Tudo sobre Marvel’s Wolverine que foi revelado na SDCC
Confira 13 detalhes de Marvel's Wolverine, que foram revelados na San Diego Comic-Con
Empresa é uma "estrela" nesse business - e por isso, nossa primeira atração em novo especial.
Se você curte a indústria do entretenimento, rapidamente associa o termo “Rockstar” aos astros do rock. Se aprecia música, certamente lembrará do clássico do Nickelback – ou do hit de Post Malone e 21 Savage, mais recente. Só que para o nosso bom e velho público gamer, não dá para ouvir isso e não pensar em GTA, Red Dead e Max Payne. Sim, é da Rockstar Games que estamos falando.
Estamos começando uma nova série especial aqui no Meu PS4. A ideia é falar um pouquinho sobre essas empresas que nós temos tanto no imaginário, conhecemos tanto o trabalho, mas que não são tão conhecidas a ponto de sabermos quem são seus principais funcionários, como é sua rotina ou a história que a companhia percorreu até chegar ao lugar onde está hoje.
Sejam bem-vindos ao primeiro capítulo de “Fábricas de Sonhos”, estrelando a Rockstar Games, responsável pelo jogo mais aguardado desse segundo semestre – e talvez de todo o ano de 2018, Red Dead Redemption 2. Nada mais justo para uma empresa com nome de “estrela de rock”: um título com toda a badalação que um álbum clássico de uma banda famosa tem.
Mas a história da Rockstar começa bem antes disso, lá em 1998, quando a Take-Two, que é dona da empresa até hoje, adquire a BMG Interactive, publisher britânica que tinha desenvolvido um tal de Grand Theft Auto em 1997. Os executivos da empresa, Sam Houser, Dan Houser e Jamie King se mudaram para Nova York para trabalhar para a Take-Two.

Em dezembro, eles fundaram a Rockstar como uma subsidiária da Take-Two, servindo como maior braço de publicação de títulos high-end da empresa. Logo em 1999, lançou games com o calibre de GTA II (com a DMA, que se transformaria em Rockstar North em 2002) e Earthworm Jim 3D (com a VIS). Deu super certo, e a empresa começou a decolar.
No início dos anos 2000, a Rockstar estabeleceu-se como uma empresa focada em desenvolver jogos divertidos e que também tocavam em pontos polêmicos. Além dos muitos novos games da sua principal série, GTA, lançou ainda Max Payne (2001), Red Dead (2004) e Bully (2006). Pelo gameplay quase sempre perfeito e essas temáticas, ela caiu no gosto da galera muito rápido.
A série Grand Theft Auto, claro, é um capítulo à parte. Especialmente os títulos de PlayStation 2, aclamados e que fizeram com que GTA V fosse esse enorme sucesso até hoje. Afinal, a espera por ele foi de muitos anos. E esses títulos anteriores, como Vice City e San Andreas, marcaram época. Sem dúvidas, é a menina dos olhos da Rockstar Games.
É claro que nem todos os títulos da empresa fizeram tanto sucesso e passam batidos, como The Italian Job (2001), State of Emergency (2002) e Rockstar Games Presents Table Tennis (2006). Mas outros, que não são tão famosos quanto os “top”, também deixaram boas memórias, como Manhunt (2003) e The Warriors (2005), baseado no famoso filme de 1979.
Atualmente, a Rockstar Games tem Terry Donovan como CEO e Sam Houser como presidente (e co-fundador). Alex Moullé-Berteaux é Head de Marketing da companhia. No LinkedIn, a empresa possui mais de 2.600 funcionários registrados. Ou seja, é bastante gente trabalhando para fazer toda essa estrutura rodar.

Até porque a Rockstar possui muitos escritórios pelo mundo. São nove: Nova York, San Diego e New England, nos Estados Unidos, Toronto, no Canadá, Narnataka, na Índia, North, na Escócia, Leeds, Lincoln e Londres na Inglaterra – onde também fica a sede internacional da empresa. Um detalhe triste é que não há um escritório na América Latina.
Mesmo assim, os jogos mais recentes da Rockstar Games tiveram um trabalho de localização feito para o português, como GTA V, e especialmente Max Payne 3, que inclusive teve o enredo se passando no Brasil. Portanto, a empresa está ciente da importância do nosso mercado para esse business. E esperamos que RDR2 receba o mesmo tratamento, claro.
