Marvel’s Wolverine: vale a pena?
Marvel's Wolverine necessário. Para a geração atual. Simples, direto, divertido. Afinal, nem todo jogo precisa ser super complexo.
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Watch Dogs 2 é um jogo que pode ser resumido em uma palavra: inteligência. A faculdade de conhecer, compreender e aprender. A capacidade de compreender e resolver novos problemas e conflitos e de adaptar-se a novas situações. É exatamente isso o que a DedSec faz contra a Blume e o “sistema” na franquia, e foi o que a Ubisoft fez com a série neste seu segundo capítulo.
Depois de receber muitas críticas no primeiro game da saga, que não foi de todo ruim, mas teve falhas na jogabilidade e um downgrade gráfico, fazendo com que ele não correspondesse à hype criada, a empresa foi inteligente o bastante para não decepcionar com Watch Dogs 2. Mesmo que isso significasse lançar o jogo ainda sem o multiplayer completo neste primeiro momento.
Já a DedSec, grupo hackitivista com clara inspiração em hackers como a Anonymous, sempre foi sinônimo de inteligência. E depois dos acontecimentos de Chicago no primeiro game, o governo norte-americano aumentou seu sistema de proteção com o CTOS 2.0. Mas um time de hackers da Califórnia que pertence ao grupo decidiu contra-atacar, e você verá tudo sobre isso abaixo.
Esqueça Aiden Pearce. Em Watch Dogs 2, o jogador controla Marcus Holloway, o “Retro”, um hacker que se junta a um trio de outros ativistas cibernéticos nessa batalha “contra o sistema” após passar em um “teste” na primeira missão do jogo. O objetivo do grupo é simples: tirar do ar o CTOS de vez, liberando os americanos da sua vigilância excessiva.
Uma temática bem real e que é discutida atualmente, especialmente nos Estados Unidos, com as agências de segurança locais e as grandes empresas de tecnologia sendo acusadas de usarem a tecnologia para “espionar” os usuários e ter acesso a seus dados. A linha entre uma proteção e a possível violação de privacidade é bem tênue, o que faz o tema ser ainda mais polêmico.

Mas se na vida real o que os hackers podem fazer é “só” atacar servidores e vazar dados como as polêmicas informações do WikiLeaks, no mundo de Watch Dogs 2 é possível usar a tecnologia para muito mais. Com apenas um celular, Marcus consegue hackear quase tudo a sua volta: os celulares das pessoas, semáforos, veículos, sistemas de segurança e muito mais.
E, assim como na vida real, isso pode ser usado para o bem, no combate “ao sistema”, ou para o mal. Afinal, em Watch Dogs 2, a grande maioria das sidequests e as próprias atividades que os jogadores podem fazer no mundo aberto do game consistem em coisas ilegais, como invadir a privacidade de alguém e até roubar dinheiro de suas contas a partir de seus celulares.
Ou seja, você luta contra a invasão de privacidade, mas também se utiliza dela. Herói ou vilão? Novamente, a linha é tênue – e todos os envolvidos têm um pouquinho de cada, não é mesmo?
Fazer tudo isso é natural para quem jogou o primeiro Watch Dogs. Apesar de haver algumas novas possibilidades, os controles seguem basicamente os mesmos, apenas com certas adições interessantes, como a opção de controlar um drone para sobrevoar determinadas áreas. Mesmo para quem não está familiarizado, não deve ser difícil se acostumar.
Algo que melhorou significativamente foi o controle de veículos. Em Watch Dogs 2, você sente uma movimentação muito mais real nos carros, motos e barcos. Até o próprio andar de Marcus é mais natural do que o do seu antecessor Aiden. Em alguns momentos, a sensação é de estar jogando GTA V.
E as semelhanças com o clássico da Rockstar não param por aí – o que mostra, novamente, a inteligência da Ubisoft de buscar inspiração no que fez de bom no primeiro jogo, mas também no sucesso da “concorrência”. O celular de Marcus, o sistema de personalização do personagem, a variedade de sidequests, o recurso de músicas, a câmera…
Tudo isso tem um cheirinho de Grand Theft Auto; e que cheiro bom! Pena que o multiplayer de Watch Dogs 2 ainda não foi liberado para podermos testar e ver se ele tem um potencial maior do que o do primeiro, que foi um fiasco, e que chegue perto do que é GTA Online, que mesmo já estando no mercado há tanto tempo ainda faz sucesso até hoje.

Mas Watch Dogs 2 também ganha muitos pontos de originalidade. Os personagens com grande carisma, o objetivo da DedSec de angariar mais seguidores para espalhar sua mensagem, todas as referências a pessoas e empresas do mundo real, um sistema de habilidades expandido com muitas novas possibilidades e um mundo aberto que faz jus ao conceito.
Watch Dogs 2 é muito mais bonito do que o seu antecessor. Os gráficos estão com o nível que se esperava do primeiro jogo. As luzes, reflexos e sombras estão perfeitos, as expressões faciais dos personagens, tanto in-game como nas cutscenes são bem detalhadas, os cenários possuem bela ambientação, e a Bay Area, região da Califórnia onde se passa o jogo, é retratada fielmente.
Passar pela Golden Gate Bridge em um pôr do Sol é uma visão estonteante. E visitar a famosa Prisão de Alcatraz em uma ilha? Ou andar nos famosos bondes nas ruas de San Francisco? Tudo é muito realista e foi trabalhado com maestria pela equipe da Ubisoft, assim como Chicago já havia sido no primeiro game – mas é claro, a Califórnia chama muito mais a atenção.
A Bay Area, porém, é enorme, e para quem não gosta tanto de ficar passeando, interagindo com os NPCs e descobrindo segredos e locais conforme vai andando, há uma grande quantidade de pontos de viagem rápida que podem tornar a locomoção entre as regiões muito mais simples e rápida. Outra decisão inteligente da Ubi.
Só que fica a dica: fazendo muito isso, você perde boa parte da diversão, como investigar a vida das pessoas passando na rua, visitar os pontos turísticos e tirar fotos para postar na rede social de Marcus no game, o que lhe dá bônus, e outros atrativos. Tudo isso ao som de Rapunzel, de Daniela Mercury. Sim, essa é uma das músicas da trilha sonora do jogo.

Aliás, este é um ponto que merece uma menção: o game tem músicas “básicas”, que você vai ouvindo nos fones de Marcus e/ou nos veículos que controlar, mas também vai desbloqueando canções usando um app no celular do protagonista. Se você passar em algum lugar onde esteja tocando uma nova faixa, ele apita e você adiciona a canção à coleção do personagem.
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