Preview | Nekome: Nazi Hunter mistura vingança, violência e alguns sinais de alerta
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
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Retorno do clássico jogo da franquia está cada vez mais perto e inclui novidades que certamente agradarão
Em 23 de maio, fãs de ação samurai e fantasia sombria terão a chance de revisitar um dos grandes marcos dos anos 2000: Onimusha 2: Samurai’s Destiny chega remasterizado ao PS4, trazendo visuais revitalizados, melhorias na jogabilidade e mais novidades.
Com a promessa de reacender a paixão por uma das maiores séries da Capcom, este remaster não apenas celebra o legado de Jubei Yagyu, mas também deve pavimentar o caminho para o renascimento da franquia, com o lançamento de Onimusha: Way of the Sword.
E a escolha dos desenvolvedores não poderia ser mais certeira. Samurai’s Destiny de fato é uma bela homenagem à era clássica, mas, ao mesmo tempo, escancara que seu tempo pode ter finalmente chegado ao fim.
Tivemos a oportunidade de jogar Onimusha 2 antecipadamente e de conferir novidades que certamente chamarão muito sua atenção. E com Way of the Sword previsto para 2026, nada melhor que encerrar essa viagem ao passado da forma mais agradável possível.
Lançado originalmente em 2002, Onimusha 2: Samurai’s Destiny conquistou jogadores com sua mistura única de ação hack-and-slash, elementos de survival horror e uma narrativa envolvente ambientada no Japão feudal, temperada com toques sobrenaturais.
Muitos anos depois, o remaster chega mantendo a essência que tornou o jogo memorável, mas introduzindo um polimento moderno que o torna acessível tanto para veteranos quanto para novatos, seja tanto no aspecto estético quanto no de qualidade.

Os visuais em alta definição são o grande destaque: modelos 3D de personagens, efeitos visuais, cutscenes em CGI e cenários foram cuidadosamente atualizados, trazendo as paisagens do período Sengoku à vida com detalhes mais nítidos e cores vibrantes.
A possibilidade de alternar entre proporções 16:9 e 4:3 durante o jogo é um toque nostálgico que respeita as raízes do título, enquanto a galeria expandida com mais de 100 artworks de Keita Amemiya é um presente para os fãs da estética marcante da série.

A jogabilidade também recebeu ajustes que modernizam a experiência sem a descaracterizar. A troca de armas, antes travada por menus, agora é fluida, permitindo alternar entre espadas, lanças e outras ferramentas por meio do botão “L2”.
Além disso, a transformação de Jubei em Onimusha, antes automática, agora pode ser ativada no momento desejado e controlada, dando um gerenciamento mais estratégico ao jogador.

Outras melhorias, como salvamento automático, cutscenes puláveis e suporte a múltiplos idiomas (incluindo o tão solicitado áudio japonês e legendas e menus em português do Brasil), mostram o cuidado da Capcom em tornar Onimusha 2 mais amigável.
Um dos grandes trunfos do remaster também fica por conta do “Hell Mode”, uma dificuldade brutal onde um único golpe significa morte instantânea. Segundo o diretor Motohide Eshiro, nem ele conseguiu completar esse modo, mas alguns membros da equipe sim.

Mas caso você queira uma experiência mais acessível, o modo “Easy” está disponível desde o início, garantindo que a história épica de vingança de Jubei contra Nobunaga Oda e seus demônios Genma possa ser apreciada sem desafios mais complexos.
Onimusha 2 continua sendo uma pérola. Sua narrativa ramificada, com escolhas que afetam as interações com aliados como Oyu, Kotaro Fuma e Magoichi Saiga, adiciona profundidade, rejogabilidade e mais contexto histórico.
Enquanto isso, o sistema de presentes, que influencia quais personagens te ajudam em batalhas, é uma mecânica inovadora para a época, e a trilha sonora, agora disponível com 43 faixas digitais, ainda resgata a tensão e a grandiosidade do Japão feudal.

A ação, com os icônicos ataques críticos “Issen”, mantém o ritmo frenético e recompensa a precisão de forma mais fluida e menos punitiva, enquanto os quebra-cabeças e a atmosfera inspirada em Resident Evil dão um charme único ao jogo.
No entanto, o remaster de Onimusha 2 expõe as rugas do tempo. A câmera, especialmente em batalhas contra chefes, permanece um ponto fraco. Os ângulos fixos muitas vezes atrapalham a visibilidade, tornando alguns confrontos mais frustrantes do que deveriam.

Outro aspecto que envelheceu mal é a “burocracia” nas interações: o sistema de troca de presentes e diálogos com NPCs pode parecer lento e desajeitado frente aos padrões modernos de RPGs de ação, que privilegiam fluidez e dinamismo.
Essas limitações, embora não ofusquem o brilho do jogo, são lembretes de que Onimusha 2 é um produto de sua era – e que a franquia precisa de sangue novo para se manter relevante.
É exatamente nesse contexto que Onimusha: Way of the Sword se torna tão crucial. Anunciado durante o The Game Awards 2024 e exibido com um trailer incrível no State of Play de fevereiro, o novo título é o primeiro jogo principal da série em duas décadas.
Com um protagonista inspirado no lendário Miyamoto Musashi e combate refinado para a nova geração, Way of the Sword parece pronto para corrigir as falhas do passado, como a câmera problemática, e trazer uma abordagem mais fluida à jogabilidade.

Enquanto o remaster de Onimusha 2 é uma bela homenagem do que a série foi, Way of the Sword é a promessa do que ela pode ser: um competidor de peso em um cenário dominado por jogos como Sekiro e Ghost of Tsushima, que elevaram o padrão dos jogos de samurai.
O sucesso de Onimusha 2: Samurai’s Destiny em 2002, com 2,1 milhões de cópias vendidas, mostrou o potencial da franquia. O remaster, com seus visuais melhorados, jogabilidade atualizada e grandes mudanças na qualidade de vida, é uma ponte perfeita para reacender o interesse dos fãs e atrair novos jogadores.
Mas as pequenas frustrações e aspectos nitidamente ultrapassados durante a experiência são um quase um grito por inovação. Way of the Sword tem a missão de honrar o legado de Jubei e Samanosuke enquanto corta os laços com o que prende a icônica franquia.
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