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Em um ano, você talvez não possa mais comprar Funko Pop

A Funko, fabricante dos populares bonecos Funko Pop, atravessa um dos momentos mais delicados de sua história

Em um ano, você talvez não possa mais comprar Funko Pop

A Funko, fabricante dos populares bonecos Funko Pop, atravessa um dos momentos mais delicados de sua história e reconheceu a possibilidade de não conseguir manter suas operações nos próximos 12 meses. A empresa reportou um prejuízo líquido de aproximadamente US$ 1 milhão no último trimestre e acumulou perda de US$ 68,1 milhões ao longo dos nove primeiros meses do ano. Além disso, a companhia possui uma dívida estimada em US$ 215 milhões.

Os dados constam do mais recente documento enviado à SEC, órgão regulador do mercado financeiro nos Estados Unidos. No relatório, a empresa afirma que a queda nas vendas superou a redução de custos operacionais, afetando diretamente o fluxo de caixa. A Funko também aponta que tarifas impostas pelo governo norte-americano durante a gestão Donald Trump e um cenário de varejo cada vez mais desafiador contribuíram para o declínio.

Apesar de ainda ocupar prateleiras de lojas de cultura pop em todo o mundo, a marca admite que existe “dúvida substancial” sobre sua capacidade de continuar funcionando sem novas fontes de financiamento.

Como tentativa de reverter o cenário, a Funko estuda “alternativas estratégicas”, entre elas obter novos investidores, focar em linhas menores — como as miniaturas Bitty Pops e itens vendidos em caixas-surpresa — e até considerar a venda da empresa. “Nosso conselho iniciou um processo formal para avaliar opções, incluindo um possível negócio de aquisição”, diz o documento. Não há prazo definido para a conclusão dessa análise.

Novo CEO da Funko demonstra confiança

Mesmo diante do risco de insolvência, o CEO Josh Simon tenta demonstrar confiança. Ele assumiu o cargo há cerca de dois meses e afirma enxergar potencial para recuperação. “Já ficou claro o quão forte é a marca Funko e como ainda há espaço para crescer”, declarou.

A empresa destaca que suas franquias mais vendidas incluem One Piece, Stranger Things, Hello Kitty, Marvel, Pokémon e Harry Potter. Entretanto, o interesse do público por colecionáveis plásticos tem diminuído, e o excesso de estoque continua sendo um problema desde o ano passado — quando a Funko chegou a destruir toneladas de produtos para reduzir custos de armazenamento.

Se não conseguir novos aportes financeiros, uma venda ou outros tipos de acordo, a companhia admite que pode não ter caixa suficiente para manter suas operações até o fim do próximo ano, colocando em risco um dos símbolos mais populares da cultura geek na última década.

Fonte: Dexerto

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Thiago Barros

Editor-Chefe

Dez anos de MeuPlayStation, 18 de jornalismo e produção de conteúdo. Muitas histórias para contar e muitos jogos para jogar!

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