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A Housemarque finalmente parece um verdadeiro estúdio first-party da PlayStation após o lançamento de Saros.
A Housemarque finalmente parece um verdadeiro estúdio first-party da PlayStation após o lançamento de Saros. Adquirida pela Sony em 2021, a desenvolvedora finlandesa passou por uma transformação significativa nos últimos anos, ampliando consideravelmente sua estrutura e suas ambições.
Durante a produção de Nex Machina, em 2017, a equipe era formada por cerca de 40 a 50 profissionais. Hoje, aproximadamente 120 pessoas trabalham em um único projeto do estúdio. Segundo o cofundador e diretor Ilari Kuittinen, em entrevista ao The Game Business Show, esse crescimento exigiu uma grande adaptação interna para que a empresa aprendesse a lidar com produções maiores e mais complexas.
A expansão da equipe também trouxe desafios. Kuittinen revelou que houve alguns choques culturais com a chegada de profissionais vindos de empresas muito maiores, algumas delas com milhares de funcionários. O processo, no entanto, ajudou a Housemarque a evoluir sua forma de organização e desenvolvimento.
Conhecida por criar experiências de nicho que misturam ação em terceira pessoa, mecânicas bullet hell e elementos roguelite, como em Returnal e Saros, a desenvolvedora pretende continuar explorando novas ideias. O estúdio vê a trajetória da FromSoftware como inspiração. Ela já saiu de produções mais restritas, como King’s Field, para se transformar em um fenômeno global graças ao sucesso de Elden Ring, que já ultrapassou a marca de 30 milhões de unidades vendidas.
A Housemarque acredita que pode seguir um caminho semelhante, crescendo enquanto apresenta ao público o que chama de “bullet ballet”, um estado de fluidez, intensidade e imersão que se tornou uma das marcas registradas de seus jogos. Apesar de Saros ter recebido avaliações positivas após seu lançamento em abril, o desempenho comercial inicial não correspondeu às expectativas. Ainda assim, o diretor de marca Mikael Haveri destacou que Returnal também levou tempo para conquistar sua audiência e ganhar força entre os jogadores.
Por isso, o foco do estúdio está em continuar aprimorando Saros por meio de atualizações e novos conteúdos baseados no feedback da comunidade. Ao mesmo tempo, a Housemarque já olha para o futuro e acredita que seus próximos projetos poderão explorar novas oportunidades criativas, sem necessariamente exigir a mesma escala de produção adotada em Saros.
Fonte: Eurogamer
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