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Dead Island Definitive Edition: vale a pena?

por Thiago Barros
Dead Island Definitive Edition: vale a pena?

Jovens vão para um resort paradisíaco, mas se veem em meio um apocalipse zumbi. Enredo de filme de terror trash? Não, Dead Island Definitive Edition.

Poucos enredos são mais clichê do que jovens vão para um local de festa, mas se metem em uma enrascada. Dead Island, lançado originalmente em 2011, tem essa pegada. Uma festa em um resort paradisíaco acaba se tornando um apocalipse zumbi. Caso você não tenha jogado o game no PlayStation 3, chegou a hora de testá-lo no PS4 com Dead Island Definitive Edition.

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Dead Island Definitive Edition é um compilado do começo da série. Ele traz o jogo original, a sua sequência, Riptide, além de um novo modo 2D chamado Retro Revenge. Tudo isso totalmente remasterizado, levando o jogo de um nível gráfico regular para um que pode ser considerado bem interessante. Mas será que vale a pena comprar um remake de um jogo de 2011 em pleno 2016? Confira a análise!

Paraíso transformado em Inferno

Se você não jogou Dead Island no PlayStation 3, o Meu PS4 faz uma apresentação rápida do enredo do game. O jogo se passa na ilha ficcional de Banoi, na costa da Nova Guiné. Em um grande resort tropical, acontece uma festa de arromba, que deixa os quatro protagonistas de ressaca.

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Eles são acordados por uma voz no sistema de emergência que os ajuda a evacuar o hotel após perceber que um vírus gerou uma infecção que transformou as pessoas da ilha em zumbis. Um salva-vidas chamado Sinamoi, então, entra em ação para dar auxílio aos sobreviventes e montar uma base contra os infectados.

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A partir daí, é preciso realizar diversas tarefas para auxiliar os sobreviventes e seguir lutando contra os zumbis e tentando descobrir o que aconteceu, encontrar uma cura, ou simplesmente fugir deste local. Para isso, o jogador pode escolher entre quatro personagens: Xian, Sam B, Logan Carter e Purna.

Mas a aventura não termina por aí. Depois dos eventos de Dead Island, chega Dead Island Riptide. Para evitar spoilers, não daremos muitos detalhes desta “expansão” – porém podemos revelar que é uma continuação bem interessante para o que rola no primeiro jogo da série.

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Vale destacar também a novidade de Retro Revenge, que é um jogo de “runner” sem fim. Não é lá uma grande adição e, sinceramente, nem vale perder muito tempo com ele, além de não ser um atrativo para quem já jogou o Dead Island original comprar o Dead Island Definitive Edition.

“Estilo Far Cry”

A jogabilidade de Dead Island lembra a de Far Cry. O game é de mundo aberto, com vários personagens secundários lhe passando missões extras, além das quests que dão sequência linear ao enredo do jogo. Você também tem uma árvore de skills, que são melhoradas com XP ganho nestas missões, e várias armas para combate.

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Além disso, é possível coletar diversos materiais, e dinheiro, em itens e até mesmo nos corpos dos zumbis, para comprar novos conteúdos e fazer upgrade nas armas ao longo da jornada. Conforme você ganha XP, também sobe de nível, o que é bem importante para enfrentar inimigos conforme você avança na jornada.

O combate, aliás, é bem interessante e variado. Você tem desde armas que podem ser usadas a curta distância, como facas, até itens que podem ser arremessados e, claro, escopetas, pistolas e outras armas de fogo. Sem falar explosivos, que podem ser muito úteis contra hordas de inimigos.

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Outro detalhe legal é que Dead Island Definitive Collection pode ser jogado em modo cooperativo entre quatro jogadores. No geral, é um jogo regular em jogabilidade: seu sistema é bem tradicional deste tipo de game, sem nenhuma inovação ou diferença para seus principais concorrentes, mas é divertido para quem gosta do estilo.

Visual digno de um remaster

A Techland fez um ótimo trabalho no remaster de Dead Island para a nova geração. Quem jogou o game no PlayStation 3, certamente, vai notar a evolução visual de Dead Island Definitive Collection. Desde os personagens até os cenários – que podem ser muito bonitos, afinal trata-se de uma bela ilha tropical.

As texturas têm maior qualidade, o sistema de luzes está mais real, a tecnologia de anti-aliasing funciona muito bem e o nível de qualidade faz jus ao novo console. É importante frisar, porém, que é um remaster, não algo totalmente novo, e por isso, o visual não chega a ser tão impressionante.

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O que incomoda um pouco é a interface dos menus. O visual não agrada, e também as legendas são “estranhas”. Este é um ponto que poderia, ou melhor, deveria ter sido refeito – não somente adaptado para a nova versão. Afinal, mostra, claramente, que é de um jogo de 2011.

Conclusão: vale a pena?

Dead Island: Definitive Edition é “mais do mesmo”. Enredo “batido”, a jogabilidade mais do que tradicional e um sistema de mundo aberto que vem sendo utilizado aos montes nos últimos anos. Mas isso não necessariamente é algo ruim. É um jogo que aposta em fórmulas que fizeram sucesso.

Para quem curte jogos de zumbi e não jogou Dead Island no PlayStation 3, o game é mais do que recomendado. Para quem já jogou, sinceramente, não é como um The Last of Us, por exemplo, que vale comprar de novo no PS4. Para quem não é fã dos jogos de primeira pessoa com zumbi, passe longe.

Afinal, este Dead Island: Definitive Edition é pura e simplesmente isso: um jogo de sobrevivência a zumbis em primeira pessoa. Com muito sangue, variação de armas e habilidades e várias quests. Pode ser um repetitivo, mas tem muito conteúdo para quem curte o estilo. E como ele custa “só” R$ 149,99, vale o investimento.

2 - Selo de Ouro

Thiago Barros
Thiago Barros
Editor-Chefe
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Jogando agora: Ghostwire Tokyo
Jornalista, teve PS1, pulou o 2, voltou no 3 e agora tem o 4, o 5 e até o PSVR. Acha God of War III o melhor jogo da história do PlayStation.