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The Division 2: Battle for Brooklyn é um retorno caprichado às origens

Sete anos depois, expansão Battle for Brooklyn mostra que The Division 2 ainda pode ser um jogo bem divertido

The Division 2: Battle for Brooklyn é um retorno caprichado às origens

The Division 2, mesmo tanto tempo depois de seu lançamento, recebeu uma grande e relevante atualização. Após  anos explorando as ruas de Washington, a Ubisoft nos convida a voltar à Nova York com o DLC Battle for Brooklyn, uma expansão que pode até não ser grandiosa em escala, mas acerta em cheio na atmosfera, no ritmo da campanha e na forma como resgata o melhor do universo de The Division.

Logo de cara, o que mais impressiona é o visual. Ambientado em bairros icônicos como Brooklyn Heights e DUMBO, o conteúdo oferece uma paleta de cores outonais, ruas cobertas de folhas secas e uma neblina que dá todo um charme cinematográfico à experiência. É um cenário que traz aquele gostinho do primeiro Division, mas com mais refinamento técnico e uma direção de arte que sabe usar a melancolia urbana como pano de fundo perfeito para o caos.

A campanha principal tem cerca de quatro a seis horas de duração, e isso pode parecer pouco, mas é um dos pontos fortes da expansão. A estrutura linear permite que o jogo foque no essencial, evitando o excesso de missões repetitivas ou enrolação desnecessária. Missões como Breaking Point mostram o quanto a equipe de design está afiada: elas são bem dirigidas, com setpieces interessantes e um equilíbrio certeiro entre tiroteio, movimentação e narrativa.

O combate, aliás, ficou mais estratégico. Uma das principais novidades é o retorno do sistema Smart Cover, agora redesenhado para oferecer bônus ofensivos e defensivos que incentivam uma abordagem mais pensada, menos “Rambo”. Some isso a inimigos equipados com armas como o lança-chamas roxo corrosivo da facção Cleaners — que aplica debuffs persistentes — e você tem um gameplay que exige adaptação constante. A verticalidade dos mapas também é bem aproveitada, criando confrontos que desafiam mais do que simplesmente mirar e atirar.

Além da campanha, o DLC oferece um ótimo incentivo à exploração: a volta dos misteriosos Hunters, agora com oito novas máscaras colecionáveis espalhadas por Brooklyn. As primeiras quatro já foram descobertas pela comunidade, e exigem resolução de puzzles bem bolados, o que deve garantir um bom tempo de jogo adicional para quem gosta de vasculhar cada canto do mapa. É um conteúdo secundário bem integrado, que complementa a experiência sem parecer enfiado à força.

Battle for Brooklyn: vale a pena

É claro que nem tudo é perfeito. A escala do mapa é mais contida do que a vista em Warlords of New York, o que pode decepcionar quem esperava algo do mesmo tamanho ou até mesmo maior. Além disso, fora a coleta das máscaras, o conteúdo pós-campanha é relativamente limitado, com foco em repetição de desafios e rejogabilidade voltada aos mais dedicados.

Mas levando em conta o preço de lançamento (R$ 75) e a qualidade geral do conteúdo, Battle for Brooklyn acerta mais do que erra. Ele funciona como uma espécie de “epílogo de luxo” para o ano 7 do jogo, trazendo uma boa dose de nostalgia para os veteranos e mecânicas renovadas que fazem valer a pena a volta.

Não é uma revolução, mas é uma atualização com identidade, com alma — e, acima de tudo, com respeito ao que tornou The Division tão marcante para tanta gente. Um retorno às raízes que mostra que, mesmo sete anos depois, The Division 2 ainda tem muito a dizer. E pode ser uma nova experiência bem legal também para quem ainda não teve a oportunidade de jogá-lo.

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foto do author do artigo Thiago Barros

Thiago Barros

Editor-Chefe

Dez anos de MeuPlayStation, 18 de jornalismo e produção de conteúdo. Muitas histórias para contar e muitos jogos para jogar!

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