Beast of Reincarnation: vale a pena?
Entre Sekiro e Shadow of the Colossus, Beast of Reincarnation encontra sua própria identidade
MeuPlayStation | Tudo sobre PlayStation
Quando fui escalado para o review do WWE 2K17, com o código de que recebemos da 2K, confesso que fiquei “meio assim”. Não entendo muito de WWE – e acho que meu último game de algo parecido foi WCW x NWO no Nintendo 64 quando eu tinha uns 8 anos de idade.
Mas não estou aqui só para falar de FIFA, NBA e Larinha Croft, certo? Topei o desafio e posso dizer que me surpreendi com o resultado, porque WWE 2K17 é bem bacana. Até para quem, como eu, não é dos maiores entendedores do assunto. Se você tem algum interesse pelo evento, então, vai ficar maravilhado.
https://www.youtube.com/watch?v=7l_5GtKyGLo
Se o WWE na vida real gera dúvidas se é luta de verdade ou encenação, no WWE 2K17 a porrada é séria! Tem soco, cabeçada, cotovelada, joelhada, suplex… É pancadaria pura! E isso é um dos grandes atrativos do game: a grande diversidade dos ataques que se pode aplicar.
A jogabilidade, porém, é limitada. É tudo muito simples: um botão para atacar e um botão para defender/contra-atacar. Isso acaba tornando os combates repetitivos, já que esta variedade de movimentos é de um superastro para o outro, não em cada – sendo assim, seu personagem tem sempre os mesmos golpes.

As lutas até fluem bem, mas dois fatores incomodam. O primeiro é o uso do R2 pra defender/contra-atacar. Você tem que ser muito preciso, e praticamente adivinhar o que seu adversário vai fazer, para acertar. O outro é a movimentação no ringue, um ponto que deveria ser crucial, mas é só um detalhe.
Ela é um pouco “travada” e não adianta de nada na hora de tentar se defender. É um pouco frustrante o sistema de defesa, inclusive, porque em várias ocasiões os superastros adversários não te dão a oportunidade de contra-atacar e você acaba levando muito dano em uma sequência.
O grande atrativo de WWE 2K17 é que ele é muito fiel à vida real e, por isso, tem diversas opções de entretenimento esportivo para os jogadores. São vários e vários modos de jogo, desde uma luta normal até o Royal Rumble, que é um dos maiores eventos da WWE, Modo Carreira e muito mais.

O elenco de superastros no game também é enorme, com homens e mulheres, do presente e do passado. E nem todos vêm desbloqueados, sendo necessário jogar bastante para conseguir liberar cada um deles. Até o Sting, que era um dos astros daquele meu WCW x NWO, está na lista.
O visual dos lutadores em cutscenes é muito bem feito, detalhado, tanto em seus rostos como nas roupas e características pessoais de cada um, mas a qualidade é inferior na hora da luta. Vindo da 2K Sports, poderia ser algo mais no nível de NBA 2K17, porém está um degrau abaixo.
A ambientação do jogo, porém, não deixa a desejar. As arenas são detalhadas, com os torcedores interagindo a todo o tempo e levando até cartazes para as batalhas – o que é algo comum nos eventos do WWE. O clima é muito bacana, certamente os fãs da companhia irão aprovar.
A personalização em WWE 2K17 é outro ponto que impressiona positivamente. Os gamers têm opções de customização que vão muito além do seu personagem para jogar no Modo Carreira. Não que na criação do superastro para você controlar haja pouca coisa para criar, pelo contrário, mas há bem mais atrativos do que isso.

Você pode criar uma arena, um evento, um lutador… Tudo isso com uma variedade enorme de opções de personalização. Olha essa palavrinha aí de novo: “variedade”. Ela descreve muito bem o WWE 2K17. São muitas opções: modos de jogo, elenco, golpes… Por isso, o game torna-se atrativo para os fãs da modalidade.
Afinal, dentre todo este leque, você pode escolher o que mais lhe agrada. Não falta nada. E aí quem decide como aproveitar tudo isso é o próprio jogador. Há falhas na minha opinião, como gráficos um pouco abaixo do esperado e jogabilidade “travada” em alguns pontos, mas é uma experiência divertida no geral.
Mais em Review
Entre Sekiro e Shadow of the Colossus, Beast of Reincarnation encontra sua própria identidade
Master Chief estreia no PlayStation em um remake que preserva a essência do clássico e moderniza sua jogabilidade
Divertido, maluco e vivo: Denshattack é "absolute videogame!"
Assassin's Creed Black Flag Resynced é preciso; o X no mapa do tesouro da Ubisoft!
Jogo de PS VR 2 é uma boa opção de porta de entrada para.o dispositivo
Copa City é um jogo que impressiona mais pela criatividade do que pela execução, mas mostra um possível futuro bacana para o gênero.
Com um gameplay responsivo e uma história surpreendente, jogo acerta na vibe nostálgica
RPG da Capcom combina narrativa madura, combate estratégico e dezenas de horas de conteúdo
EA Sports UFC 6 causa um mix de sensações, mas no fim das contas: quem achou que esse "Flow" era uma boa ideia?
007 First Light é a experiência definitiva de um dos mais icônicos personagens da história do entretenimento em um videogame.