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A Lei Geral do Esporte (nº 14.597/2023) é a principal responsável por uma complexa questão jurídica envolvendo atletas no Brasil
Mais cedo nesta quarta-feira (15), o insider “billbil-kun”, conhecido pelo alto índice de acertos nos line-ups do PS Plus, revelou três jogos que devem chegar aos planos Extra e Deluxe em abril. Um deles é Football Manager 26, que, infelizmente, não deve estar disponível no Brasil. A dúvida que surge é: por que o jogo não chega por aqui?
A franquia Football Manager não é comercializada no país desde a versão de 2017. O principal motivo envolve o licenciamento de atletas que atuam no Brasil. De acordo com a Lei Geral do Esporte (nº 14.597/2023), desenvolvedoras e editoras precisam negociar individualmente os direitos de imagem de cada jogador. Isso é diferente de outros mercados, onde esses direitos costumam ser incluídos em acordos coletivos com clubes ou ligas.
Esse cenário já impactou outros jogos de futebol, como eFootball (antigo PES) e EA Sports FC (antigo FIFA). No entanto, enquanto algumas empresas optaram por adaptar seus conteúdos, a Sports Interactive e a SEGA decidiram não comercializar Football Manager no Brasil.
A decisão também passa por segurança jurídica. O histórico de ações judiciais no país pesa na conta, já que jogadores brasileiros já chegaram a processar a EA por uso indevido de imagem em jogos da franquia FIFA. Diante disso, evitar o mercado brasileiro acaba sendo uma escolha mais segura para a SEGA.
Não dá para saber se a SEGA mudará essa estratégia no futuro. Isso dependeria de uma mudança significativa na forma como os direitos de imagem são tratados no Brasil, seja por uma nova mentalidade dos clubes ou pelo fortalecimento de ligas que passem a negociar coletivamente esses direitos. No cenário atual, no entanto, as chances de isso acontecer são praticamente nulas, já que qualquer retorno exigiria uma operação extremamente complexa, com negociações individuais envolvendo centenas de atletas.
Só a Série A do Campeonato Brasileiro conta com 20 clubes e cerca de 663 jogadores, segundo dados do Transfermarkt. Ou seja, seriam centenas de contratos distintos, com valores variados, o que tornaria todo o processo caro e trabalhoso.
E você, sente falta de Football Manager no Brasil? Jogaria novamente se a franquia voltasse a ser vendida por aqui?
Via: Meidali (YouTube)
Fonte: GZH
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