Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
Jogo ainda não tem data, mas deixa boas expectativas
Los Angeles – A Capcom costuma ser direta quando se trata de apresentar seus jogos. Mas com Pragmata, a história foi diferente. Anunciado em 2020 com um teaser enigmático e visual de outro mundo, o projeto entrou em silêncio profundo, quase como se tivesse se perdido no vácuo da própria ficção científica que propõe. Agora, no Summer Game Fest 2025, pudemos jogar. E sim — ele existe. E parece bom.
Ambientado em uma estação lunar futurista e controlada por uma IA hostil, Pragmata mistura ação, estratégia e uma estranha melancolia sci-fi que nos lembra de NieR: Automata. O jogo gira em torno de dois protagonistas inseparáveis: Hugh, um explorador de armadura pesada e armas em punho, e Diana, uma androide com aparência delicada, mas funções cruciais.
Em vez de seguir o caminho tradicional da dupla “herói + suporte”, o game apresenta um sistema de controle interdependente. Diana literalmente monta nas costas de Hugh, mas sua presença não é decorativa. Ela é responsável por hackear inimigos e dispositivos da estação — sempre através de minigames que aparecem no canto da tela e exigem movimentação lógica, quase como resolver um micro quebra-cabeça em meio ao caos.
Essa dinâmica de dois-em-um torna os combates táticos, quase cerebrais. Você precisa de Diana para revelar vulnerabilidades dos inimigos. E só então Hugh pode agir com precisão, disparando armas que vão desde pistolas a equipamentos de supressão mais pesados. Em paralelo, a androide também interage com elementos do cenário, abrindo rotas e desbloqueando sistemas de defesa.
![[Jogamos] Pragmata é a ficção científica estranha (e promissora) que a Capcom guardou por anos 1 1](https://live.staticflickr.com/65535/54566926917_a3b20acbae_k.jpg)
A curta demo (cerca de 20 minutos) serviu como uma amostra do conceito — não dá para saber ainda o peso da narrativa ou o nível de desafio da campanha completa. Mas a impressão foi positiva. A jogabilidade é fluida, os visuais são frios e belos, e o tema central — a relação entre homem, máquina e sobrevivência em um espaço controlado por uma IA — tem potencial para discussões bem mais profundas.
Vale lembrar: a Capcom vive um de seus melhores momentos criativos nos últimos anos, equilibrando bem franquias consagradas com novas ideias. Pragmata parece encaixar nessa nova fase como uma aposta ousada, mas que não tem medo de ser diferente. E isso, por si só, já é animador.
![[Jogamos] Pragmata é a ficção científica estranha (e promissora) que a Capcom guardou por anos 2 2](https://live.staticflickr.com/65535/54567981929_b64ba2f645_k.jpg)
Se vai vingar? Ainda é cedo para dizer. Mas pelo que vimos, Pragmata não é só “mais um sci-fi genérico”. Ele tem estilo, identidade. Será este o mais novo sucesso da Capcom?
Mais em Prévias
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
Clive Barker's Hellraiser: Revival aposta em terror psicológico, gore e sobrevivência do início ao fim
O novo jogo da Arc System Works combina combates acessíveis com mecânicas cheias de profundidade
A proposta de tratar dinossauros como animais selvagens, e não como monstros, é o grande diferencial de The Lost Wild
Uma mistura promissora de velocidade, personalização, combate e aventura no universo criado por George Lucas
Nova era, mesma fórmula: Dragon Ball Xenoverse 3 aposta no que já funciona
Em primeira pessoa, novo Silent Hill aposta na tensão constante e na exploração investigativa
Após três batalhas em diferentes períodos da história, Stranger Than Heaven deixou uma impressão bastante positiva e vontade de jogar mais
A nova aventura da Capcom aposta em duelos intensos, parries precisos e uma atmosfera sombria no Japão feudal
A Remedy aposta em combates corpo a corpo, progressão mais profunda e exploração ampliada em uma sequência ousada e surpreendente