5 novidades de Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarök que merecem sua atenção
Endless Ragnarök promete ainda mais horas de conteúdo para Relink
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FIFA, Battlefield, The Sims, Star Wars... Variedade é o segredo do sucesso da marca.
EA Sports: c̶h̶i̶n̶e̶g̶u̶é̶m̶ . It’s in the game. Se você falar que nunca ouviu isso aí em um joguinho de videogame, mentiu. Brincadeiras à parte, claro que muita gente no Brasil conheceu a Electronic Arts por sua divisão de esportes, responsável pela série FIFA, além de Madden NFL e NBA Live. Só que a famosa EA é muito mais do que isso.
Neste novo capítulo do nosso especial “Fábricas de Sonhos”, o Meu PS4 vai contar a história dessa empresa norte-americana, fundada em 1982 e, hoje, uma das maiores players do mercado de jogos eletrônicos. O caminho até chegar a esse posto, porém, não foi fácil. E começou com o sonho de um jovem funcionário da Apple.
O projeto da Electronic Arts não nasceu por acaso. Trip Hawkins fundou a empresa no mês de maio de 1982 bem consciente do que estava fazendo. Ele trabalhava na Apple alguns meses antes, mas após a empresa abrir-se ao capital público, ganhou um bom dinheiro e investiu no seu próprio projeto.

Daí nasceu a EA. Ele criou uma empresa pessoal com um investimento de US$ 200 mil, depois buscaou fundos de US$ 2 milhões de três empresas e por mais alguns meses refinou seu business plan ao lado de Rich Melmon, primeiro funcionário da companhia. Foi tudo muito bem planejadinho.
Em novembro, ela já tinha 11 funcionários, se mudou para San Francisco e iniciou a trajetória propriamente dita da Electronic Arts. E os primeiros jogos produzidos pela equipe saíram em 1983: Hard Hat Mack, Pinball Construction Set, Archon, M.U.L.E., Worms? e Murder on the Zinderneuf.
E, desde aquela época, o esporte já aparecia no DNA da empresa. Um dos principais títulos que ajudaram a alavancar a Electronic Arts foi um game de basquete: Doctor J and Larry Bird Go One on One. Obviamente, estrelado por Julius Erving e Larry Bird, ele foi um sucesso nos computadores e dispositivos como Atari e Commodore.

Só que o boom mesmo veio em 1984. A chegada de Larry Probst como VP de Vendas no fim daquele ano ajudou a companhia a alcançar um crescimento incrível, chegando a US$ 18 milhões no seu terceiro ano de mercado. Com isso, a EA se destacou muito, entrando “com o pé na porta”.
A variedade sempre foi uma das armas da Electronic Arts. Nos anos 80, a ela produziu títulos de vários gêneros, tipo The Bard’s Tale, Wasteland, Starflight e Chuck Yeager’s Advanced Flight Trainer, e para diversas plataformas Apple II, Macintosh, Commodore 64, IBM PC e Atari.

Mas o core da empresa sempre foi a arte. Ou melhor, os artistas. A ideia da companhia sempre foi valorizar seus funcionários, os criadores das obras. Tanto que os nomes de quem fazia os games sempre eram destaque nas capas deles, especialmente no início dos anos 80. Daí o nome de “Artes Eletrônicas”.
E, seguindo nessa linha, uma das franquias mais bem sucedidas da EA nasceu lá em 1988 com a ajuda de outro “artista”. Mas não de jogos eletrônicos, e sim do campo. É John Madden, que então era técnico dos Raiders na NFL e depois virou comentarista, mas ficará eternizado como nome da grande série de games de futebol americano.
Madden NFL revolucionou os games de esportes, pois a experiência de John Madden trouxe um pouquinho da complexidade do futebol americano profissional para os jogos eletrônicos. Tanto que foi com ele que nasceu a EA Sports, divisão da empresa focada somente para este estilo de jogo.

