Review

NBA 2K21: vale a pena?

Deu aro! E nem é por ser igual ao NBA 2K20, não... Mas NBA 2K21 decepcionou fãs! Entenda os motivos...

por Thiago Barros
NBA 2K21: vale a pena?

NBA 2K21 é mais um daqueles casos de jogos de esporte que avisaram, de antemão, que não iriam mudar muita coisa ainda nessa geração para focar na próxima. E é verdade. Quem bate o olho no game rodando num PS4 só consegue diferenciá-lo de NBA 2K20 nos menus, que têm uma nova identidade visual. In-game, sinceramente, é basicamente a mesma coisa.

Só que tem uma mudança, que deveria ser pequena, mas está dando o que falar. Um novo sistema de arremessos. Há quem defenda, há quem critique (com a maioria na segunda opção, inclusive o astro da capa do jogo, Damian Lillard). Já teve até hotfix para tentar fazer o público se acalmar – dias depois do produtor dizer que isso não aconteceria.

E o fato é: nunca a jogabilidade de um jogo da série foi tão polêmica quanto em NBA 2K21.

Skill Gap?

Os lados da polêmica são simples: quem diz que o novo sistema foi feito para ser difícil e criar uma skill gap entre os jogadores, e os que acreditam que ele está quebrado – punindo bem mais do que deveria. Pelo que testei, como um jogador casual, tendo a concordar com os “reclamões”.

É preciso treinar arremessos em NBA 2K21
É preciso treinar arremessos em NBA 2K21 (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

A dificuldade é bem-vinda, até porque em NBA 2K20, muita gente abusava, principalmente de arremessos de três pontos “surreais”, mas parece que a 2K Sports “pesou a mão” demais. Para acertar um arremesso sem que o release seja excelente, está praticamente impossível. Principalmente em mid-range e pra três, mas as vezes até em bandejas.

Os arremessos wide open, ou seja, sem marcação, deveriam sofrer menos com a “punição” por não acertar o momento exato de soltar o botão. Em lances em que você está marcado, tudo bem dificultar mais, porém após fazer a jogada e ter um bom arremesso, um slightly early ou slightly late não deveria ser tão ruim.

Conseguir um "excelente" não é fácil em NBA 2K21
Conseguir um “excelente” não é fácil em NBA 2K21 (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Obviamente, tudo depende do atleta virtual que você está usando e das badges que ele tem, mas mesmo assim, não é fácil. Até mesmo ao jogar com times especialistas de bolas longas, como o histórico Golden State Warriors de 2015, você vai errar muitos arremessos. Vai ser necessário treinar à exaustão para ficar bom – o que pode afastar o público mais casual.

A 2K Sports, apesar de seu produtor Ronnie 2K ter dito que manteria o “skill gap”, lançou um patch que fez com que as coisas ficassem um pouco mais fáceis – mas só nos níveis iniciais, até o “Pro”. É interessante, porém não soluciona tudo, pois esses níveis são básicos e, com o arremesso “voltando ao normal”, as partidas ficam extremamente fáceis. Ou seja, ficou um “8 ou 80”.

De resto…

No online, então, “esquece”. Para nós, brasileiros, que não temos servidores na região e normalmente enfrentamos jogadores de fora, fica ainda mais complicado. A conectividade sempre deixou a experiência multiplayer via web em NBA 2K abaixo da média, e com NBA 2K21 não é diferente.

MyCareer de NBA 2K21 tem atores famosos
MyCareer de NBA 2K21 tem atores famosos (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Mas isso não chega a ser novidade, né? Assim como todo o resto de NBA 2K21. O modo MyTeam ainda é o mais viciante, MyCareer tem aquela pegada de filminho interativo com o desenvolvimento do seu jogador, que depois que entra pra NBA, pode seguir a carreira pela Liga mesmo ou ficar jogando online e aproveitando a Neighborhood, que agora tem até praia…

No MyGM, algumas novidades interessantes merecem destaque: mais cutscenes, uma skill tree para o seu GM e níveis de dificuldade e personalização diferentes. Fora isso, ainda há a possibilidade de criar a sua própria liga, jogar uma temporada completa ou só fazer partidas rápidas, seja online ou offline, no estilo da NBA ou no basquete de rua com o Blacktop. Nada de relevante mudou nesse sentido.

Trilha sonora de NBA 2K21 é incrível, como de costume
Trilha sonora de NBA 2K21 é incrível, como de costume (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Modos de jogo, gráficos, ambientação, trilha sonora, movimentos dos jogadores e fidelidade às características deles na vida real… Tudo segue o “padrão 2K de qualidade” pra geração. Infelizmente, inclusive, as microtransações. Tudo gira em torno de VCs, o que não parece estar no horizonte para ser alterado.

NBA 2K21: vale a pena?

Ou seja, é um ótimo jogo de basquete. Tão bom que, nos últimos anos, fez NBA Live, da EA Sports “ir e voltar” do mercado por algumas vezes – e não ser mais lançado desde NBA Live 19. NBA 2K fez uma enterrada daquelas que viram pôster no seu concorrente e isso só foi possível porque, realmente, a franquia deu um salto incrível e tornou-se referência no mercado.

NBA 2K21 é "o mesmo de sempre" (Foto: Reprodução/Thiago Barros)
NBA 2K21 é “o mesmo de sempre” (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Nada que um sistema de arremessos polêmico ou uma versão pouco inspirada para a atual geração de consoles mude. Mas, obviamente, a expectativa é enorme para ver o que NBA 2K21 será no PlayStation 5. Especialmente pelo teaser espetacular que a companhia apresentou no evento de revelação de jogos do console. O problema é o preço.

NBA 2K21 custa R$ 249,90 na versão standard, que não vem com upgrade para o PS5. A Mamba Forever Edition, única que conta com o benefício, sai por R$ 414,90. Ou seja, por enquanto, é melhor esperar uma promoção – especialmente se você tiver a aquisição do console novo em breve. Provavelmente, vai ser mais barato comprar o jogo só quando ele sair na next-gen mesmo.

Veredito

NBA 2K21
NBA 2K21

Sistema: PlayStation 4

Desenvolvedor: 2K Sports

Jogadores: 1 jogador

Comprar na Amazon
75 Ranking geral de 100
Vantagens
  • Ambientação e visual com o padrão 2K
  • Movimentação e características dos jogadores
  • Trilha sonora e menus muito bacanas
  • Variedade de modos de jogo
Desvantagens
  • Sistema de arremessos "polêmico"
  • Poucas mudanças em relação ao 2K20 (já esperado)
  • Falta de localização e servidores no Brasil
  • Microtransações seguem muito presentes