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Resident Evil Requiem: produtor explica TUDO em entrevista; confira aqui!

Em entrevista ao PS Blog, o produtor de Resident Evil Requiem entregou uma série de novas informações e curiosidades sobre o próximo jogoda franquia

Resident Evil Requiem: produtor explica TUDO em entrevista; confira aqui!

Masato Kumazawa, o produtor de Resident Evil Requiem, deu uma entrevista “saborosa” para o PlayStation Blog, ideal para você que estava com aquela fome de informações.

Nela, você entenderá o motivo do retorno da família Ashcroft e outros detalhes interessantes que ainda não tinham sido comentados pela Capcom. Confira abaixo:

Resident Evil Requiem

Entrevista sobre Resident Evil Requiem

O que motivou o retorno da família Ashcroft da série Resident Evil Outbreak? A inexperiência de Grace. Leon nessa linha do tempo está com 51 anos, então, sangue novo é muito bem-vindo. Kumazawa explica:

Ao criar uma história ambientada nas ruínas de Raccoon City, sentimos que era apropriado ter uma personagem com uma conexão pessoal com a cidade. Neste título, que tem como objetivo focar no terror, apresentamos Grace como uma nova protagonista com quem o público pode se identificar, diferente de personagens anteriores como Leon ou Chris.

Ao tornar Grace alguém que reflete a vulnerabilidade do próprio jogador, acreditamos que a experiência de jogo se tornará mais tensa e imersiva. Quando caminha sozinha por um corredor escuro, sua respiração fica irregular; quando um inimigo aparece de repente, ela se assusta. Grace é uma personagem com baixa tolerância ao medo, mas ela evolui ao longo da história e eventualmente começa a enfrentar os horrores com coragem.

Ao final do jogo, temos confiança de que todos vão se apaixonar por ela!

Com Resident Evil Requiem, queríamos retornar a uma história que continuasse a narrativa central enraizada em Raccoon City e nas maquinações secretas da Umbrella Corporation.

As ruínas de Raccoon City e do Departamento de Polícia chamaram atenção, e ele disse o motivo de retornarmos a esse cenário icônico:

Nos títulos principais mais recentes, como Resident Evil 7 e Resident Evil Village, a série explorou um universo mais amplo ao focar nos eventos envolvendo a família Winters.

Com Resident Evil Requiem, no entanto, queríamos voltar a uma história que desse continuidade à narrativa central ambientada em Raccoon City e nas conspirações secretas da Umbrella. Comemorando os 30 anos da franquia, acreditamos que Raccoon City é o cenário mais apropriado.

Muitos devem ter pensado inclusive que o DLC de Village foi um “teste” para a mudança de perspectiva entre primeira e terceira pessoa, mas não. A Capcom apenas quis cumprir o desejo dos fãs, segundo o produtor:

O modo em terceira pessoa adicionado a Resident Evil Village foi criado unicamente em resposta aos pedidos dos fãs e não foi planejado como um protótipo. Nossa análise das tendências recentes de gameplay na série revelou que muitos jogadores tendem a se engajar exclusivamente com títulos em primeira ou terceira pessoa.

Tendo isso em mente, incluímos ambas as perspectivas em RE9, motivados pelo desejo de que todos os fãs de Resident Evil possam aproveitar o novo capítulo.

Obviamente isso trouxe desafios, mas os desenvolvedores aceitaram o “trampo” em nome da imersão:

Em jogos modernos com gráficos 3D, pode parecer que mudar a perspectiva seja uma tarefa simples. Porém, no gênero survival horror, onde ajustes delicados são feitos para provocar medo no jogador, existem grandes diferenças entre as visões em primeira e terceira pessoa. Essas diferenças afetam não só os modelos e animações dos personagens, mas também o equilíbrio fino do jogo, a interface, o design de som e outros aspectos.

Na prática, é como desenvolver dois jogos diferentes em paralelo.

O medo é algo ao qual os jogadores tendem a se acostumar com o tempo, mas neste título estamos mais atentos do que nunca em manter uma sensação constante de tensão.

E em comparação aos jogos anteriores? Qual a “pegada” de Resident Evil Requiem? Perto dos demais, como explicado acima pela escolha de Grace, a intenção é trazer uma sensação imersiva e cheia de um… medo viciante:

O conceito do jogo é o de “medo viciante” — aquela sensação de viver algo assustador, mas ainda assim não conseguir parar, querendo saber o que vem em seguida.

O medo é algo que os jogadores normalmente passam a tolerar com o tempo, mas neste jogo estamos mais comprometidos do que nunca em manter um clima de tensão ao longo de toda a experiência.

A motivação por trás desse conceito é que, nas entradas mais recentes da série, como Resident Evil Village e Resident Evil 4, apesar de ainda serem títulos de terror, houve uma forte ênfase na ação. Com este novo jogo, queremos voltar a um foco mais intenso no horror.

Obviamente, você deve estar pensando sobre a qualidade gráfica do game. Diferente do remake de Resident Evil 4, parece que a Capcom não está pensando na antiga geração de jogadores e focará no PS5, mas a RE Engine segue como opção para os desenvolvedores:

A RE Engine, que alimentou diversos títulos da série, continua em evolução. No trailer é possível notar muitos detalhes visuais, como o suor escorrendo pela pele de Grace, a textura delicada de seus cabelos e o tremor sutil de seus lábios, que revelam sua ansiedade e tensão.

Curtiu os detalhes de Resident Evil Requiem? Veja as duas informações sobre o game divulgadas no Capcom Spotlight:

Fonte: PS Blog

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Jean Azevedo

Redator

Campeão mundial de FIFA Pro Clubs, defensor de Sonic e fã do Kratos. Gosto mais de Marvel's Spider-Man do que deveria!

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