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Just Dance 2017: Vale a pena?

por Thiago Barros
Just Dance 2017: Vale a pena?

2 - Selo de OuroBANG! Com direito à música de Anitta, Just Dance 2017 é o melhor já feito, mas Ubisoft precisa rever seus conceitos para a franquia no futuro.

Just Dance 2017 é um “tiro certo”, como diz a letra de BANG, sucesso da brasileira Anitta que é uma das muitas ótimas músicas da trilha sonora do mais recente game de dança da Ubisoft. Por outro lado, nós não somos de “fazer muita pressão”, mas o jogo deixa claro que a empresa “não pode vacilar” e seguir lançando um capítulo da franquia por ano.

Isso porque, no ano passado, chegou Just Dance Unlimited. Um serviço que tem todas as danças de outras edições da série liberadas por R$ 80 anuais; o que é um preço justo para a variedade e qualidade do conteúdo. O problema é adicionar R$ 180 do jogo em si. Assim fica difícil para o gamer “acompanhar, pra chegar”. Mas vamos logo para o review de Just Dance 2017 abaixo!

Você sabe que eu gosto assim

A fórmula de sucesso está mantida, mas Just Dance 2017 é uma evolução de seus antecessores. A começar pelos menus, mais sóbrios e com opções mais claras. A lista de seleção de músicas é excelente e intuitiva, com ela sendo divididas não só pelo jogo (Just Dance 2017 ou Unlimited) como por número de pessoas para dançar (solo, dupla, trio ou quarteto).

Isso deixa a experiência muito mais fácil. Se você quer dançar sozinho, não corre o risco de ir a uma música que é para um casal, por exemplo. Além disso, se não tiver o Unlimited, não irá ter a frustração de querer dançar uma música e não poder. Os menus de modos de jogo também estão bem claros, assim como o de personalização do Dancer Card.

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Falando em modos de jogo, há uma grande novidade, o Just Dance Machine. Nele, você terá uma série de desafios específicos a serem cumpridos para ajudar dois alienígenas a colocarem combustível na sua nave. A “gasolina” vem com seus esforços para cumprir as tarefas. É bastante diferente do tradicional e mais uma opção de diversão para o game.

Além disso, ele traz de volta o Dance Quests, em que o jogador deve completar sequências de três músicas e ficar no “pódio” entre os concorrentes, e o Sweat, com músicas que ganham uma coreografia diferente, voltada para malhação, e onde os usuários ganham pontos por calorias perdidas. Sem falar, claro, no modo tradicional, o Just Dance.

Os gráficos continuam com aquele estilo bem Just Dance: muita cor, neon e efeitos de luz nos movimentos de dança mais específicos. A dança, aliás, continua muito bem sincronizada, com os passos de dificuldade diferente em cada faixa e “simples” de entender a mecânica – o que não quer dizer que seja fácil dançar qualquer música; pelo contrário.

Deixa que eu faço acontecer

Mas o que bomba mesmo no Just Dance 2017, assim como nos seus antecessores, é o World Dance Floor. Um modo online, em que os jogadores enfrentam outros ao redor do mundo. Ele coloca você para dançar uma música comparando o seu desempenho com o de jogadores que também escolheram esta opção. Além de divertido, é muito desafiador.

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Brincar com os amigos em casa é a melhor forma de jogar Just Dance, seja no World Dance Floor para as músicas que reúnem mais pessoas, ou mesmo no modo off-line, competindo ou jogando em modo cooperativo, outra novidade bacana do Just Dance 2017. Reunir a galera, colocar uma música legal e dançar é uma experiência super legal em um mundo tão online hoje em dia.

Ainda mais que Just Dance 2017 tem uma trilha sonora muito bacana. Desde o hit de Anitta até canções internacionais super famosas, como Single Ladies, de Beyoncé, e Sorry, de Justin Bieber, é fácil encontrar faixas que agradam a todos. Sem falar no Just Dance Unlimited, que oferece ao jogador uma coletânea de músicas de versões anteriores do jogo.

Aliás, é muito importante destacar que o Just Dance Unlimited vale a assinatura. Caso você não queira gastar tanto, compre o pacote trimestral ou então a versão Gold do game, que sai por só R$ 20 a mais do que a original e já tem três meses grátis do serviço. Ele potencializa a diversão do jogo, abrindo um leque muito maior de músicas do que o original.

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A jogabilidade é boa, mas não foi 100% na minha experiência. Jogando na PlayStation Camera, foi um pouco complicado de conseguir fazer a identificação corretamente. Depois que tudo deu certo, porém, continuou sem problemas. Com o smartphone, foi mais fácil, porém não é a mais agradável experiência dançar com um telefone na mão – fora o medo de deixa-lo cair no chão.

BANG!

A única coisa que a Ubisoft deve melhorar é o conceito anual de Just Dance. Em 2015, chegou a ser compreensível lançar um game junto do Unlimited. Agora, não parece mais necessário. Esta poderia muito bem ser a última edição física anual do game para que, no ano que vem, houvesse apenas um update, talvez com um DLC pago, mais em conta, e a sequência do serviço.

Em um mercado com tantas opções de blockbusters, a estratégia de cobrar R$ 180 em um game como Just Dance e mais R$ 80 por uma assinatura anual de conteúdo não parece agradar muito. Se o jogo fosse mais barato ou se o foco fosse mais no Unlimited, certamente poderia atrair um público maior.

Até porque para quem é um jogador casual e teve o Just Dance 2015 ou o Just Dance 2016, por exemplo, ambos ainda disponíveis no PlayStation 4 e por preços muito mais baixos, não faz uma grande diferença ter o Just Dance 2017. Além disso, a pessoa pode esperar uma promoção, que normalmente não demora, e compra-lo mais em conta alguns meses após o lançamento.

Para quem não tem nenhum Just Dance e se interessou pela série ou para os fãs da franquia que compram anualmente, Just Dance 2017 é super recomendado, assim como assinar o Just Dance Unlimited. Combinados, eles oferecem trilhas sonoras excelentes e vários modos de jogo para se divertir sozinho ou com os amigos.

Thiago Barros
Thiago Barros
Editor-Chefe
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Jogando agora: Ghostwire Tokyo
Jornalista, teve PS1, pulou o 2, voltou no 3 e agora tem o 4, o 5 e até o PSVR. Acha God of War III o melhor jogo da história do PlayStation.