Ao fim dos anos 80, a EA superava a crise que pegou a indústria, se firmava como um dos principais nomes do mercado. Sim City, de 1989, foi outro boom, com a simulação de uma cidade. Mas o melhor ainda estava por vir. Afinal, nos anos 90, não houve uma criança que teve um videogame ou PC que não jogou pelo menos um game da EA.
Para se consolidar no mercado, a Electronic Arts teve que brigar. No começo dos anos 90, ela argumentou com a Sega que conseguia produzir jogos para o Sega Genesis (o nosso Mega Drive) sem precisar dela. E disse que faria isso se não fechasse acordos “mais generosos” em termos dos royalties que tinha que pegar às donas de consoles.

Deu certo, e a partir de 1990 diversos títulos da EA foram chegando ao console, como Populous, Budokan: The Martial Spirit e John Madden Football. Foram lançadas séries como Strike, NHL Hockey, NBA Live, FIFA Soccer e Road Rash, além de RPGs como Power Monger, Syndicate, Starflight, The Immortal e Might and Magic II.
E aí a marca decolou de vez. O Fifinha se tornou uma realidade na casa de cada fã de futebol que tem videogame ou PC desde 1993. O mesmo vale para NHL Hockey e até NBA Live (pelo menos até os anos 2000, com a chegada de NBA 2K). A EA Sports se firmou como gigante no mercado, mas não veio sozinha.
Nesse período dos anos 90, nasceram também Need for Speed (1994), Command & Conquer (1995) e Medal of Honor (1999). Todas essas são séries de enorme sucesso, tendo títulos sendo lançados até hoje. Uma prova de que não só há variedade, como também longevidade na Electronic Arts.

Tudo isso em meio a transformações pela qual a companhia vinha passando. Com o crescimento natural, ela adquiriu uma nova sede, na Califórnia, que começou a ser construída em 1995 e foi inaugurada oficialmente em 1998. Nesse mesmo período, a EA começou a também adquirir outras empresas.
Juntaram-se ao portfólio da companhia a Distinctive Software, em 1991, que virou EA Canada, a Origin Systems, em 1992, a Bullfrog, em 1995, a Maxis, em 1997, e ainda Westwood, em 1998. Ou seja, a empresa tornava-se, de fato, uma gigante do ramo e uma referência no mercado.
A simulação de Sim City era um sucesso, mas imagine só levar as pessoas daquela cidade para o centro da história. Dar a eles o protagonismo. Criar famílias e casas e simular a vida delas. Quando Sim City chegou, em 2000, ele rompeu barreiras e foi, claro, um sucesso.

Um pouco depois dele, em 2002, nasce uma franquia de jogos de tiro que acabaria deixando até mesmo Medal of Honor para trás. Com uma dinâmica intensa e muita coisa sendo adicionada nos anos seguintes (até hoje), Battlefield tornou-se grande febre entre os jogadores do mundo inteiro.
E assim, como quem não quer nada, a EA adicionava mais duas séries de respeito para seu elenco bem recheado. Isso sem contar Crysis (2007), Mirror’s Edge, Dead Space e Mass Effect, todos de 2008. E, obviamente, a expansão continuou, com o programa de parceiras e novos escritórios em todo o mundo.
Nos anos 2000, Trip Hawkins se aposentou, Larry Probst assumiu, a logo mudou de cara e a EA fez algumas transações importantes, como fechar exclusividade com a NFL, adquirir direitos de jogos eletrônicos de futebol universitário, entrar no mercado de games mobile e lançar Warhammer Online com a Mythic Entertainment.

