Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
Em breve nos consoles, jogo da NIght Street Games aposta em partidas táticas e com várias camadas de progressão no gameplay
Last Flag é um jogo de tiro em equipe que une carisma, ritmo acelerado e personalidade em uma proposta criativa de captura de bandeira. Ambientado em um universo inspirado nos anos 1970, o título aposta no visual excêntrico e na competição entre personagens extravagantes para se destacar entre os hero shooters.
A promessa é clara: partidas 5v5 dinâmicas, recheadas de reviravoltas, onde habilidade individual importa, mas o trabalho em equipe é fundamental. A mistura de ação frenética, mapas com segredos e um sistema sem mortes definitivas torna a experiência acessível e envolvente, mesmo para quem não é veterano em FPS.
![[Jogamos] Last Flag impressiona pelo ritmo e estratégia das partidas 1 Last Flag](https://meups.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Last-Flag.jpg)
Jogamos uma versão ainda em desenvolvimento no PC, sem todos os recursos da build final, mas suficiente para testar o núcleo da jogabilidade e entender o ritmo de Last Flag. E já adiantamos: há boas ideias sendo bem executadas aqui, com potencial para agradar tanto fãs de hero shooters quanto quem busca algo mais leve e estiloso.
Logo de início, o que chama atenção é o fluxo da partida. Last Flag é rápido, responsivo e evita “tempo ocioso”. Morreu? Você não fica esperando — é sugado para o “green room” e retorna após alguns segundos direto para a ação. Isso mantém a adrenalina lá em cima e garante que todo mundo participe o tempo inteiro.
![[Jogamos] Last Flag impressiona pelo ritmo e estratégia das partidas 2 1](https://meups.com.br/wp-content/uploads/2025/06/KoreiaJr-2.jpg)
A principal dinâmica gira em torno de uma versão invertida do tradicional “capture a bandeira”. Aqui, você precisa esconder sua bandeira e procurar pela do time inimigo. Isso adiciona uma camada de estratégia incomum ao gênero e transforma o mapa em um verdadeiro tabuleiro de caça, exigindo leitura de jogo e coordenação.
Para facilitar a missão principal que é achar a equipe, há diversas torres espalhadas pelo cenário. No melhor estilo “dominação”, ganha as vantagens quem proteger o território. Conquistou? Você terá visão avançada da região e estará um passo a frente de localizar com mais exatidão a bandeira adversária.
![[Jogamos] Last Flag impressiona pelo ritmo e estratégia das partidas 3 Last Flag](https://meups.com.br/wp-content/uploads/2025/06/team-1.jpg)
Esse foco tático também se estende às composições de equipe. Ter um personagem poderoso em dano não é garantia de vitória. Pelo contrário: os papéis de suporte e controle de grupo fazem tanta diferença quanto os ofensivos. Buffs bem aplicados, armadilhas no tempo certo e bloqueios estratégicos decidem partidas.
Durante nossos testes, foi comum ver times aparentemente dominados virarem o jogo com uma boa leitura de mapa ou troca de posicionamento. E esse é outro ponto positivo: Last Flag incentiva times a pensarem juntos. A vitória não vem só do reflexo rápido, mas do plano bem executado.
![[Jogamos] Last Flag impressiona pelo ritmo e estratégia das partidas 4 Last Flag](https://meups.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Weapons-Engineer-vs-Lumberjack.png)
O elenco disponível na versão testada inclui dez personagens, cada um com habilidades únicas e personalidade exagerada, bem ao estilo de um programa de auditório setentista. A identidade visual de cada um é marcante, e suas funções são bem definidas, o que ajuda tanto iniciantes quanto veteranos a encontrarem seu estilo.
Além disso, ao longo das partidas, é possível coletar dinheiro destruindo “cash bots” e investir em melhorias temporárias para suas habilidades. Isso traz uma leve camada de progressão dentro de cada rodada, permitindo adaptações rápidas conforme o andamento do confronto e o comportamento do time adversário.
Os mapas são coloridos, cheios de rotas alternativas e pontos secretos, reforçando a ideia de que explorar e entender o campo é tão importante quanto dominar sua função no time. Mesmo em sessões curtas — geralmente com menos de 20 minutos —, a sensação é de jogo completo e bem amarrado.
Outro destaque vai para a trilha sonora, que impressiona mesmo na versão provisória que testamos. Criada por nomes como Dan Reynolds (Imagine Dragons) e JT Daly, a música mergulha totalmente no clima retrô do jogo, com arranjos gravados em instrumentos autênticos da época e batidas marcantes.
Embora ainda faltem ajustes de balanceamento e polimento visual, Last Flag já se mostra promissor com sua proposta de ser um shooter “casualmente competitivo”. Ele não exige performance de e-sports, mas oferece profundidade suficiente para quem quiser jogar de forma séria e estratégica.
No fim das contas, o que vimos foi um jogo divertido, estiloso e com personalidade própria. A dinâmica de esconder e buscar a bandeira, o ritmo constante e o foco no trabalho em equipe diferenciam Last Flag no mar de hero shooters disponíveis.
Se o produto final conseguir manter essa identidade e polir o que ainda falta, Last Flag tem tudo para se firmar como uma alternativa criativa e engajada no cenário competitivo e casual de shooters online.
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