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Konrad Adamczewski e Gabriela Siemienkowicz comentaram sobre abordagem dos jogos e sobre o que esperar de cada um deles
A gamescom latam 2025, realizada neste final de semana em São Paulo, foi palco de grandes atrações para os fãs de jogos indies, e a 11 bit studios, conhecida por seu portfólio variado e surpreendente, não decepcionou.
Tivemos a oportunidade de conversar com Konrad Adamczewski, gerente sênior de relações públicas, e Gabriela Siemienkowicz, líder de comunicações, para saber mais sobre os próximos projetos da publisher polonesa: Moonlighter 2: The Endless Vault e Death Howl.
Além disso, eles comentaram sobre a abordagem colaborativa da editora e seu compromisso em respeitar a criatividade dos estúdios parceiros, oferecendo experiências que misturam inovação e histórias emotivas.
Sete anos após o sucesso de Moonlighter, a 11 bit studios retoma a parceria com a espanhola Digital Sun para Moonlighter 2: The Endless Vault, uma sequência que promete expandir o universo do jogo original com novas mecânicas e uma narrativa mais profunda.
O primeiro Moonlighter conquistou jogadores com sua mistura de gerenciamento de loja e exploração de masmorras, e a sequência parece elevar essa fórmula a outro patamar, trazendo abordagens mais complexas sem perder a essência de nostalgia.
Segundo Siemienkowicz, a colaboração com a Digital Sun é marcada por um respeito mútuo. “Conhecemos a equipe há anos, desde o primeiro jogo. Quando eles começaram a trabalhar em Moonlighter 2, imediatamente pensaram em nós”, revelou.
A 11 bit studios atua como uma parceira que valoriza a visão criativa do estúdio, sem impor ideias. “Não faria sentido escolhermos colaborar com eles para depois ditar o que fazer. É um processo cooperativo, e amamos isso”, completou.

Embora detalhes específicos da jogabilidade ainda sejam escassos, o game promete manter o charme pixelado do original, com melhorias visuais e sistemas mais complexos. A expectativa é que ele refine o equilíbrio entre gerenciar uma loja mágica e explorar dungeons repletas de perigos, oferecendo uma experiência que mistura estratégia e aventura em tempo real.
A 11 bit studios está focada em promover o título amplamente, com trailers e demonstrações que deixem o jogo “falar por si mesmo”, segundo Siemienkowicz. Com o lançamento previsto para breve, Moonlighter 2 é uma aposta para cativar tanto fãs do original quanto novos jogadores.
Se Moonlighter 2 representa um retorno confortável a uma fórmula amada, Death Howl é a prova da ousadia da 11 bit studios em apostar em conceitos fora da curva. Descrito como um “soulslike deck builder”, o jogo gerou ceticismo inicial quando seu trailer foi lançado em janeiro de 2025.
“As pessoas achavam que era só um nome chamativo para vender”, admitiu Siemienkowicz. No entanto, a DEMO jogável disponibilizada logo após mudou as percepções, mostrando que a combinação de mecânicas de construção de baralho e elementos soulslike não só é possível, mas também incrivelmente divertida.
Death Howl se destaca por sua ambientação sombria e estética em pixel art, que remete a clássicos indie, mas com uma profundidade surpreendente. O jogo oferece mais de 150 cartas, permitindo uma personalização estratégica robusta, e batalhas em grade baseadas em turnos que exigem planejamento.

“É uma ideia criativa e divertida. O mapa é enorme, o jogo é longo, e a DEMO está disponível agora, inclusive na gamescom e na Steam”, destacou Adamczewski. A narrativa, embora séria, promete conectar os jogadores em um nível emocional, algo que a 11 bit studios valoriza em seu portfólio.
O que torna Death Howl único no catálogo da publisher é sua capacidade de desafiar convenções. Enquanto jogos como Elden Ring definem o gênero soulslike com combate em tempo real, o título reimagina o desafio com uma abordagem tática, onde cada decisão no baralho pode significar a diferença entre vitória e derrota.
Com lançamento previsto ainda para 2025, o título é uma promessa de inovação que pode redefinir expectativas para jogos indie baseados em formação de decks.
A entrevista com Adamczewski e Siemienkowicz revelou não apenas detalhes sobre os jogos, mas também a essência da 11 bit studios como publisher. Diferentemente de empresas que buscam uniformidade, ela abraça a variedade.
“Se você olhar nosso portfólio, nossos jogos não têm nada em comum. Temos um simulador de caminhada, The Invincible, Moonlighter, Children of Morta, Indika. Mas todos têm uma visão clara e fazem as pessoas pensarem ou se divertirem”, explicou Siemienkowicz.
Essa abordagem se reflete na escolha de projetos como Death Howl, cuja premissa inicialmente soava “louca”, mas conquistou a equipe pela originalidade. A publisher não apenas financia esses jogos, mas também se dedica a promovê-los com paixão, garantindo que a visão dos desenvolvedores alcance o público.
“Nosso papel é fazer o melhor para promover o jogo, mas no final, ele precisa falar por si”, afirmou Siemienkowicz.
Moonlighter 2: The Endless Vault e Death Howl representam potencialmente o melhor do que os jogos indie podem oferecer: criatividade sem amarras e experiências que vão além do convencional.
Para os fãs de Moonlighter, a sequência promete um retorno ao mundo encantador de Rynoka com novidades que respeitam o legado do original. Já Death Howl é uma aposta para quem busca algo novo, com uma mistura de gêneros que surpreende pela inovação e profundidade.
Ambos os jogos estarão disponíveis para testes em breve, com Death Howl já oferecendo uma DEMO na Steam. A presença da 11 bit studios na gamescom latam 2025 também reforça seu compromisso com o mercado latino-americano, e a recepção calorosa no Brasil sinaliza um futuro promissor.
Para saber mais sobre a empresa e descobrir seus principais projetos (já disponíveis e futuros lançamentos), basta acessar o site oficial.
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