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Jogos que completam 10 anos, incluindo o mais injustiçado de todos

Uncharted 4, Persona 5, Battlefield 1, DOOM e outros gigantes de 2016 completam 10 anos em 2026

Jogos que completam 10 anos, incluindo o mais injustiçado de todos

Hoje o tempo voa, amor, escorre pelas mãos“. Parece que foi ontem que Nathan Drake estava pendurado em um caminhão despencando montanha abaixo em Madagascar, que Florence + The Machine embalava Final Fantasy XV, e que o Trico era fofinho em um minuto e, no seguinte, me ignorava completamente.

E cá estamos nós, 10 anos depois. Falando destas obras-primas (sim, considero todas elas ícones dos videogames). E, ainda assim, não consigo deixar de ficar indignado com o GOTY surripiado de A Thief’s End. Como pode um trem desses?

Hoje vamos relembrar estes jogos que marcaram época.

Uncharted 4: A Thief’s End

Sim, eu continuo indignado.

Uncharted 4: A Thief’s End não ganhar o GOTY de 2016 segue sendo uma das maiores injustiças da história do The Game Awards. E eu sei que muita gente sente exatamente a mesma coisa.

A Naughty Dog entregou um jogo que parecia impossível naquela época. Visualmente absurdo, direção cinematográfica impecável, personagens humanos e cenas de ação que até hoje parecem saídas de um filme impossível de reproduzir em gameplay.

A perseguição em Madagascar virou história. O combate fluido ainda impressiona. A ambientação continua linda. E o final… bom, o final continua acertando forte até hoje.

Só que o caminho…

Overwatch

Antes que alguém pegue o lança-chamas: Overwatch foi um fenômeno. Eu joguei e adorei o jogo na época. Entendo que as atualizações e os rumos que ele tomou estragaram tudo. Mas seu primeiro ano foi muito maneiro.

A Blizzard conseguiu criar um hero shooter acessível, carismático e absurdamente viciante. Durante meses, parecia impossível abrir Twitch, YouTube ou redes sociais sem ver highlights de Hanzo, Genji ou D.Va. O jogo mereceu todo o sucesso que teve.

Mas talvez o problema seja justamente esse: o impacto competitivo e cultural acabou pesando mais do que a experiência completa entregue por Uncharted 4.

E, dez anos depois, a discussão continua viva justamente porque muita gente olha para trás e sente que A Thief’s End envelheceu melhor como obra.

Dark Souls 3

Se existe um jogo que ajudou a consolidar a cultura do “git gud”, foi Dark Souls 3.

Se hoje a FromSoftware é cultuada como uma das queridinhas do mundo gamer, muito se deve a este jogo. Chefes memoráveis, trilha sonora épica, level design brilhante e aquela sensação constante de superação. Muita gente teve seu primeiro contato com soulslike justamente aqui.

O mais impressionante é como Dark Souls 3 ajudou a moldar o mercado moderno. Sem ele, talvez Elden Ring não tivesse explodido da forma que explodiu.

DOOM

Pouca gente acreditava que DOOM conseguiria voltar daquele jeito.

A franquia estava há anos distante dos holofotes e existia um medo de a Bethesda transformar a série em mais um shooter genérico cinematográfico. Só que aconteceu o contrário.

DOOM 2016 trouxe de volta a essência mais pura do videogame: correr, atirar, destruir demônios e entrar em um fluxo quase hipnótico de violência arcade.

Final Fantasy XV

Final Fantasy XV talvez seja um dos jogos mais imperfeitos do PS4. Mas, ainda assim… funciona.

O coração do jogo sempre foi a jornada dos amigos, a trilha sonora, o pôr do sol, a criação de memórias. Penso que pouquíssimos jogos conseguiram transmitir tão bem a sensação de amizade quanto Final Fantasy XV.

E talvez seja exatamente por isso que tanta gente guarda esse jogo com carinho até hoje.

Battlefield 1

Eu vou ser sincero: não gostei muito da ideia de BF1 quando foi anunciado. Sempre gostei mais da Segunda Guerra Mundial como pano de fundo. Enquanto todo mundo apostava em guerras futuristas, a DICE resolveu voltar para a Primeira Guerra Mundial. E não só funcionou como entregou um dos shooters mais legais da época.

A mensagem de que “você provavelmente vai morrer” transformava cada avanço em algo desesperador. O multiplayer era caótico no melhor sentido possível, com explosões, cavalaria, dirigíveis e batalhas que pareciam gigantescas.

E existe um detalhe importante: Battlefield 1 talvez tenha sido o último momento em que a franquia realmente parecia imparável. E depois de BF1… só tivemos coisas ruins. Salve, BF1!

Titanfall 2

Se existe um jogo injustiçado nessa lista além de Uncharted 4, é Titanfall 2. A Respawn lançou um dos melhores FPS da década… entre Battlefield 1 e Call of Duty: Infinite Warfare.

Resultado: foi engolido pelos gigantes.

O que é triste, porque a campanha de Titanfall 2 continua sendo uma aula de level design. A fase de manipulação temporal ainda é uma das melhores missões já feitas em jogos de tiro.

Persona 5

Poucos jogos têm estilo suficiente para serem reconhecidos em segundos apenas pela interface. Persona é um deles.

Cada menu, transição ou animação é pura personalidade. Mas o mais impressionante era como o RPG da Atlus equilibrava vida escolar, crítica social, amizade e combate estratégico em uma experiência gigantesca.

Foi o jogo que apresentou Persona para muita gente no Ocidente.

The Last Guardian

Ah, Trico…

Até hoje não sei bem se te amo ou te odeio. Na verdade, eu sei sim. Eu te amo. Como não poderia? Tenho até uma pelúcia sua. Como poderia odiá-lo?

The Last Guardian tem controles estranhos (ruins, vai). O comportamento do Trico é de arrancar os cabelos, mas a mágica está justamente aí.

Trico não parecia um veículo esperando por comandos. Parecia uma criatura viva. Um animal tentando entender você enquanto você também tentava entendê-lo.

E quando a conexão finalmente acontecia… era impossível não se apegar.

The Last Guardian tinha alma, mais do que perfeição técnica.

FIFA 17

Fifinha. Esse aqui era lendário demais. A começar pela capa: Marco Reus. Eu já não aguentava mais o anão (ano de Copa, aqui é Brasil, vale a ofensa), ou o CR7. Uma nova engine, gameplay mais equilibrado, modo A Jornada…

Foi aquele FIFA em que eu simplesmente dizia “só mais uma partida” antes de dormir.

Bons tempos.

Dez anos depois…

Dizem que relembrar é viver. E me sinto feliz. Eu vivi tudo isso e já estou pensando na lista de 2036.

Do que vou estar lembrando daqui a 10 anos? Será que GTA VI vai ser isso tudo mesmo? Estaremos falando de Resident Evil Requiem? E o Wolverine? 007, talvez?

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Autor

foto do author do artigo Daniel dos Reis

Daniel dos Reis

CEO

Fundador do MeuPlayStation, formado em Ciência da Computação e especialista na indústria de games, com mais de 15 anos de experiência e ampla cobertura do ecossistema PlayStation.

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