Tudo sobre Marvel’s Wolverine que foi revelado na SDCC
Confira 13 detalhes de Marvel's Wolverine, que foram revelados na San Diego Comic-Con
Expansão funciona como prólogo e mostra de forma poética e madura como se desenrolou o incidente em Beira D
Após completar exatamente um ano de vida, Still Wakes the Deep, aclamado jogo de terror da Secret Mode, recebe seu primeiro DLC. O conteúdo pago chega como um complemento da história original, expandindo consideravelmente o universo cósmico.
Siren’s Rest funciona como um epílogo e mostra como foi a repercussão do incidente em Beira D dez anos após a luta de Cameron “Caz” McLear pela sobrevivência. E o que já era emocionante ficou ainda melhor — de muitas maneiras.
A expansão pode não ser longa ou inovadora, mas é suficiente e respeita absolutamente tudo que foi apresentado por Still Wakes the Deep. Mas agora, os jogadores devem enfrentar um ambiente tão lindo quanto hostil: o oceano.
Liderando uma expedição de mergulho em direção aos destroços da Beira D, Mhairi está motivada. A todo custo, ela busca encontrar pistas sobre o que de fato ocorreu no Mar do Norte e porque a enorme plataforma petrolífera desapareceu.
Com o objetivo de dar respostas às famílias que estão de luto há dez anos, Mhairi deixa o sino e parte para recuperar os restos de uma grande tripulação. E acompanhada apenas por voz por seu parceiro, Rob, ela busca conforto ao saber que não está só na escuridão.

Tudo muda quando o túmulo silencioso desperta. Há algo de muito estranho debaixo do oceano… algo que mesmo as maiores forças da natureza não foram capazes de destruir. E isso está indo rapidamente ao seu encontro.
Siren’s Rest é uma expansão epílogo de Still Wakes the Deep. O DLC mantém a essência do jogo base, mas leva a protagonista para uma nova região. Agora, não exploramos mais a superfície da plataforma, e sim os destroços nas profundezas.

Com essa mudança, algumas mecânicas de jogo sofrem alterações bruscas. O game consistia mais em caminhadas, corridas e seções de furtividade — e a expansão passa a adotar o nado como fundamento de mobilidade.
Esse novo conceito também chama a atenção pelos visuais impressionantes. O oceano em Siren’s Rest é simplesmente assustador, hipnotizante e belíssimo. Parabéns à Secret Mode por criar uma ambientação digna da atual geração de consoles.

Enquanto isso, o tempo de campanha é ligeiramente reduzido. Explorando bem, Still Wakes the Deep se completa em 5h a 6h; já o DLC leva até 3h para ser finalizado 100% — contando coletáveis e easter eggs.
Por se passar no ápice do incidente, Still Wakes the Deep tem ameaças mais visíveis. Já Siren’s Rest é mais sobre a criação de uma atmosfera, pois o silêncio e a escuridão das profundezas são os elementos que mais assombram.
Ao longo da campanha, Mhairi deve atravessar destroços tendo cuidado com o chamado “cordão umbilical”. Esse recurso funciona como um elemento metafórico e palpável ao mesmo tempo, sendo o meio que garante ar e comunicação.

Como o DLC é movido por narrativa, algumas seções exigem que os jogadores passem um tempo sem esse tubo. Assim, as ações devem ser realizadas com maior agilidade, apesar do tempo oferecido ser bastante generoso.
Outro ponto elogiável nesse aspecto diz respeito ao sistema de som. A expansão de Still Wakes the Deep conta com uma excelente trilha sonora ambiental. Excelente mesmo. Aliada ao áudio dos cenários, ela garante uma imersão raramente vista em jogos de terror.

Os visuais da expansão também contribuem consideravelmente. Efeitos, partículas, sombras, física e modelagem de objetos são realmente impecáveis — excetuando alguns bugs visuais e quedas de FPS que ocorrem vez ou outra.
Para atravessar os escombros, Mhairi conta com ferramentas que adicionam mais camadas de complexidade ao gameplay. Os puzzles narrativos exigem o uso de um maçarico para cortar detritos, uma câmera para registrar anomalias e sinalizadores.

Assim como no jogo base, todos os comandos são intuitivos e não estão vinculados a qualquer tipo de gerenciamento de inventário. Still Wakes the Deep: Siren’s Rest é um jogo de terror narrativo, com interface minimizada ao máximo e progressão bastante linear.
Fãs de cinema se familiarizarão com a estética de Still Wakes the Deep: Siren’s Rest. Todos os elementos funcionam muito bem como cinematografia, chegando a surpreender mesmo os mais céticos sobre a separação das esferas.
Como jogo de videogame, o DLC é simples no que se propõe, mas como arte, chega a ser absurdo. Trilha sonora, paisagismo, dublagem, coesão narrativa, montagem, visuais e ritmo — juntos eles criam a fórmula perfeita de uma experiência audiovisual.

A localização em português para menus e textos também ajuda, assim como recursos de acessibilidade como filtros gráficos e um modo de dificuldade sem maiores desafios. Porém, jogar no normal lhe garante uma aventura adequada, justa e imersiva.
Fora a emoção… quem se sentiu contemplado em Still Wakes the Deep será capturado pela mesma sensação em Siren’s Rest. A abordagem humana é profunda, com finais dignos de reflexões válidas e de questionamentos sobre absolutamente tudo.
Siren’s Rest é um excelente conteúdo complementar, um DLC que vale a pena cada centavo, especialmente se você curtiu Still Wakes the Deep e já sabe o que esperar de uma expansão.
Porém, aqui vamos além: o prólogo conta com uma ótima qualidade geral, mandando bem em todos os aspectos cruciais para fãs de cinemas e para quem acompanha experiências focadas em narrativa.

A construção do terror não se dá de forma convencional, mas funciona muito bem — tudo graças ao ótimo trabalho técnico dos devs. Mas lembre-se: você deve enfrentar algumas inconsistências de bugs gráficos, quedas de FPS e tempos de carregamento.
O DLC já está disponível na PS Store e garante que você tenha uma nova perspectiva não apenas sobre os eventos em Beira D, mas sobre o amadurecimento do horror cósmico como um todo.
Mais em Especiais
Confira 13 detalhes de Marvel's Wolverine, que foram revelados na San Diego Comic-Con
Com o lançamento e o beta aberto chegando, Sony e Arc System Works dão dicas para iniciantes
Listamos 10 recursos que a PS Store poderia implementar para melhorar ainda mais a experiência do usuário
Wolverine, GTA VI, Phantom Blade Zero e mais lançamentos ainda em 2026
Diretor do game compartilhou mais detalhes sobre o lançamento da versão 1.0
Endless Ragnarök promete ainda mais horas de conteúdo para Relink
Nekome: Nazi Hunter é um tanto quanto preocupante
Clive Barker's Hellraiser: Revival aposta em terror psicológico, gore e sobrevivência do início ao fim
O novo jogo da Arc System Works combina combates acessíveis com mecânicas cheias de profundidade
A proposta de tratar dinossauros como animais selvagens, e não como monstros, é o grande diferencial de The Lost Wild