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Jogamos Assassin’s Creed Black Flag Resynced: o que já era bom ficou melhor

Mais do que um remake, novo projeto é uma declaração do compromisso da Ubi com os jogadores

Jogamos Assassin’s Creed Black Flag Resynced: o que já era bom ficou melhor

Para ir em frente, às vezes é necessário dar alguns passos para trás. Não tem sido um ano fácil para a Ubisoft. Demissões em massa, cancelamento de projetos e reestruturações foram acontecimentos capazes de abalar a confiança de qualquer pessoa na companhia. Ainda assim, a escolha de revisitar um clássico e adaptá-lo para os consoles modernos não poderia ter sido mais acertada.

Assassin’s Creed Black Flag Resynced é mais do que um simples remake. O projeto também funciona como uma declaração de compromisso da empresa com os jogadores ao valorizar experiências marcantes. O game chega com melhorias gráficas impressionantes, novos conteúdos principais e secundários, além de aprimoramentos perceptíveis sem perder a essência que consagrou o título como um dos melhores da franquia.

A convite da Ubisoft Brasil, tivemos acesso a uma demonstração de três horas em que pudemos cumprir as missões iniciais da campanha, explorar o mundo aberto marítimo para enfrentar fortalezas e desvendar ilhas isoladas, além de conhecer mais dos personagens recrutáveis para a tripulação de Edward Kenway.

Depois da sessão de testes, saímos com uma convicção: Assassin’s Creed Black Flag Resynced melhora aquilo que já era muito bom.

Diário de um cafajeste

Estamos novamente entre os séculos XVII e XVIII no controle de Edward Kenway, um pirata que acidentalmente se transforma em um Assassino. Sonhando com riquezas e uma vida afortunada, o protagonista encontra um propósito maior na luta contra os Templários, mas continua sendo aquele cafajeste carismático, irreverente, divertido e irônico que os jogadores adoram.

O personagem parece ter ganhado mais camadas graças ao trabalho de remodelagem facial. O dublador original está de volta, mas a Ubisoft já confirmou que a versão brasileira contará com uma nova direção de dublagem, algo que vem evoluindo bastante ao longo dos anos. Por isso, é esperado um salto de qualidade semelhante ao do remake.

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Também vale destacar algumas novidades relacionadas às missões introduzidas nesta nova versão. Os jogadores terão mais opções de recrutamento, como a destemida Lucy, além de lidar com questões sensíveis envolvendo Blackbeard. As atividades permitem passar mais tempo com o protagonista e exploram melhor a forma como ele enxerga o mundo, a si mesmo e a situação em que está envolvido.

As primeiras impressões indicam que o projeto está realmente preocupado com a narrativa, fugindo do estereótipo de “apenas piratas em busca de ouro”. Cada personagem possui motivações próprias que influenciam diretamente suas atitudes e diálogos.

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Todos a bordo

É impossível negar que o grande charme de Assassin’s Creed Black Flag Resynced continua sendo as batalhas navais. A dirigibilidade dos navios está ainda melhor e o visual das águas caribenhas impressiona. Os jogadores poderão mergulhar em praticamente qualquer lugar do mapa, embora nem todas as áreas escondam algo relevante para explorar.

O combate contra outras frotas está mais desafiador. O jogador consegue personalizar a experiência, ajustando o nível de dificuldade dos combates marítimos, terrestres e até mesmo da furtividade. Ainda assim, mesmo no nível Normal, os navios inimigos causam bastante dano e exigem decisões rápidas, manobras precisas e ataques bem calculados.

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Há novos equipamentos e mais opções de personalização para a frota de Kenway. Além disso, continuam presentes atividades especiais em alto-mar, como caçadas de animais únicos e desafios contra fortalezas. Essas missões secundárias seguem divertidas e proporcionam momentos épicos.

Também vale destacar a imprevisibilidade dos confrontos por causa das mudanças climáticas. Enfrentar uma embarcação pode parecer tranquilo até que, de repente, uma tempestade gigantesca surge com tornados lançando os navios de um lado para o outro. Absolute cinema.

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Nada de RPG

Quem acompanha a trajetória recente da franquia Assassin’s Creed poderia imaginar que Resynced adotaria o modelo RPG das últimas entradas. Porém, a Ubisoft deixou claro que o remake não seguirá esse caminho. O projeto é descrito como “um jogo de ação e aventura”, o que significa que os jogadores terão acesso à maior parte dos movimentos e golpes desde o início. Apenas acessórios de uso rápido serão desbloqueados conforme a progressão da história.

Com isso, Kenway possui um vasto repertório de movimentos, incluindo ataques especiais, contra-ataques em um esquema semelhante ao de Batman: Arkham, esquivas e acrobacias para enfrentar diferentes tipos de inimigos. O personagem combina espada, pistola e itens de forma dinâmica, criando combates que parecem uma verdadeira dança.

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Além disso, a furtividade e o parkour receberam várias melhorias. Agora, o personagem consegue agachar mesmo fora de áreas específicas de cobertura, diminuindo sua visibilidade e permitindo aproximações mais estratégicas. Inclusive, até o horário do dia influencia na jogabilidade: em momentos mais claros, os inimigos conseguem detectar o Assassino com maior facilidade.

Na exploração, os movimentos parecem mais naturais e rápidos. É possível atravessar casas, edifícios, árvores e grandes pedras com fluidez, misturando acrobacias de forma ágil e dinâmica.

Assassin’s Creed Black Flag Resynced vale o hype

O tratamento de luxo dado a um dos melhores Assassin’s Creed da história faz jus às altas expectativas. Não estamos falando de um produto com melhorias superficiais, mas de um projeto ambicioso tanto para os fãs antigos quanto para quem conhece apenas a fase mais recente da franquia.

Assassin’s Creed Black Flag Resynced melhora aquilo que já era excelente sem perder sua essência. E, honestamente, era exatamente isso que os jogadores queriam e o que a Ubisoft precisava.

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Autor

foto do author do artigo Raphael Batista

Raphael Batista

Produtor de conteúdo em vídeo no MeuPlayStation, com atuação voltada à cobertura de jogos e tendências da indústria. Tem preferência por experiências narrativas e franquias marcantes, como The Witcher 3, Metal Gear Solid, God of War e Marvel’s Spider-Man, trazendo uma visão próxima da comunidade e do dia a dia dos jogadores.

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