Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
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Leon Kennedy e Grace Ashcroft fazem uma combinação única e de alta qualidade
Resident Evil Requiem promete ser um dos jogos mais ousados da Capcom. Além de exibir um visual digno da geração atual, o título vai oferecer duas experiências bem distintas graças às diferenças marcantes entre Leon Kennedy e Grace Ashcroft.
Enquanto o ex-policial de Raccoon City é praticamente um tanque de guerra contra os zumbis, com um grande arsenal à disposição, a agente do FBI é uma sobrevivente inexperiente que faz de tudo para manter a sanidade.
Tivemos a oportunidade de jogar uma demonstração de três horas de Resident Evil Requiem, que alterna entre os dois personagens. Mesmo sendo apenas um gostinho do que está por vir, já deu para notar a grande competência da Capcom na união das duas formas de gameplay.
Seja como Leon ou como Grace, Resident Evil Requiem acerta na qualidade, na ambientação e tem tudo para se tornar o maior e melhor game da franquia de survival horror.
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As primeiras horas com Grace Ashcroft são aterrorizantes. Por mais que seja corajosa, a agente é apenas uma jovem tentando entender o que está acontecendo.
No controle dela, o jogador vive uma experiência mais voltada para o survival horror. Há pouca munição e os recursos são limitados. E é bom tomar cuidado, porque há muitos mortos-vivos e monstros espalhados pelo cenário.

Pode até parecer que a Capcom seguraria um pouco na dificuldade, mas quem gosta de grandes desafios vai encontrar, com Grace, uma missão árdua. As criaturas são ferozes, perseguem o jogador e surgem de forma inesperada, gerando sustos genuínos.
Com ela, a experiência remete aos Resident Evil clássicos: resolução de puzzles com base na coleta de itens, necessidade de revisitar ambientes e a escolha inteligente de quando lutar ou evitar confrontos.

O que marca no estilo de jogo da agente do FBI é como a imersão atingiu um novo patamar. Com a possibilidade de usar a câmera em primeira pessoa, a movimentação se torna muito natural, realmente parecendo a de um ser humano real.
Além disso, os sons constantes de gritos, cantorias, gemidos, portas abrindo e coisas caindo criam um senso de terror ininterrupto. Essa atmosfera sonora é digna de um survival horror que aposta no terrorismo psicológico.

Ainda não dá para confirmar, mas pela demonstração, Resident Evil Requiem parece ser daqueles jogos com muitas atividades secundárias. Durante a exploração com Grace, era possível abrir o mapa e marcar pontos de interesse para voltar depois.
Explorar é fundamental para sobreviver. O jogo apresenta um sistema de crafting ainda mais robusto que o de Village, permitindo criar munições, itens de uso e melhorias para as armas.

Sejamos honestos: o herói da franquia está pronto para se aposentar. A Capcom deixa claro que Leon está mais velho, cansado e, principalmente, irritado com esse ciclo interminável de caos.
Ao mesmo tempo, o agente é mais experiente e isso se reflete no uso de armas. Ele pode utilizar uma grande variedade de equipamentos, sendo o destaque a machadinha. Essa arma acompanha o jogador, podendo ser usada para ataques rápidos ou finalizações, mas precisa ser afiada após certo uso.

O terror não fica restrito à Grace. Foi com Leon que encontramos, pela primeira vez, Gideon, o antagonista da trama. Ao que tudo indica, ele terá motivações interessantes e promete causar dor de cabeça para ambos os protagonistas.
O ponto alto da experiência com Leon é o contraste com a fragilidade de Grace. Ele é mais bruto e isso fica claro nos movimentos pesados contra os inimigos. Em cada combate, dá para sentir o peso das armas e dos golpes corporais.

Aliás, vale destacar um detalhe satisfatório: os contra-ataques geram animações sangrentas que devem arrancar expressões de nojo ou empolgação dos jogadores.
Os combates acontecem dentro da clínica psiquiátrica de Gideon, o que significa que os confrontos ocorrem em espaços fechados. O perigo é constante e o risco de morrer é alto. Não dá para vacilar, pois a derrota obriga a repetir tudo.
É importante mencionar que é possível alternar entre a câmera em primeira e terceira pessoa com ambos os personagens, mas a experiência com Leon foi melhor com a câmera posicionada sobre o ombro.

Resident Evil Requiem será lançado para PlayStation 5, Xbox Series, PC e Nintendo Switch 2 no dia 27 de fevereiro. Você pode garantir a sua mídia física aqui!
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