Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
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Diretor e game designer contam para o Meu PS4 quais são os principais elementos do game da Bend Studio.
Days Gone parece ter sido anunciado com menos expectativa do que outros exclusivos da Sony. Não foi um dos “quatro grandes” da E3 2018 e sofreu comparações com outros games de peso, como The Last of Us.
Mas o game da SIE Bend Studio é muito mais do que as impressões iniciais causaram. Há ali uma identidade muito bem definida, o que ficou bem mais claro nos últimos trailers de divulgação. Days Gone é um jogo de horror e sobrevivência em mundo aberto que promete uma jornada emocional para Deacon, o protagonista.
Na última quarta-feira (10), a convite da PlayStation, conversamos (e jogamos) com os produtores do game. Aproveite para conferir algumas fotos do evento no fim do artigo.
Quando Jeff Ross (diretor) e Ron Allen (game designer) explicaram a diferença entre horror e terror, fica nítido que Days Gone tem uma pegada diferente do que já vimos por aí.
Horror remete a algo mais fantasioso, aquilo vemos e sabemos que não existe, mas nos deixa com medo ou causa repulsa mesmo sendo totalmente hipotético.
“Terror é literalmente o sentimento humano, algo mais próximo da realidade, mas que mexe diretamente com as nossas Emoções: o medo do que pode estar lá; a insegurança criada por um ambiente completamente hostil”.
É no terror que Days Gone aposta. O game tenta manter a trama com os pés no chão ao entregar personagens mais humanos, especialmente o protagonista, Deacon. Por enquanto, ele é uma incógnita, mas é, definitivamente, humano.
Em meio a todos os perigos do mundo de Days Gone, o game irá trazer uma jornada de descobertas para e sobre Deacon. Em um mundo em que a sobrevivência traz a tona o pior ser humano, a interface entre homem e monstro é muito sutil. É possível confiar em alguém e fazer alianças? Viver isolado é a melhor opção?
Vale lembrar que Days Gone também irá oferecer uma experiência de sobrevivência e o game. Esse é um ponto crítico, segundo Jeff Ross:
“O gameplay equilibra uma série de elementos para garantir desafio e liberdade ao jogador ao mesmo tempo. Temos um sistema de munição específica para cada arma de fogo, armas brancas que se quebram no combate ou capacidade limitada de recursos que podem ser carregados, então Deacon consegue enfrentar os desafios do mundo mas sem se tornar um herói superpoderoso. Há ainda um sistema de habilidades que focam em combate ou furtividade, por exemplo, para você adaptar seu estilo ao de Deacon”.
Ainda que Deacon seja o centro de tudo isso, ao redor dele existem monstros, Freakers e outras pessoas tentando sobreviver.
Os inimigos são um elemento muito importante que define como Deacon irá se deslocar pelo mundo. As hordas têm um comportamento intrínseco e se movimentam pelo mapa aleatoriamente. Ainda que elas tenham seu próprio território, com fontes de água e alimento, além de “tocas” que usam para dormir, qualquer uma das 40 hordas iniciais podem estar em literalmente qualquer lugar do mapa e cabe a você estar atento à isso enquanto viaja pelo mundo em sua moto.
Aliás, a moto é essencial em Days Gone e um grande diferencial: “Ela não é como os cavalos de outros jogos de mundo aberto, que basta parar em qualquer lugar ou assoviar que aparecem instantaneamente ao seu lado, ou um carro que você descarta aqui e ali na frente pega um outro qualquer”, explica Ron Allen, deixando também uma dica de ouro aos jogadores: “Fique de olho no combustível, nunca deixe o abastecimento do tanque para depois”.
Deacon é um motoqueiro, o que significa que a sua moto é, basicamente a sua moto mesmo, seu maior parceiro nessa jornada. Precisa de combustível, cuidados, reparos e pode ser aprimorada.
Em meio a hordas, emoções e perigo constante, Days Gone chega em 26 de abril exclusivamente ao PlayStation 4.

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