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The Adventures of Elliot: The Millennium Tales
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales: vale a pena?

“Que saudade dos jogos do PlayStation 2!” Você já deve ter ouvido essa frase ou até mesmo a recitado em algum momento. Bem, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales, o novo projeto dos criadores de Octopath Traveler e Bravely Default, resgata exatamente esse sentimento.

O game em HD-2D aposta em um novo estilo de jogabilidade: aventura e ação em tempo real. Fugindo das mecânicas por turnos, o novo título aposta em uma estrutura semelhante à de The Legend of Mana.

Com uma história simples, mas simpática, e muitas possibilidades de combinação de atributos para os equipamentos, o projeto acerta em cheio na nostalgia e em uma estrutura convidativa para todo tipo de jogador.

Infelizmente, o game peca em alguns pontos, como a falta de recursos de acessibilidade para a jogabilidade, a ausência de legendas em PT-BR e o próprio preço, que sugere um tratamento AAA para um projeto que parece ter um escopo menor.

De qualquer forma, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é um título carismático. O jogador se sente convidado a explorar tudo o que há disponível nesse universo e a se preocupar apenas em se divertir do início ao fim.

Uma aventura entre eras

No Reino de Hunter, o aventureiro Elliot é conhecido por seus excelentes trabalhos ao se aventurar pelas regiões dominadas pelas bestas para cumprir tarefas que os civis não conseguem realizar. Vivendo apenas para ganhar o suficiente para sustentar o orfanato em que cresceu, a vida do herói muda radicalmente quando ele é convocado pelo rei para investigar ruínas misteriosas.

Nessa jornada, Elliot descobre portais que o levam para diferentes eras da mesma região e percebe que os perigos que enfrenta existem há muito tempo. Por isso, ele precisa visitar épocas passadas, adquirir habilidades especiais e resolver mistérios para impedir o colapso do futuro.

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Personagens carismáticos fazem parte da trama. Fonte: tela de captura.

A trama de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales segue uma estrutura simples e não está preocupada em oferecer grandes reviravoltas até os momentos finais. O game conta com três conclusões, e a última delas pode até explodir a cabeça do jogador com as conexões apresentadas.

A história possui um ritmo cadenciado na primeira metade, o que pode desencorajar muitos jogadores. No entanto, graças ao carisma dos personagens principais, o enredo consegue se sustentar por um bom tempo.

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Elliot e seus amigos se encontram em um enredo muito maior que suas próprias vidas. Fonte: tela de captura.

O aspecto mais superficial está nas missões secundárias, que se resumem a derrotar inimigos específicos ou coletar itens para entrega. No fim das contas, elas não são muito atrativas, a não ser para quem deseja obter mais recursos para o protagonista.

Completar a campanha com algumas missões secundárias leva cerca de 20 horas, enquanto alcançar os 100% pode exigir pouco mais de 30 horas, um tempo bastante razoável considerando a quantidade de conteúdo disponível.

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Existem dungeons especiais reservadas para quem fazer 100%. Fonte: tela de captura.

Ação e ação

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é uma proposta diferente da Square Enix, mais especificamente da Team Asano, quando comparada aos trabalhos anteriores da equipe. O título aposta em ação e aventura com mecânicas de combate em tempo real.

O jogador conta com seis tipos de armas, incluindo espada, arco e flecha e até bombas, além de habilidades especiais para sua companheira, que permitem acessar novos locais e auxiliar nos confrontos. Para cada skill e equipamento, há upgrades desbloqueados por meio da exploração dos quatro mapas disponíveis no jogo.

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O combate é responsivo e variado com as novas armas. Fonte: tela de captura.

De início, o jogo pode parecer fácil demais, mas logo passa a oferecer desafios que exigem precisão nos ataques, uso correto de itens e até mesmo parry. Há chefões especiais extremamente perigosos, capazes de causar grandes quantidades de dano ao herói.

O que gera certa fadiga é a exploração. Ao longo das eras, Elliot revisita os mesmos cenários afetados pela passagem do tempo. Embora as cidades principais apresentem diferenças drásticas, as dungeons e áreas exploráveis seguem estruturas muito parecidas, gerando uma forte sensação de repetição.

