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Joguei o beta de Call of Duty Black Ops 7 e saí com sentimentos mistos. O multiplayer tá frenético, mas será que ainda é pra todo mundo?
É… é oficial, meu chapa: tô ultrapassada.
Com o perdão de usar (muito mal) aquela cena que virou meme do Leonardo DiCaprio com o Brad Pitt em Era uma Vez em Hollywood, mas foi exatamente esse o sentimento que me veio ao jogar o beta de Call of Duty: Black Ops 7. E talvez isso não seja necessariamente um problema.
Depois de muitas partidas, liguei o microfone e comecei a perguntar para jogadores aleatórios o que eles estavam achando e…pasmem: a maior parte deles estava curtindo muito.
Em uma dessas conversas, em que eu dizia que aquilo estava um caos, cansativo e outras palavras menos simpáticas, um deles lançou a braba:
“Será que não é você que está muito saudosista?”
Ou seja: me chamou de velha com delicadeza.
Fiquei pensativa… será que ele está certo?
Minha história com CoD começou há muito tempo, lá em Call of Duty 4: Modern Warfare, de 2007. Naquela época eu ainda não tinha meu próprio console e muito menos conexão com a internet. Demorou um pouco até que eu mergulhasse no multiplayer online, o que aconteceu só em 2012, com Black Ops 2. Talvez seja por isso que eu tenha um carinho especial por tudo que leva o nome Black Ops.
Jogar o beta de Black Ops 7 nesses últimos dias foi um pouco cansativo e desgastante.
O jogo está ainda mais acelerado: os jogadores deslizam (slidam) como nunca e, somado aos pulos nas paredes, isso deixa qualquer trocação mais tensa. É preciso estar preparado para olhar em 360º o tempo todo. O inimigo pode pular por cima da sua cabeça, deslizar “pra dentro” de você, jogar uma granada EMP que bagunça a tela ou lançar qualquer bomba. São infinitas possibilidades acontecendo em uma fração de segundos.
A sensação é que Black Ops está mudando seu foco de público. Agora o alvo parece ser quem joga acelerado, parte pra cima sem pensar muito e busca ação constante. E talvez o problema não seja o jogo… talvez ele só não seja mais voltado para jogadores como eu. Ou pior: talvez eu esteja sendo apenas saudosista, querendo que algo que amo continue igual.

Nem tudo, porém, foi negativo.
Um dos maiores acertos da Activision foi a playlist que deixava o SBMM de lado. Ali, a tensão de fazer uma boa partida e depois ser atropelada na próxima simplesmente desapareceu, e isso trouxe de volta uma diversão bem mais casual. Aquela que o jogador CLT de CoD busca depois de um dia cansativo.

Outro ponto positivo foram os mapas: nada de Shipments ou mapas gigantes. O beta apresentou um bom equilíbrio, com tamanhos condizentes com o ritmo acelerado de jogo, com exceção das portas automáticas, que continuam totalmente desnecessárias.
A variedade de armas, como sempre, está excelente. Black Ops 7 oferece opções para todos os estilos, desde os rushadores com faca até os snipers mais pacientes.
Foi muito legal também testar o modo Zombies, novidade para um beta de CoD. Ele está divertido, mas ainda é cedo para saber seu futuro. O modo precisa de algo fresco para continuar mantendo sua base de jogadores fiéis, algo no espírito do modo Epidemia, do Cold War.

No geral, Black Ops 7 traz o sabor de Black Ops 6 com algumas adições: overclock, mais pulos, mais tiros e ainda mais aceleração. Os mapas estão mais interessantes e o Zombies tem potencial. Se você curtiu o jogo de 2024, muito provavelmente vai adorar o deste ano.

Pessoalmente, skins de armas e operadores nunca me incomodaram. O que me pega são armas quebradas no meta sendo mantidas assim só porque seus pacotes vendem bem na loja, e espero sinceramente que isso mude (apesar de não ter muitas esperanças).
Eu sei, está na moda odiar Call of Duty, mas talvez a gente só precise deixar o saudosismo um pouco de lado e aceitar que o jogo pode simplesmente não ser mais pra nós. Existem outras opções no gênero.
A franquia está mudando de rumo, e toda mudança traz desconforto e rompimentos. Da minha parte, fica a torcida pelo sucesso e por um reencontro futuro, em algum título que volte a agradar esta veterana ranzinza e chata.
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