Beast of Reincarnation: vale a pena?
Entre Sekiro e Shadow of the Colossus, Beast of Reincarnation encontra sua própria identidade
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O cenário dos títulos para assinantes do serviço Plus para PlayStation parece, mesmo, estar mudando. Após um mês recheado com jogos interessantes, os jogos da PlayStation Plus de Julho estão diversificados e chamativos, com títulos bem avaliados e para todos os gostos.
São sete os jogos disponibilizados este mês – That’s You é gratuito até dia 24 de outubro, mas foi lançado no último dia 04. Com isso, conheçamos um pouco, agora, dos jogos “gratuitos”, que já estão disponíveis na PlayStation Store.
Eis o cenário: oito adolescentes, uma cabine no alto de uma montanha, uma noite de folga, um local que já foi palco do desaparecimento de duas pessoas, ligadas a um dos oito. O que poderia dar errado, não é mesmo?
Com uma receita digna de filmes de terror trash, Until Dawn dá ao jogador a liberdade de escolhas, ao jogar com cada um dos oito personagens. E estas escolhas impactam drasticamente os resultados na história. Quem vive e quem morre vai depender de você.
A história tem início um ano antes, com o desaparecimento de duas irmãs gêmeas. Uma vez que elas não foram encontradas, o grupo decide se reunir e passar uma noite nesta mesma cabana, com a adição de dois novos integrantes. O que era para ser um momento de reconciliação, se transforma em uma luta pela sobrevivência.
Adotando mecânicas já conhecidas da franquia The Walking Dead, da Telltale, ou Heavy Rain, Until Dawn possui um sistema de chamado “efeito borboleta”, que guarda todas as opções, segredos e descobertas dos jogadores. E um estrito sistema de auto-salvamento, que não permite voltar atrás, caso uma escolha seja considerada ruim.
A jogabilidade é focada na exploração, quick-time events, descoberta de pistas e tomada rápida de decisões. Com uma infinidade de desdobramentos e diversos finais, é tido pela indústria como “uma experiência de terror que os fãs do gênero simplesmente não podem deixar passar”.
As histórias das crônicas do gelo e do fogo são muito vastas e complexas. Por vezes, alguns dos participantes de histórias importantes não são devidamente mencionados, ou mesmo tem o merecido destaque. Game of Thrones: A Telltale Game Series vem para preencher algumas lacunas da história.
O jogo gira em torno da casa Forrester, governantes de Ironrath, onde os seus membros tentam desesperadamente salvar a família e a si mesmos, ao se encontrar no lado perdedor da Guerra dos Cinco Reis. Muitos dos atores que participam da série da HBO estão também no jogo.
A história do jogo ocorre concorrente com a sua contraparte televisiva, desde o final da terceira temporada até o início da quinta (cobrindo, assim, toda quarta temporada). A família Forrester é dona dos bosques de Ironwood, muito requisitados pelo valor militar da madeira no cenário.
Durante a história, o jogador poderá controlar um dos cinco membros da família, e suas decisões afetarão os outros, e consequentemente, o destino dos Forrester como um todo. Ao contrário de Until Dawn, o jogo possui um sistema de volta no tempo, que permite aos jogadores refazer determinadas escolhas.
A jogabilidade do título têm ênfase pesada nas escolhas dos personagens, quick-time events e as consequências no desenvolver da história dos jogadores. Para os fãs da série, sem dúvida um jogo obrigatório. Mas que não agrada tanto pelos gráficos ultrapassados, alguns bugs, e a falta de introdução para aqueles que não conhecem o material-fonte.
Para os amantes dos antigos jogos de luta arcade. O jogo é uma remasterização de dois outros títulos da saga (Night Warriors: Darkstalkers Revenge, de 1995, e Darkstalkers 3, de 1997). Desenvolvido pela Iron Galaxy Studio, Darkstalkers Resurrection conta com gráficos HD, multiplayer online, modo espectador e colecionáveis in-game.
O jogo foi extremamente bem recebido pela crítica, tanto pela qualidade do desenvolvimento quanto pelos extras. O que é uma pena, visto que, por causa de seu baixo número de vendas, ele não considerado um sucesso de vendas, e dificilmente poderemos ver outros títulos do mesmo modelo.
Com a já conhecida jogabilidade da série, a desenvolvedora acrescentou ainda outros mimos aos jogadores. A conectividade entre jogadores leva em consideração a região e a qualidade da conexão. Há suporte para modo torneio online, lobby para até oito jogadores, e upload de vídeos para o Youtube.
