Ace Combat 8: Wings of Theve: vale a pena?
Ace Combat 8 é divertido, viciante e deve agradar os entusiastas de aviação
MeuPlayStation | Tudo sobre PlayStation
Ao experienciar Call of Duty: Modern Warfare Remastered, a frase “CoD nunca muda” cai por terra. Fica fácil perceber como a franquia mudou substancialmente ao longo dos anos. Isso, tanto em jogabilidade como em abordagens.
O remaster agrada aos jogadores antigos, aqueles que sentem falta dos mapas mais abertos, das matanças um pouco mais rápidas e da combinação insana de scorestreaks que tornava o campo de batalha uma loucura.
Leva um tempo para que as mecânicas sejam readaptadas novamente. Afinal temos aqui pulos duplos, andar pelas paredes e dash.
Contudo, a forma de comercialização do game, em dupla com Infinite Warfare através da Legacy Edition, não é muito acessível à comunidade. Tal política não influencia na avaliação do game. Nos leva, contudo, a muitas considerações.
Capitão Price. Missões em stealth. Tiroteios alucinantes. Todos os inimigos do mundo atirando em você. Cenários em várias partes do globo, etc. Nada mudou em relação ao modo campanha.
A boa notícia é que as melhorias não se restringiram em upscalling para o 1080p, como muitos estúdios fazem ao remasterizar seus títulos. A Raven Software, responsável pelo projeto, nos oferece quase um remake.
Efeitos de iluminação, partículas, animações, acabamento dos personagens, detalhes em água, fogo, roupas, armas, etc. Todos repaginados em muitas camadas.
Relembre a primeira missão da campanha:
O estúdio também teve o cuidado de regravar muito da sonoplastia do game, principalmente das armas.
Sem dúvidas, o trabalho de atualização do visual foi bastante digno e faz jus ao legado do game, tirando quaisquer receios de que fosse apenas um “banho de lojas (C&A)”.
Além disso, o jogo vem todo legendado em nosso idioma, o que facilita e muito a compreensão do mirabolante enredo.
Havia uma certa apreensão de que a remasterização, de alguma forma, pudesse alterar o modo multiplayer de Modern Warfare, tão querido pelos fãs. Houve sim mudanças, mas para melhor!
A interface foi reformulada. Personagens foram redesenhados. Mapas foram refeitos, mas sem alterações de design. Detalhes visuais atualizados e adição de modos como o Baixa Confirmada.
A base central, aquilo que fez do game um espantoso sucesso, está devidamente intacta. Inclusive, aqueles artifícios que tornavam o modo irritante às vezes, como por exemplo a combinação de scorestreaks que literalmente varre todo mapa com explosões, destruição e aniquilação de equipe.
Mas este é o bom e velho CoD no seu esplendor. Mata-se muito e morre-se muito mais. É comum, logo ao ser respawnado, morrer. Há sempre um inimigo a espreita. Há sempre um adversário de sniper causando estragos, ou um helicóptero impedindo que você avance no mapa.
Modern Warfare Remastered não é tão dinâmico como os mais recentes. Mas traz à tona velhos conceitos da franquia que sempre fizeram muito sucesso. É fundamental que os jogadores mantenham os olhos vidrados no mini-mapa, que conheçam, meticolosamente, cada canto, janela ou local onde os adversários possam se esconder.
Outros conceitos, até então deixados de lado, como uma personalização mais limitada das armas, equipagem de vantagens mais restrita e uso de armas reais como AK 47 estão aqui.
Em resumo, o multiplayer continua tão bom quanto antes. Mas com alguns ajustes sutis que o beneficiam.
Até aqui você certamente já deve ter compreendido que o título é sim de qualidade e traz consigo as boas memórias da franquia.
Porém, a política adotada pela Activision, ao comercializá-lo somente por meio da edição Legacy, não pode ser menosprezada, principalmente para nós brasileiros.
Fica muito complicado para o gamer que deseja adquirir somente o remaster e encontrar a possibilidade de fazê-lo em conjunto com o Infinite Warfare, desembolsando a bagatela de R$ 300.
Investir todo este montante em uma remasterização é para poucos e recomendado somente se você tem interesse nos dois títulos. Esperamos que a publisher revise sua abordagem e ofereça o game de forma individual também.
Mais em Review
Ace Combat 8 é divertido, viciante e deve agradar os entusiastas de aviação
Agora, parece que temos a versão definitiva da adaptação do mundo cinematográfico de Denis Villeneuve.
Depois de Silent Hill F, que já havia superado desconfianças, é a vez de Townfall comprovar que é possível fazer Silent Hill fora de Silent Hill.
Falar algo como EA Sports FC 27 é o melhor jogo da franquia desde que ela mudou de nome pode ser ser arriscado?
Control Resonant é a continuação natural - e muito bem-vinda - daquela experiência que encantou o mundo em 2019.
NBA 2K27 melhora onde importa, mas continua preso aos velhos vícios da franquia; confira a análise completa!
Marvel's Wolverine necessário. Para a geração atual. Simples, direto, divertido. Afinal, nem todo jogo precisa ser super complexo.
EA Sports College Football 27 chega ao terceiro ano dessa nova fase da franquia com um desafio diferente.
EA Sports F1 25 é um dos melhores jogos da série produzidos pela Codemasters nos últimos anos, mas ainda derrapa em alguns detalhes.
Novo RPG dos ex-desenvolvedores de The Witcher acerta no combate e na ambientação