Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
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Testamos uma versão atualizada de Sonic Racing: CrossWorlds e saímos com a certeza de que o novo jogo do ouriço quer ir além da concorrência ao misturar velocidade, transformação e caos multiversal
O novo jogo de corrida do Sonic não está apenas tentando acompanhar a concorrência. Ele quer ultrapassar geral, atravessar portais dimensionais e ainda dar tchauzinho no espelho retrovisor. E olha… está indo por uma boa linha.
Na última sexta-feira, tive a chance de jogar uma versão mais avançada de Sonic Racing: CrossWorlds em uma sessão fechada promovida pela SEGA. Já havia testado o game durante o Summer Game Fest, mas essa segunda rodada só reforçou minha impressão inicial: o jogo está no caminho certo para se tornar o mais ousado título de corrida que a franquia Sonic já produziu.
A primeira coisa que chama atenção em CrossWorlds é a estrutura dinâmica das corridas. Em vez de seguir o mesmo traçado nas três voltas, o jogo introduz os Travel Rings. Esses portais são ativados na segunda volta, permitindo que o primeiro colocado escolha um novo caminho dimensional para o restante da corrida. Na prática, é como se cada pista tivesse múltiplas versões, com diferentes terrenos, atalhos e perigos.
É um sistema que muda o jeito de pensar a corrida. Ao invés de decorar o traçado inteiro, o jogador precisa se adaptar ao caos. E para um jogo do Sonic, essa ideia não poderia fazer mais sentido.
CrossWorlds também marca o retorno das transformações de veículos que haviam sido deixadas de lado desde Sonic & All-Stars Racing Transformed. Carros viram barcos. Barcos viram aviões. Tudo em tempo real, conforme o terreno muda. E o melhor: essas transformações não são só estéticas, elas afetam a jogabilidade. A forma como o veículo responde ao controle muda com o ambiente, o que adiciona uma camada extra de profundidade às corridas.
Na prática, isso faz com que cada volta seja uma nova chance de testar seu domínio sobre o veículo e sobre os seus adversários também.
Outro ponto que realmente se destaca é o sistema de personalização. O jogo oferece uma quantidade enorme de possibilidades para criar combinações únicas entre carro, rodas, gadgets, decalques, cores, buzinas e até efeitos visuais. E tudo isso impacta diretamente o desempenho em pista.

É possível montar builds voltadas para velocidade, manobrabilidade, defesa, ataque ou domínio dos itens. Durante a sessão de testes, pude experimentar mais profundamente essas combinações, e a sensação é de liberdade total. Não existe uma build perfeita, só aquela que se encaixa melhor no seu estilo.
A SEGA também está apostando alto no elenco de personagens. A base já é recheada de rostos familiares, como Sonic, Tails, Knuckles e companhia. Mas o diferencial aqui são as colaborações. Durante os testes, já foi possível ver o jogo recebendo convidados de outras franquias, como o Minecart de Minecraft, Diva Macchina da Hatsune Miku e o Dragon Brave de Like a Dragon.

Esses personagens e veículos não são apenas visuais. Eles trazem atributos únicos e ajudam a reforçar a ideia de que CrossWorlds é mais do que um jogo do Sonic — é um crossover de universos em alta velocidade.
As fases também surpreendem. Uma das mais divertidas que joguei foi a da floresta com dinossauros. Além de visualmente impactante, ela traz trechos de transformação, desníveis, rampas, zonas de água e muito dinamismo. Todas as pistas têm personalidade, estética forte e aquele fator “vou jogar mais uma só pra testar essa aqui”.
A comparação com Mario Kart World é inevitável. Mas CrossWorlds aposta em mais liberdade criativa. Enquanto o jogo da Nintendo é excelente, ele sempre foi mais “redondinho” e contido. O jogo do Sonic é puro exagero. E isso funciona.
O tempo de teste foi limitado, claro. Não jogamos todos os modos nem testamos o multiplayer online em profundidade. Mas a base está sólida. A jogabilidade é responsiva, o visual é vibrante, e o ritmo é rápido como se espera de um título estrelado pelo ouriço mais famoso dos games.
CrossWorlds parece entender o que faz um jogo de corrida arcade funcionar. Ele não tenta ser realista, nem técnico demais. Ele quer ser divertido. E até agora, está acertando.
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