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Jogamos: Highguard surpreende, diverte e faz valer aposta

Highguard chega HOJE ao PS5, de graça e prometendo uma experiência para curtir com os amigos!

Jogamos: Highguard surpreende, diverte e faz valer aposta

Nem sempre a primeira impressão é a que fica. Highguard é uma excelente prova disso. Depois de sofrer muitas críticas de parte da comunidade quando foi anunciado como a grande revelação do The Game Awards 2025, o jogo estreia nesta segunda-feira (26) com um olhar diferente de quem teve a oportunidade de testá-lo nos últimos dias. Pode anotar aí: a aposta de Geoff Keighley se paga.

Primeiro, assim, o jogo é de graça, então mesmo que você tenha alguma dúvida, é só baixar e testar por si só. Mas, para trazer um pouquinho do que o MeuPlayStation viu no evento de pré-lançamento do game, resumiremos em uma palavra clichê, mas que, como bem destacado por Jason Torfin, VP de Produto/Publishing e Roteirista, deveria ser o principal objetivo de todo game: diversão.

“Queremos deixar o jogo falar”, explicou o desenvolvedor.

E a voz de Highguard é alta e clara: trata-se de uma experiência coletiva, estratégica, divertida e imprevisível, onde ganha quem souber se adaptar melhor. Não é só um shooter, ou um hero shooter. A Wildlight criou o “raid shooter”, onde o objetivo maior, como diz o nome, é uma “raid”, ou invasão à base inimiga. Só que vai muito além disso: tem mundo aberto com exploração, coleta de recursos, upgrade de armas e equipamentos, montarias… E magia.

Um pacote completo e de respeito, que promete ficar ainda melhor com um roadmap prontinho para, pelo menos, um ano de conteúdo adicional. Grátis. Com transações apenas cosméticas – sem pay to win, sem pay for power. E até o Passe de Batalha, que vai ser pago no futuro, chega com uma primeira versão gratuita.

“Queremos reduzir as barreiras de entrada e ser o mais acessível possível”, destacou Torfin.

A inovadora dinâmica de Highguard

E depois de entrar, provavelmente você vai querer passar um bom tempo em Highguard. Desenvolvido por uma equipe que é como “os Vingadores dos jogos de tiro”, repleta de nomes com muita experiência no gênero, ele traz tudo o que se quer num jogo deste tipo, mas com uma roupagem nova e dinâmicas inovadoras, que fazem com que possa se diferenciar do que já temos aos montes no mercado.

Tudo começa no número de jogadores: seis, divididos em dois times de três. Cada um pode escolher um Warden, ou seja, um personagem que tem habilidades únicas mesclando armas e magia. Tem quem cure, tem quem fique invisível, tem quem dispare lanças de choque. No lançamento, são dez opções, mas posteriormente chegarão mais, nas atualizações frequentes prometidas pelos desenvolvedores.

Depois de montar o time, você descobre o mapa onde vai jogar, selecionado aleatoriamente, e então tem que escolher a sua base. Este é um ponto fundamental. Cada time pode escolher uma de quatro bases antes de começar a partida, fazendo com que os combates fiquem extremamente imprevisíveis. Você pode ter uma base, o outro time ter outra, e as mecânicas para atacar/defender são totalmente diferentes.

O objetivo, como dito anteriormente, é invadir a base adversária, e sabotar os geradores dela. Para isso, é preciso pegar um item chamado Shieldbreaker, que aparece no mapa após a fase de preparação, onde você deve reforçar sua base e coletar materiais pelo mapa de mundo aberto. É aqui que o bicho começa a pegar!

Se você pegar a Shieldbreaker, deve ir até a base inimiga e usá-la para quebrar o escudo e iniciar uma raid. Se o adversário fizer isso, corra para sua base para protegê-la. Quem consegue invadir, pontua. Quem consegue defender, evita pontuação do rival. Cada partida pode durar de 8-10 minutos a mais de 30, dependendo das estratégias e de como for esse jogo de gato e rato pelas bases.

Cada base tem duas zonas “padrão” e uma “mais reforçada”, que demora mais para ser sabotada, mas garante a vitória ao time que conseguir fazer isso. Nas muitas horas de gameplay no evento, foi bem difícil conseguir fazer isso, então era mais simples, prudente e inteligente, progredir com calma. Até porque o 3×3 faz com que você tenha menos chances de errar, porque há limites de respawn e eles não são tão rápidos.

“Segunda impressão” agrada bastante

Dito isso, vamos ao que mais impressionou positivamente:

  • Trabalho de áudio é incrível, principalmente no som dos passos, facilmente identificável;
  • Variação de personagens é bacana, e tudo parece bastante equilibrado no geral;
  • Bases diferentes fazem com que dominar o jogo seja mais difícil e recompensador;
  • Combates são intensos e estratégicos ao mesmo tempo, principalmente nas Raids;
  • Comunicação é fundamental, e jogar com os amigos vai ser bastante divertido;
  • Conseguir bons loots na fase de preparação fará a diferença no combate mais à frente;
  • É possível ganhar um jogo apenas se defendendo, caso você faça isso muito bem;
  • Gráficos e ambientação também agradam, construindo um universo bonito e imersivo;
  • Game é muito bom no controle, e não houve desequilíbrio ao jogar contra mouse/teclado;
  • Limites de respawn são importantes para manter o jogo dinâmico e estratégico;
  • Jogo realmente parece feito para jogar por horas e horas;
  • Opções de customização são bem legais e não tão caras;
  • Game é free-to-play de verdade, sem pay-to-win.

E o que acreditamos que pode receber alguns ajustes:

  • Tempos para matar e para respawnar parecem mais longos do que deveriam;
  • Por causa do primeiro ponto, o 3×3 talvez fosse melhor se fosse 4×4;
  • Variedade de armas ainda é pequena;

Mas, no fim das contas, é importante você testar por si próprio e ver o que acha. Highguard já está disponível, de graça, para consoles e computadores. Baixe aqui.

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foto do author do artigo Thiago Barros

Thiago Barros

Editor-Chefe

Dez anos de MeuPlayStation, 18 de jornalismo e produção de conteúdo. Muitas histórias para contar e muitos jogos para jogar!

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