Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
Clive Barker's Hellraiser: Revival aposta em terror psicológico, gore e sobrevivência do início ao fim
Imagine que você está em uma casa extremamente bizarra, cheia de quadros esquisitões, sendo vigiado no melhor estilo Big Brother, enquanto uma espécie de seita formada por homens com roupas sadomasoquistas, meio peladões e com espetos na cabeça te persegume sem parar.
Você corre como um louco, dispara as poucas balas que tem, desesperado, usa um cubo telecinético capaz de conceder poderes, recorre a armas brancas… corre mais um pouco e, finalmente, derrota os taradões.
Este é Clive Barker’s Hellraiser: Revival, um dos jogos mais… inusitados que experimentei no Summer Game Fest.
O jogo, por si só, já é uma doideira. É daqueles +18 que realmente não dá para jogar com criancinhas assistindo. Definitivamente, não.
Em Hellraiser: Revival, acompanhamos Aidan Lynch, um integrante de uma gangue de motociclistas, e sua namorada, Sunny. Os dois encontram a Genesis, uma misteriosa caixa de quebra-cabeça de origem sobrenatural.
Durante o vuco-vuco, Aidan acaba ferindo Sunny com a caixa. O acidente desperta os Cenobitas, seres extradimensionais que enxergam dor e prazer como uma única experiência. Logo depois, Pinhead leva Sunny para o Inferno, por vontade dela, diga-se.
Consumido pela culpa, Aidan decide ir até o submundo para resgatar a amada, mas precisa encarar coisas verdadeiramente horripilantes pelo caminho.

A jogabilidade segue a mesma linha da ambientação e da narrativa: estranha e sempre deixando você desconfortável. Não espere sair distribuindo tiros como se estivesse em DOOM. Em Hellraiser: Revival, a sensação é de estar constantemente sobrevivendo por um fio.
As balas acabam rápido, os kits de cura são limitados e, muitas vezes, a melhor decisão é simplesmente correr. Em vários momentos me vi abrindo portas desesperadamente, olhando para trás para ver se aqueles malucos cheios de correntes ainda estavam me seguindo. E quase sempre estavam.
Quando o confronto é inevitável, o jogo oferece um arsenal que mistura armas de fogo e armas brancas. Bastões, facões, pistolas… tudo ajuda, mas nada faz você se sentir realmente poderoso. Até porque as armas corpo a corpo possuem durabilidade e quebram depois de algum tempo. Ou seja, não dá para sair batendo em todo mundo sem pensar nas consequências.
O grande diferencial fica por conta da Genesis. A caixinha não serve apenas para mover a história. Ela concede poderes sobrenaturais, como telecinese, permitindo arremessar objetos, manipular o cenário e criar oportunidades durante os combates. É justamente esse elemento que dá personalidade ao gameplay, misturando mecânicas de survival horror com habilidades que parecem saídas de um pesadelo.

Também há exploração, quebra-cabeças e momentos em que a furtividade é praticamente obrigatória. Alguns inimigos simplesmente não parecem feitos para serem derrotados naquele instante, então o melhor é sair correndo, de novo. No fim das contas, Hellraiser: Revival parece muito mais interessado em fazer você sentir medo do que em transformá-lo em um herói. E, pelo menos no trecho que joguei, essa proposta funciona muito bem.
Mais próximo do fim, a demonstração deixa um pouco a ação de lado e abraça de vez o terror, com trechos que se repetem, bem no estilo P.T., de Silent Hills, culminando em um final extremamente angustiante.
Depois dos testes, fiquei pensando: este jogo dificilmente vai permitir gameplays completos no YouTube ou mesmo livestreams, considerando sua classificação indicativa e o nível de violência apresentado. Parabéns aos desenvolvedores pela coragem.
Mais em Prévias
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
Clive Barker's Hellraiser: Revival aposta em terror psicológico, gore e sobrevivência do início ao fim
O novo jogo da Arc System Works combina combates acessíveis com mecânicas cheias de profundidade
A proposta de tratar dinossauros como animais selvagens, e não como monstros, é o grande diferencial de The Lost Wild
Uma mistura promissora de velocidade, personalização, combate e aventura no universo criado por George Lucas
Nova era, mesma fórmula: Dragon Ball Xenoverse 3 aposta no que já funciona
Em primeira pessoa, novo Silent Hill aposta na tensão constante e na exploração investigativa
Após três batalhas em diferentes períodos da história, Stranger Than Heaven deixou uma impressão bastante positiva e vontade de jogar mais
A nova aventura da Capcom aposta em duelos intensos, parries precisos e uma atmosfera sombria no Japão feudal
A Remedy aposta em combates corpo a corpo, progressão mais profunda e exploração ampliada em uma sequência ousada e surpreendente