Denshattack!: vale a pena?
Divertido, maluco e vivo: Denshattack é "absolute videogame!"
Plants vs Zombies é uma franquia que sofreu uma interessante evolução no mundo dos games: anteriormente, o jogo era apenas para dispositivos móveis (celulares, tablets), com uma proposta simples: criar um jardim com plantas “guerreiras” para impedir a invasão de zumbis.
Com o sucesso inicial, a PopCap, produtora do título, firmou parceria com a EA e transformou o conceito em uma espécie de shooter, expandido a franquia para os consoles. Resultado: um divertidíssimo jogo onde plantas e zumbis disputam territórios utilizando várias armas.
Com o sucesso de um primeiro capítulo, uma sequência seria apenas questão de tempo e dessa maneira, Plants vs Zombies: Garden Warfare 2 chegou aos consoles em 23 de fevereiro de 2016 com a mesma proposta, porém com novidades. Mas será que vale a pena investir no título?

Após a boa recepção do primeiro Garden Warfare, o desafio do estúdio seria: conservar a essência de diversão descompromissada oferecendo, ao mesmo tempo, inovações que justifiquem uma nova aquisição.
Uma das ideias para tornar a nova experiência atrativa foi a criação uma espécie de lobby, onde é possível interagir de forma mais fácil com as opções do jogo como correio, loja de figurinhas, tela dividida, estatísticas e as missões.
As missões foram outra adição importante que traz aos jogadores uma espécie de campanha, e ajuda a conhecer mais das classes dos personagens. Elas podem ser jogadas individualmente, cooperativo online ou em tela dividida.
Novas classes e personagens, mapas e recompensas também são destaques que também podem ser consideradas como “inovadoras”. Para fechar, algo interessante é a possibilidade de importar, do game anterior, o progresso e desenvolvimento obtidos.
No geral, a jogabilidade se manteve a mesma, apenas com características das novas classes de personagens.
Outro aspecto que sofreu mudanças discretas diz a respeito do visual. O game ainda continua muito bonito, ainda mais colorido e com polimentos que solidificam as bases já conhecidas.
Juntos, os aperfeiçoamentos das animações em 3D e gráficos mais otimizados fazem o visual de Plants vs Zombies: Garden Warfare 2 somar pontos positivos em favor do game.
As músicas e efeitos sonoros são tão divertidos quanto deveriam ser. Desde sons expressos pelos personagens a trilha sonora de fundo, tudo é muito envolvente. São aquelas típicas canções que fazem com que o game seja sempre lembrado ao longo do dia.
Não houveram grandes mudanças ou alterações nessa parte: o que já era legal foi mantido com pequenos e quase imperceptíveis ajustes. Identidade preservada.
Outra característica que se manteve no patamar anterior, sofrendo apenas ajustes finos, geralmente associada aos diferentes personagens, foi a jogabilidade.
Cada classe atende a um determinado perfil de jogador e possui habilidades de cura, infantaria, suporte, etc. Algo que já estamos bastante familizariados de outros shooters.
O foco do jogo ainda se mantém na experiência multiplayer e introduz novidades como as missões que podem ser jogadas sozinho ou com outros jogadores.
Para se dar bem no confronto, é importante explorar ao máximo as habilidades de cada tipo de planta ou zumbi, observando as dicas que o próprio jogo oferece, como movimentação no mapa, tiros a distância e aproveitar o suporte dos demais jogadores do time.
Mesmo que o jogo não exija muita habilidade ou estratégias táticas, conhecer os mapas e as características do personagem com certeza dá vantagem no momento de combate, por exemplo: personagens mais lentos na movimentação podem se complicar em confrontos diretos em mapas mais abertos.
Os modos de jogo são os mesmos do título anterior inspirados nos que vemos em clássicos FPS como mata-mata em equipe, conquista, etc. Alguns menos conhecidos ou populares ainda são difíceis de se encontrar partidas, talvez, pelo lançamento recente.
Após “Dave Doidão”, o famoso líder e amigo das plantas, resolver plantar uma árvore em seu quintal, os zumbis se mudam para o mesmo lugar. Após o prólogo, somos levados a uma espécie de “quartel general”, uma adição importante em Garden Warfare 2.
Ele funciona como uma espécie de lobby que substitui o clássico menu na tela. Nele é possível acessar todas as opções do jogo como missões, modo multiplayer, tela dividida, estatísticas, etc.
A área que fica entre os quintais inimigos é uma área jogável chamada de “Gramado de Batalha”. Ela pode ser facilmente acessada ao sairmos pelo portão do quintal. Lá, a todo momento uma verdadeira guerra entre plantas e zumbis acontecem.
No Gramado, ainda podemos encontrar baús escondidos pelos esgotos que possuem boas recompensas. Vale a pena gastar um tempo explorando os novos locais do jogo.
Plants vs Zombies: Garden Warfare 2 cumpre bem sua proposta: manter a essência da diversão no multiplayer, ao mesmo em que oferece pontuais melhorias. Certamente o game irá garantir muitas horas de alegrias, seja sozinho ou na companhia de amigos.
Entretanto, aqueles que desejam grandes novidades poderão se frustrar, uma vez que o game oferece a mesma proposta, apenas com adições, mesmo que elas sejam interessantes e bem implementadas.
E, exatamente por se tratar de uma franquia distribuída pela EA, esperava que um novo game se justificasse por si próprio com mais conteúdos novos, afinal o jogo é oferecido aos consumidores como um grande lançamento que automaticamente o coloca em um patamar de preço mais elevado.
Dessa forma, por ser um bom jogo, mas sem muita inovação, o título fica muito bem listado nos “desejáveis – aguardando uma promoção”.

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