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No modo online, os jogadores poderiam formar clubes, segundo Jeff Ross
Segundo Jeff Ross, ex-SIE Bend Studio, Days Gone 2 contaria com um modo online cooperativo e recursos não implementados no antecessor. O investimento e a alta demanda de contratações podem ter sido um fator que levou a Sony a negar a produção da sequência. O estado oficial do game segue um mistério.
Atualmente, Ross trabalha na NetherRealm Studios, mas com tudo o que foi descoberto recentemente envolvendo a relação da Sony com seus estúdios, o produtor recebeu um convite para participar de uma transmissão ao lado de David Jaffe, criador de God of War.
No bate-papo, o diretor revelou que a ideia era implementar o modo online coop desde o primeiro game, mas precisou cortá-lo. Além disso, o conteúdo seria secundário em Days Gone 2, não afetando a narrativa.
Seria um modo secundário, se fizéssemos no primeiro ou até no segundo (jogo). Não teria complicado a narrativa principal… porque é onde somos bons. Esse era o forte do primeiro título, então construíriamos algo nessa linha para fazê-lo ainda melhor.
Ross ainda detalhou como se daria o tal multiplayer. De acordo com o dev, a ideia era que os gamers construíssem um “clube ou algo similar”, para tentarem sobreviver.
Pegue esse mundo que você construiu, todos os assets e sistemas, e então, os coloque em uma temática multiplayer daquele universo. Então, seria caras como Deacon tentando sobreviver, ao construírem um clube ou algo similar. Acho que seria legal estar nesse mundo cooperativo e ver as batalhas contra as hordas.
Oficialmente, não existem detalhes sobre os bastidores da recusa de Days Gone 2, por isso, o diretor seguiu a linha discreta da PlayStation ao tratar sobre o assunto. Segundo ele, o alto investimento pode ter sido uma das barreiras que fizeram a gigante japonesa agir de tal forma ao lidar com a sequência.
Quando o desenvolvimento de Days Gone começou, éramos apenas 45 pessoas. A pergunta era: como vamos fazer um jogo de mundo aberto com apenas 45 funcionários? A resposta, obviamente, foi a contratação de mais devs e contávamos com 120 profissionais.
O orçamento final na produção de Days Gone foi muito maior que o divulgado. Esse valor, supostamente, seria o ponto de partida para o desenvolvimento da continuação.
Segundo o diretor, Days Gone 2 pode ter sido recusado, pois a Sony não possui o mesmo poder de investimento da Microsoft no desenvolvimento de jogos. A sobrevivência do PlayStation a cada geração depende da receita de seus exclusivos, por isso, a empresa precisa agir de forma cirúrgica ao abraçar qualquer projeto. Entenda mais aqui.
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