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O sentimento de fadiga é quase inevitável por ter quatro versões do mesmo mapa. Fonte: tela de captura.

Por outro lado, um recurso que se destaca pela variedade e pelas possibilidades oferecidas são as Magycite, gemas obtidas aleatoriamente que modificam diversos atributos dos equipamentos. É possível criar builds focadas em ataque, recuperação, dano crítico e diversos outros aspectos.

A jogabilidade de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales mantém a qualidade vista em Octopath Traveler e Bravely Default, mas aplicada ao gênero de ação. Os comandos respondem bem, os golpes são variados e a experiência se mostra bastante sólida, sem apresentar bugs relevantes.

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Os momentos de ação são bem criados e desafiadores. Fonte: tela de captura.

Acertou no coração

A Square Enix acertou na direção artística de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales, que, mesmo sendo um jogo em HD-2D, emociona com visuais belíssimos, em uma proposta semelhante à vista em Sea of Stars.

Além disso, a trilha sonora sabe muito bem como envolver o jogador. Seja nos momentos de combate, com composições empolgantes, seja nas cenas dramáticas envolvendo os personagens, as músicas conseguem emocionar com precisão.

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O visual do jogo é impressionante para um projeto HD-2D. Fonte: tela de captura.

Vale mencionar a divertida adição do cooperativo local para dois jogadores. Cada participante controla um personagem diferente com funções únicas durante as batalhas, criando momentos bastante divertidos. É possível jogar sozinho do início ao fim, mas os comandos do segundo personagem não são tão intuitivos.

Um ponto crítico para nós, brasileiros, é a ausência de legendas em PT-BR. O preço do jogo também não é nada atrativo e, principalmente pela falta de recursos básicos, isso acaba se tornando uma desvantagem significativa.

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O jogo poderia contar com mais recursos básicos. Fonte: tela de captura.

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales: vale a pena?

O início lento de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales pode causar certo descontentamento, mas a aventura engrena muito bem à medida que o jogador desbloqueia novos recursos e equipamentos.

A história parece descompromissada e apenas mais um conto sobre a luta entre o bem e o mal, mas reserva surpresas bastante interessantes para aqueles que se dedicarem a desbloquear o final secreto, digno de um JRPG de alto nível.

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The Adventures of Elliot: The Millennium Tales resgata os sentimentos nostálgicos dos jogadores. Fonte: tela de captura.

O grande ponto negativo está na forma como o game é tratado pela própria Square Enix. O título é vendido como um AAA, com preço cheio na PS Store, mas não oferece recursos básicos que seriam esperados nessa faixa de valor.

Embora isso manche um pouco a imagem de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales, não é suficiente para tirar o brilho de um projeto que demonstra ter sido feito com carinho por um estúdio que vem acumulando acertos nos últimos anos.

Veredito

83

Ficha Técnica

Desenvolvedor

Square Enix

Consoles

PlayStation 5

Jogadores

1-2

Vantagens do jogo The Adventures of Elliot: The Millennium Tales

Vantagens

  • Combate de ação sólido e com boas opções de builds
  • Direção artística e trilha sonora excelentes
  • História carismática com final surpreendente
  • Gameplay responsivo com um vasto arsenal
Desvantagens do jogo The Adventures of Elliot: The Millennium Tales

Desvantagens

  • Missões secundárias superficiais
  • Exploração repetitiva
  • Preço elevado para um jogo sem legendas PT-BR

Veredito

83

capa do jogo The Adventures of Elliot: The Millennium Tales

Jogo

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales

Autor

foto do author do artigo Raphael Batista

Raphael Batista

Produtor de conteúdo em vídeo no MeuPlayStation, com atuação voltada à cobertura de jogos e tendências da indústria. Tem preferência por experiências narrativas e franquias marcantes, como The Witcher 3, Metal Gear Solid, God of War e Marvel’s Spider-Man, trazendo uma visão próxima da comunidade e do dia a dia dos jogadores.

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