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[Jogamos] Ninja Gaiden: Ragebound fará speedrunners fritarem o cérebro

DEMO na Summer Game Fest nos permitiu explorar os instantes iniciais da campanha

[Jogamos] Ninja Gaiden: Ragebound fará speedrunners fritarem o cérebro

O ano de 2025 promete ser especial para Ninja Gaiden. Além do quarto game da era em 3D, uma aventura de plataformas está prevista para chegar em breve, revisitando as origens de Ryu Hayabusa e o início de todos os desafios.

Ninja Gaiden: Ragebound, título de ação rápida, será lançado nas próximas semanas pela Dotemu e esteve disponível no Summer Game Fest. Ao longo de poucos minutos, tivemos a oportunidade de conhecer as mecânicas de jogo e de explorar o começo da jornada.

Quanto ao game, vale a pena antecipar: não se trata de uma aventura nem um pouco fácil. E enquanto um lado da moeda diz que speedrunners vão amar, o outro diz que esses especialistas quebrarão muito a cabeça para se adaptarem ao jogo.

Se isso é ruim ou não? Digamos que tudo depende de suas expectativas.

O aprendiz de Ryu Hayabusa

Ninja Gaiden: Ragebound nos apresenta Kenji Mozu, um aprendiz de Ryu Hayabusa, que assume o protagonismo enquanto o lendário ninja está nos EUA cumprindo o testamento de seu pai — uma referência sutil ao Ninja Gaiden original.

Quando a barreira entre o mundo humano e demoníaco colapsa, Hayabusa Village é invadida, e cabe a Kenji protegê-la. Ele logo cruza caminhos com Kumori, uma assassina do clã Black Spider, que, apesar da rivalidade entre seus clãs, se torna uma aliada improvável.

A narrativa, embora simples e com plots batidos, surpreende pela dinâmica entre os dois personagens, com diálogos que sugerem um arco de desenvolvimento da confiança e da tensão que pode crescer ao longo da campanha.

Ninja Gaiden: Ragebound
Fonte: Dotemu

O que impressiona logo de cara é como Ninja Gaiden: Ragebound captura a essência dos jogos 2D clássicos da série, mas com uma apresentação moderna. Os visuais pixelados são ricos, com animações fluidas que dão vida a cada golpe de espada e salto acrobático.

Enquanto isso, a trilha sonora dita o ritmo dos movimentos e da ação, com o design de níveis linear incentivando o jogador a manter o ritmo sem pausas — e isso é essencial para a sobrevivência.

Combate que exige precisão e ritmo

A jogabilidade de Ninja Gaiden: Ragebound é uma dança de violência e agilidade. Kenji personifica o estilo clássico da franquia: rápido, agressivo e letal em combates corpo a corpo.

Sua espada corta inimigos com fluidez, na maioria das vezes com um hit-kill, e o Guillotine Boost, um salto que permite ricochetear em oponentes ou projéteis, adiciona camadas de mobilidade que são difíceis de dominar em um primeiro instante.

Ninja Gaiden: Ragebound
Fonte: Dotemu

O sistema de Hypercharge é uma das mecânicas principais do game e adiciona muita complexidade que fará speedrunners agirem de forma intuitiva. Inimigos com auras azuis devem ser derrotados com ataques específicos para carregar um golpe que destrói armaduras ou elimina adversários mais fortes em um único hit.

Esse “quebra-cabeça de combate” força o jogador a alternar entre estratégias em frações de segundo, criando um fluxo que é tão punitivo quanto gratificante. Erre o timing ou ignore a aura certa, e você pagará caro.

Sistema de plataformas que não perdoa

Se o combate de Ninja Gaiden: Ragebound é intenso, as seções de plataforma são igualmente implacáveis. Desde o tutorial, que culmina em uma luta contra o próprio Ryu Hayabusa (calma, você não precisa vencê-lo), o jogo deixa claro que cada salto conta.

Paredes para escalar, tetos para se pendurar e armadilhas como chamas ou espinhos exigem precisão milimétrica. Já os inimigos aparecem em pontos estratégicos, forçando o jogador a decidir entre parar para lutar ou usar o Guillotine Boost para atravessar tudo.

A curva de aprendizado é exigente, mas a abundância de itens de vida e a possibilidade de sacrificar saúde para ativar o Hypercharge garantem que o jogo não seja injusto — apenas desafiador em graus anormais.

Ninja Gaiden: Ragebound
Fonte: Dotemu

Ninja Gaiden: Ragebound não é para os fracos de coração. A DEMO já oferece um gostinho do modo Hard, que aumenta a densidade de inimigos e a complexidade dos encontros, e é fácil imaginar como isso atrairá jogadores em busca de recordes.

O sistema de ranqueamento por estágio, que avalia sua velocidade e eficiência, aumenta o fator replay e permite que os jogadores reprisem as fases a fim de dominarem esquemas dos mapas, mecânicas, habilidades e movesets dos chefões.

Para aqueles preocupados com a dificuldade, o jogo oferece opções de acessibilidade, como redução de dano, sem comprometer troféus ou conquistas. Essa flexibilidade é bem-vinda, mas o verdadeiro brilho de Ragebound está no sofrimento.

Por que speedrunners vão amar Ninja Gaiden: Ragebound

O que torna Ragebound um sonho para speedrunners é sua ênfase em momentum. Cada estágio é um teste de como manter o fluxo, combinando Guillotine Boost, ações impulsivas e o uso certeiro do Hypercharge para eliminar obstáculos rapidamente.

A precisão necessária para navegar por seções de plataforma enquanto despacha inimigos cria um potencial infinito para otimização de rotas. Some a isso os rankings por estágio e modos de dificuldade, e você tem um jogo que praticamente implora para ser repetido.

Ninja Gaiden: Ragebound é uma carta de amor aos fãs da série, mas também uma reinvenção que não tem medo de modernizar a fórmula. A The Game Kitchen entrega um jogo que respeita o legado 2D da franquia, mas com profundidade e polimento honestos.

A DEMO, embora curta, é uma amostra poderosa do que está por vir, com visuais simples, mas eficazes, controles afiados e uma dificuldade que respeita a inteligência, o tempo e a disciplina dos fãs.

Se o jogo completo mantiver essa qualidade, Ragebound não será apenas um aperitivo para Ninja Gaiden 4, mas um destaque por mérito próprio.

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Autor

foto do author do artigo André Custodio

André Custodio

Redator

Fã de jogos de terror e desbravador de soulslike vez ou outra. Consegui me livrar de FIFA por motivos pessoais (ruindade) e hoje me sinto uma pessoa melhor. Também curto platinas, mas não vou atrás de algo que me tira do sério.

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