Também nos anos 2000, Harry Potter foi outra aquisição de peso para a marca, que lançou jogos baseados nos filmes da série. A empresa ainda lançou jogos casuais de esportes, como FIFA Street, porém não seguiu adiante com a ideia. E durante a crise de 2008 nos Estados Unidos, a empresa passou por grandes dificuldades.
Em 2009, foi preciso demitir mais de mil funcionários e fechar 12 de seus escritórios, isso já sob comando de John Riccitiello. Em 2009, novo passa-fora, com mais 1500 demissões. Ou seja, foi uma década que começou promissora, mas que terminou de forma melancólica para a companhia.
E os anos 2010, se por um lado serviram para recolocar a companhia nos trilhos, pelo menos financeiramente falando, por outro arranharam a imagem dela. Especialmente por conta das microtransações. Houve críticas sobre a maneira de a EA querer adquirir outras empresas, como a “briga” com a Rockstar, jogos que não foram tão bem, só que nada teve tanta repercussão negativa quanto mexer no bolso dos jogadores.

Foram dois pontos importantes: loot boxes, em que você gasta dinheiro real e compra itens, mas sem saber exatamente o que vai ganhar, e principalmente no caso de Star Wars Battlefront 2 (2017), em que até personagens só eram liberados assim. Fora os já tradicionais “Season Passes” para jogos como Battlefield, em que você paga um tipo de assinatura para ter conteúdo adicional por uma temporada.
As críticas foram tantas que a companhia já descartou os passes para o próximo BF, modificou totalmente o sistema de microtransações em Star Wars e até mesmo para modos Ultimate Team nos jogos de esporte vem tentando deixar as transações mais transparentes para os jogadores. Afinal, não há nada de errado em ganhar dinheiro, desde que isso seja feito de forma clara e justa.
Polêmicas à parte, a década está sendo boa para a EA. Além da modernização muito grande das séries de esporte, Need for Speed voltou com Payback, a empresa levou mais um evento top para seu cartel, o UFC, Star Wars Battlefront foi um sucesso e a nova IP, Titanfall idem. Isso sem contar nos projetos dos estúdios globais parceiros e títulos que ainda estão por vir, como o aguardado Anthem, que sai em 2019.

Ou seja, ao contrário dos anos 2000, essa década começou meio esquita para a EA, teve alguns turbilhões, mas pelo visto tem tudo para terminar coma empresa bem, lá em cima novamente. NBA Live voltou, após alguns anos em baixa, FIFA 19 promete ser mais um sucesso, assim como Madden NFL 19 (dentro de seu mercado), e caso Anthem corresponda às expectativas, irá ser um estouro.
Os próprios modos Ultimate Team vêm gerando muito dinheiro e bombando tanto no casual como no competitivo. Por exemplo: o Mundial de FIFA, com etapas em vários lugares do mundo, é um sucesso, com milhares de pessoas assistindo na Internet, e ainda o campeonato de Madden passa na ESPN nos Estados Unidos. Ou seja, tudo passará por esses modos no futuro, com certeza.
Atualmente, a EA é uma empresa de capital aberto, que tem Andrew Wilson como seu CEO. Fazem parte da companhia um total de 17 estúdios: BioWare, Chilingo, Criterion, DICE, Capital Games, Firemonkeys, Frostbite, Ghost, Maxis, Motive, Pogo, Pop Cap, Red Crow, Respawn, Spearhead, Tubron e Track Twenty.
A empresa tem escritórios espalhados por vários cantos do mundo, como a América do Norte, Europa, Ásia e Oceania. No Brasil, a companhia tinha uma sede em São Paulo, porém fechou-a. Agora, todo o trabalho de marketing e a distribuição dos títulos da EA fica por conta da WB Games no país.
A companhia, em seu site oficial, diz prezar pelo pioneirismo, criatividade, aprendizado, paixão, determinação e trabalho em equipe. No próprio site, a companhia diz empregar quase 10 mil pessoas e ter receitas de quase US$ 5 bilhões no ano de 2018. Até que tá de bom tamanho, né não?
Portanto, certamente devemos esperar grandes feitos da EA para o futuro também. Se até hoje a empresa demonstrou tanta versatilidade e capacidade de manter franquias relevantes por longos períodos de tempo, não será agora que ela vai diminuir o ritmo.
Principais jogos da EA:
Anos 80
Anos 90:
Anos 2000:
Anos 2010:
Conheça as histórias de outras “Fábricas de Sonhos”:
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