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Capcom mostrou uma prévia inédita de Onimusha: Way of the Sword, destacando ambientação sombria, combate brutal e um novo nível de fidelidade à franquia
Los Angeles – Há algo especial acontecendo na Capcom. Não é de hoje que a publisher japonesa vem trilhando um caminho de excelência, com jogos que respeitam o legado das franquias ao mesmo tempo em que as reposicionam para uma nova geração. Basta olhar para os últimos anos: Resident Evil 4 redefiniu o que esperamos de um remake; Monster Hunter: Wilds globalizou a série como nunca antes; e Dragon’s Dogma 2 trouxe à tona um RPG denso, audacioso e cheio de personalidade.
Por trás de tudo isso está a RE Engine, ferramenta gráfica e técnica que se tornou um pilar silencioso dessa revolução. E agora, ela está prestes a dar vida a mais uma grande aposta: Onimusha: Way of the Sword.
Sim, Onimusha está de volta.

Durante uma apresentação a portas fechadas no Summer Game Fest, tivemos a chance de acompanhar um pouco do que vem por aí. Foi uma exibição curta, mas marcante, daquelas que não precisam de muitas palavras para deixar a mensagem clara: este novo capítulo pretende honrar o passado, mas com os pés fincados no presente.
O protagonista é ninguém menos que Miyamoto Musashi, um nome lendário da história japonesa. Mas aqui, ele é retratado com o rosto de Toshiro Mifune, ícone absoluto do cinema samurai, criando uma conexão poderosa entre cultura pop e tradição. Em busca de provar sua supremacia com a espada, Musashi se vê enredado em uma Kyoto tomada por Malice e invadida por criaturas do submundo: os Genma. Com sua Manopla Oni, ele absorve almas, fortalece suas habilidades e se lança em batalhas brutais, onde honra e violência caminham lado a lado.
A ambientação impressiona. Kyoto, envolta em sombras e mistério, revela uma cidade marcada pela decadência e pela beleza cruel de um Japão retorcido pelo sobrenatural. A Capcom parece ter encontrado o equilíbrio perfeito entre o respeito à cultura japonesa e a fantasia sombria que sempre fez parte do DNA de Onimusha. Kiyomizu-dera, um dos templos mais icônicos do país, surge como palco de duelos de tirar o fôlego.
O combate é um show à parte.

Não estamos diante de um soulslike, mas Way of the Sword traz cadência, ritmo e a necessidade de ler bem os inimigos. Esquivas, reflexos rápidos, parrys — tudo está ali. Mas com a brutalidade que sempre definiu a série. As finalizações são viscerais, com sangue jorrando e espadas rasgando carne e osso com uma precisão quase poética. Em meio ao caos, ainda há espaço para estratégia e estilo, como vimos no duelo entre Musashi e seu rival Sasaki Ganryu, outro espadachim histórico, aqui também portando uma Manopla Oni e envolto em mistério.
A luta entre os dois foi intensa, estilosa e acompanhada de uma trilha sonora marcante. O público presente vibrou com cada golpe, cada virada de ritmo, numa demonstração clara de que há um cuidado especial com as raízes da franquia. Há também novos Genma, como o colossal Daidara — um monstro devastador, capaz de esmagar tudo em seu caminho com um porrete gigantesco. E um novo cenário etéreo, de ruínas flutuantes, sugere que a exploração pode ir além do mundo físico.

Ainda é cedo para falar sobre a profundidade narrativa, já que a demo se concentrou mais na ambientação e no combate. Mas ficou evidente que há uma história sendo construída — e talvez o elo entre Musashi e a misteriosa figura que surge de sua manopla seja o fio condutor desse novo capítulo.
A Capcom não está apenas trazendo Onimusha de volta. Está reacendendo sua alma.
Onimusha: Way of the Sword será lançado em 2026, com dublagem e legendas em português, para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (via Steam). É uma jornada que está apenas começando, mas que já carrega consigo a promessa de honra, sangue e redenção.
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