Assassin’s Creed Black Flag Resynced: vale a pena?
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Batman é um dos heróis mais queridos dos quadrinhos. Um inteligente bilionário que usa habilidades para defender os mais fracos em Gotham City. Sob este escopo, a Rocksteady Studios utilizou uma própria visão para recriar o ídolo de forma única.

Os jogos: Batman Arkham Asylum e Arkham City se destacaram no cenário gamer e em 2016 foram relançados através da coletânea Return to Arkham.
O pacote é recomendado para os fãs do personagem que não tiveram oportunidade de jogá-los anteriormente, com o plus de todos os DLCs já estarem inclusos.
Entretanto, o visual de ambos os títulos não alcança todos os objetivos propostos, não justificando uma re-compra por aqueles que já experienciaram os jogos.
Confira nossa crítica a Batman: Return to Arkham.
Arkham Asylum foi o primeiro título do morcego produzido pela Rocksteady, lançado em 2009. Após capturar o Coringa, o Cavaleiro das Trevas tem a tarefa de entregá-lo no Asilo Arkham (um manicômio bizarro que abriga os vilões mais malucos que já se teve notícia).
Uma tarefa aparentemente fácil, fácil demais para ser verdade, levantando suspeitas. E realmente havia algo errado: tudo não passava de um plano do Coringa e sua fiel aliada, Arlequina, para tomar o controle do lugar e criar o caos.

Batman precisa se desdobrar por toda ilha de Arkham para derrubar o regime do medo e restaurar a ordem.
Batman: Arkham Asylum é mais que um jogo divertido. Ele é completo. Um enredo estonteante aliando uma jogabilidade cheia de possibilidades em um grande mapa repleto de segredos (muito bem, Charada!), combates alucinantes e uma curva de aprendizado fácil são destaques.
Em Arkham City a cidade se tornou um caldeirão de vilões misturando os detentos da Penitenciária Black Gate aos remanescentes da agora extinta Ilha de Arkham. Guerras territoriais formaram-se por toda parte sob o olhar do sagaz Dr. Hugo Strange.

O novo episódio traz algumas evoluções quanto a seu antecessor, mas mantém sua essência nos combates, movimentação, etc.
Toda a trama, somada aos personagens conhecidos, à uma cidade sombria, um grande mapa com várias missões secundárias e mais fluidez na jogabilidade, tornam Arkham City quase obrigatório para os fãs.
As principais expectativas quanto a Return to Arkham era sobre o visual e a jogabilidade. Com a reconstrução dos dois títulos sobre a Unreal 4.
No segundo game, esta mudança fez com que a cidade ficasse um pouco mais sombria e bonita, ao mesmo tempo, enquanto Arkham Asylum ficou mais polido e brilhante, perdendo, em alguns momentos, o jeito escuro de ser.
Isto não quer dizer que o jogo não esteja bonito, mas em algumas cenas o “palco principal”, agora mais “iluminado”, não se encaixa ao suspense que a trama exige.
Apesar de alguns detalhes, o visual dos dois games está mais refinado, bonito e polido. Infelizmente, em alguns momentos o preço que se paga por isso é um pouco alto. Em várias sequências cinemáticas dos dois projetos, ou durante o gameplay para análise, ocorreram diversas quedas visíveis de framerate.
E, em algumas cenas mais cheias de detalhes, mais carregadas, havia uma nítida sensação de lag. Tal sensacao incomodava, mas perdurava apenas por alguns poucos segundos.

Entretanto, as falhas não chegaram a prejudicar o gameplay, pois aconteciam nas cut-scenes, onde não controlamos os personagens. Algo que incomoda mas pode ser corrigido mediante atualizações para melhoria do desempenho.
Outro upgrade que os títulos receberam com o novo motor gráfico foi na jogabilidade que sempre foi um ponto forte da franquia e está ainda melhor. Movimentação e combates estão ainda mais fluídos.

Outra adição que conta pontos em Batman: Return to Arkham é a adição de legendas em PT-BR. Algo que colabora para entender, nos mínimos detalhes, as histórias intrigantes dos dois títulos.

Mas…as legendas, por algumas vezes, ficaram dessincronizadas com as falas e em outras poucas não apareceram. Entretanto, elas cumprem seu papel.
Batman: Return to Arkham traz de volta a glória dos dois primeiros títulos da franquia com todos os DLCs e conteúdos lançados para ambos.
Todavia, os títulos que, outrora, passaram próximos da perfeição em seu lançamento, não recebem a justiça merecida proposta pela coletânea. A sensação é de que falta algo aqui. Uma remasterização deveria tê-lo tornado perfeito ao invés de deixá-lo com algumas manchas técnicas.
Àqueles que nunca acompanharam a saga do Cavaleiro das Trevas, esta é uma boa oportunidade. Mas, os que já jogaram e não são colecionadores podem esperar por um precinho mais atraente.
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