Também foi criado um tutorial, para aqueles não familiarizados com as mecânicas do jogo. Ao completar desafios, os jogadores destravam recompensas in-game, como artes conceituais e vídeos. Um pacote completo – um presente aos amantes deste estilo de jogo.
Tokyo Jungle pode ser descrito como um simulador de sobrevivência. Mas, ao contrário de outros títulos similares no mercado, neste o jogador controlará animais. Após a extinção da humanidade, os animais tomaram conta dos ambientes antes ocupados por nós. E agora, cabe ao jogador sobreviver neste bravo novo mundo.
Neste jogo, a humanidade se foi, e agora os animais subiram ao poder. É tarefa do jogador sobreviver pelas gerações vindouras. O jogo possui uma história deveras intrigante (sobre como os humanos desapareceram da face da Terra), com a ascensão e queda de um grande herói.
No entanto, alguns problemas permeiam Tokyo Jungle. Apesar de bastante elogiado pela sua jogabilidade, esta não é livre de falhas. Gráficos estão bem aquém do que se espera para um título do gênero, e a compra de animais via DLC foi duramente criticada (algumas análises citam inclusive que este é um meio “barato” de progredir no jogo).
Element4l é um jogo difícil de descrever. Meio plataforma, meio puzzle, o título da I-Illusions dá ao jogador o poder de controlar os quatro elementos da natureza (água, fogo, gelo e pedra – tecnicamente, água e gelo são o mesmo elemento, mas não neste jogo), com a missão de moldar e formar a vida.
A jogabilidade é fluida, mas difícil de dominar. O personagem é a junção dos quatro elementos. E dessa forma, precisa alternar entre eles para transpor os obstáculos que se põe no caminho. Cada elemento se comporta de forma única, o que torna os estágios ainda mais desafiadores.
Um jogo complicado e sem muito apelo entre os jogadores. No entanto, a principal falha do título é em ser muito difícil onde não cabe tal proposta. Alguns problemas com o comportamento dos elementos e design dos estágios contribuem para este título não ser tão recomendado.
O jogo parece ter sido desenvolvido para aparelhos celulares. Sua premissa é básica. Movimente o personagem pela tela, colete frutas, estabeleça o máximo combo que puder. Para aqueles que gostam de jogos ao estilo arcade, sem objetivos, história intrincada e coisas complicadas a se fazer, Don’t Die Mr. Robot é uma excelente pedida. Ao estilo “fácil de jogar, mas difícil de dominar”.
O objetivo é simples. O jogador deve controlar o Senhor Robô pelo labirinto, desviando-se das ameaças. Coletar frutas fará com que uma cadeia de explosões seja acionada. Dessa forma, o jogador deve sempre balancear risco e recompensa, e o resultado é bastante satisfatório.
Os gráficos do jogo contribuem para uma experiência tranquila e agradável. A trilha sonora é realmente memorável, com uma mistura de ritmos interessante. Existem ainda diversos modos de jogo, que expandem e implementam a experiência original. Certamente, um jogo perfeito para o portátil.
Uma das grandes preocupações de diversos estudiosos é o fato de que as redes sociais, aparelhos conectados e outras invenções tecnológicas estão substituindo as interações humanas. O ritmo é alarmante, e pelo visto, irreversível. Se isso é bom ou não, é assunto para outro momento.
O fato é que esta implementação é tema de uma interessante proposta. That’s You chega no mesmo dia do lançamento dos jogos para PSPlus de julho. É um jogo exclusivo para assinantes do serviço, e está gratuito até dia 24 de outubro. Portanto, é um dos lançamentos da Plus deste mês.
That’s You é um jogo do gênero party game, ao estilo tabuleiro. Pense em algo como “Perfil”, em suas variadas versões. O jogador se reúne com amigos, e a diversão rola solta. Com provas como “imite esta pose”, ou eventos de perguntas e respostas, o jogo promove a interação que anda em falta nos dias de hoje.
No entanto, o jogo ainda requer smartphones e o Companion App para funcionar. O que não deve ser problema, dada a popularização do aparelho. A proposta do game visa exatamente unir pessoas para compartilhar momentos divertidos, e pelo visto este objetivo foi concluído com sucesso.
Esta lista de jogos nos faz acreditar que, de fato, a evolução, a melhoria nos serviços para assinantes, realmente esteja sendo implementada. No entanto, é certo alertar que, no ano de 2016, mais precisamente em setembro e outubro, os jogos distribuídos também eram de alto calibre. Mas os meses que se seguiram viram um escassez destes.
Resta acreditar que o mês de agosto perdurará tais melhorias, e que os serviços apenas seguirão um caminho ascendente nos meses vindouros. Não deixe de expressar sua opinião nos comentários abaixo!
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