A Rockstar Games também já teve outros dois estúdios, em Vancouver e Viena, mas o primeiro foi integrado ao de Toronto e o segundo, que era focado em Xbox, acabou fechado. Cada região possui os seus próprios projetos, e é bem interessante analisar um pouquinho dessa divisão. Por exemplo: não é “a mesma Rockstar” que faz Red Dead e GTA.
A série de faroeste, assim como Midnight Club, é produzida pela Rockstar San Diego. GTA é um game de responsabilidade da Rockstar North, que é o maior estúdio da companhia, mas os ports de Windows saem de Toronto – onde também foi feito The Warriors. Em Lincoln, é feito o controle de qualidade dos jogos. Em Londres, há o trabalho de publishing internacional.
Outro ponto fundamental para tudo isso funcionar é a RAGE: Rockstar Advanced Game Engine. Sim, a Rockstar Games tem a sua própria engine, um motor de jogo desenvolvido pelo time que trabalha em San Diego. Ele utiliza uma tecnologia de motion capture e foi desenvolvido visando facilitar e melhorar a realidade dos jogos da nova geração.
Sua estreia foi em Rockstar Games presents Table Tennis (2006) e ele apareceu ainda em vários outros títulos, como Midnight Club Los Angeles (2008), GTA IV (2008) e suas expansões, Red Dead Redemption (2010), L.A. Noire (2011) e sua versão remasterizada, Max Payne 3 (2012) e GTA V (2013). Claro, será também a engine de Red Dead Redemption 2, que sai em outubro.
A engine foi lançada há 12 anos, e desde então vem sendo atualizada. Antes disso, a Rockstar costumava usar a RenderWare, da Criterion Games. Porém, depois de ela ser adquirida pela EA, a companhia decidiu investir na sua própria tecnologia, que é capaz até de integrar componentes de terceiros para incrementar suas possibilidades.
Atualmente, ela suporta até resolução 4K, rodando a 60 frames por segundo, como foi possível ver na versão para PC de GTA V, lançada em 2015. E vale lembrar que GTA tem um mundo de tamanho bem considerável, tanto no modo história como no GTA Online, algo que deve ocorrer também com o novo Red Dead. Por isso, esperamos ver a RAGE com todo seu poder no jogo.
Todo mundo já conhece a história da saga GTA e, provavelmente, jogou GTA V, então não vamos nos alongar muito em detalhes sobre o jogo em si. Mas é preciso lembrar os muitos recordes que o game bateu. Segundo relatório do MarketWatch, divulgado em abril desse ano, ele é “o produto de mídia mais lucrativo da história”.
Lançado em 2013, ele continua fazendo enorme sucesso até hoje – como vimos na lista de jogos mais vendidos de junho desse ano na PlayStation Store, liderada pelo título. De acordo com essa pesquisa do MarketWatch, já foram vendidas mais de 90 milhões de cópias de GTA V entre todas as plataformas, arrecadando cerca de US$ 6 bilhões para a Take-Two.
O número é muito maior do que de títulos consagrados do cinema, como por exemplo, Star Wars ou “E o Vento Levou”, que alcançaram cerca de US$ 3 bilhões cada. O número de cópias que ele vendeu sozinho é o equivalente a GTA 4 (25 mi), San Andreas (27,5 mi), Vice City (20 mi) e GTA III (17,5 mi) somados.
Além disso, ainda em 2013, ele entrou para o Guinness com seis recordes: game de aventura mais vendido em 24 horas, game mais vendido em 24 horas, produto de entretenimento que arrecadou US$ 1 bilhão mais rápido, game que arrecadou US$ 1 bilhão mais rápido, videogame que mais arrecadou em 24 horas e produto de entretenimento com mais receita em 24 horas.
Sem contar que ele já era o trailer de game de aventura mais visto da história. Ou seja, ao todo foram sete recordes mundiais registrados pela organização que é referência nisso. Os números são impressionantes e, provavelmente, vão demorar muito para ser batidos. Ele é um marco na história dos games e do entretenimento.
E muito disso se deve ao ótimo trabalho da Rockstar Games não somente no jogo, que é ótimo, mas no suporte a ele depois. Hoje, cinco anos após o lançamento, ela continua disponibilizando conteúdo novo, fazendo eventos, realizando promoções e mantendo o GTA Online vivo para os players. Isso faz toda a diferença e merece muitos elogios.
Todos os jogos já publicados pela Rockstar Games
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