentes distâncias e aquela intensidade caótica que sempre definiu a série. A impressão é clara: o feeling de Battlefield está de volta.
Agora, na nova geração, o jogo é muito bonito, com uma baita riqueza de detalhes, reflexos, mapas bem feitos e claramente definidos. Um mapa no Cairo é bem diferente dos EUA. Claro, não poderia ser diferente, mas é que dá pra sentir um capricho em oferecer uma ambientação mais condizente. A iluminação é bem aplicada, as partículas reagem ao ambiente e a identidade visual de cada região é respeitada.
Battlefield 6 não tenta reinventar o gênero. Ele tenta ser o melhor Battlefield possível.
As gunfights são um dos grandes destaques de Battlefield 6. Existe um peso muito satisfatório ao disparar cada arma. O recuo, o impacto, o tempo entre os tiros, tudo transmite autenticidade. Cada confronto direto parece carregar consequências reais. Não é só sobre acertar primeiro, mas sobre controlar sua arma, usar o ambiente e entender sua posição no front. Em determinados momentos, sentimos que estávamos engajados em duelos intensos, onde cada centímetro de cobertura fazia diferença. O som dos disparos, os estilhaços ao redor… Tudo colabora para que cada troca de tiro seja memorável.

E como todo bom Battlefield, ter um jogador experiente no time muda o jogo. Aquele Support que sabe exatamente quando recarregar o time com munição. O Engenheiro que mantém o tanque operacional e ainda segura flanco com foguetes. O Assault que pressiona o ponto com coragem e inteligência. Em Battlefield 6, cumprir seu papel dentro do esquadrão é fundamental. As partidas que vencemos foram aquelas em que o squad se comportava como um grupo coordenado, cada um com sua função bem definida. O jogo valoriza esse comportamento, tanto em pontuação quanto na dinâmica do mapa.
A movimentação foi aprimorada com o Kinesthetic Combat System, que permite rolagens evasivas, montagem de armas em superfícies, espreitadas em quinas e até a possibilidade de arrastar companheiros feridos para áreas seguras. São adições que ampliam o leque tático sem comprometer a identidade da franquia. Tudo flui com naturalidade, sem parecer forçado ou deslocado.
A destruição de cenários continua sendo uma assinatura da série, e aqui ela volta com peso. Mais do que um espetáculo visual, ela é uma ferramenta estratégica real. Derrubar uma parede para criar uma nova linha de visão, explodir o teto para neutralizar um inimigo no andar de cima ou abrir uma rota alternativa usando uma marreta se torna parte da tomada de decisão do jogador. Cada impacto conta e o ambiente responde de forma consistente. Durante uma partida no Cairo, a equipe inimiga estava firmemente posicionada em um dos pontos de captura. Em vez de forçar a entrada principal, destruímos a lateral do edifício com explosivos e surpreendemos o time adversário, conquistando a posição. É esse tipo de liberdade criativa que só Battlefield oferece.

O modo Escalation, mesmo sem termos testado diretamente, parece uma adição promissora. A proposta de zonas de combate que se estreitam com o tempo pode trazer uma nova dimensão ao ritmo de jogo, promovendo concentração de forças e momentos dramáticos no final das partidas. É o tipo de inovação que, se bem executada, pode se tornar uma favorita da comunidade.
O áudio está em outro nível. Você sente a diferença entre um tiro disparado em área aberta ou em um corredor fechado. Passos, explosões, impacto de projéteis e recarregamentos são mais fáceis de identificar, o que melhora a leitura da situação e dá mais ferramentas ao jogador para reagir.
As classes funcionam como pilares para o ritmo coletivo da partida. Assault atua como linha de frente, com kits de cura rápida e leitura de proximidade. Engineer é essencial no controle de veículos e fortificações. Support mantém o time abastecido e pode oferecer cobertura com supressão. Já Recon garante visão tática e suporte em média e longa distância. Nada é supérfluo, tudo tem propósito.

Apesar de tudo isso, nem tudo é perfeito. Durante os testes, notamos que o sistema de respawn ainda precisa de ajustes. Em algumas situações, os jogadores eram reposicionados em zonas dominadas pelo inimigo, o que comprometia a continuidade da ação. Mas dado o estágio de desenvolvimento, é algo que certamente pode ser afinado até o lançamento.
O feeling clássico voltou. Aquele momento em que tudo acontece ao mesmo tempo, e ainda assim, faz sentido.
Ao ouvir os desenvolvedores, ficou claro que Battlefield 6 foi pensado como um ponto de reconexão com a base. Eles falaram em identidade, legado e escuta ativa da comunidade. E, sinceramente, isso transparece na experiência. O jogo não tenta reinventar o gênero. Ele tenta ser o melhor Battlefield possível.

O sentimento ao final de cada partida era recorrente. Aquele “é isso” que só a franquia consegue provocar. A soma de caos, estratégia e escala que define o DNA da série está ali, mais coesa, mais consciente e mais divertida. Não são apenas tiroteios. São histórias emergentes que surgem da interação entre jogadores, mapa e sistema de jogo.
Battlefield 6 tem lançamento marcado para 10 de outubro. E se a versão final mantiver o que vimos e jogamos, estamos diante de um retorno aos bons tempos, com ambição, robustez e respeito pela própria história.
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