Saros: o que significa o nome do próximo game da Housemarque?
Novo game dos criadores de Returnal está recheado de mistérios
Recém-anunciado pela Housemarque, Saros é um título exclusivo de PS5 programado para chegar em 2026. Seu trailer chamou a atenção dos fãs de Returnal, especialmente por conter algumas referências, como o conceito visual e a proposta cósmica.
Mas você já ouviu falar do nome “saros”? Não, não é algo relacionado a vilão de filme ou qualquer coisa que o valha; é um ciclo astronômico que acontece a cada 18 anos, 11 dias e 8 horas — ou, pra ser exato, 6.585,32 dias.
Esse período é tipo um relógio do universo: quando ele “toca”, eclipses solares e lunares voltam a acontecer quase do mesmo jeito. E o mais impressionante? Ele já era usado há milhares de anos pra prever esses eventos no céu.
A origem do saros
A história do saros começa na antiga Babilônia, com um povo que vivia de olho nas estrelas. Eles chamavam esse ciclo de “sāru”, ou “um monte” na língua deles, e usavam pra organizar o caos dos eclipses.
Séculos depois, em 1686, o astrônomo inglês Edmond Halley deu uma renovada no nome. Ele pegou a ideia de um dicionário bizantino, o Suda, que falava de um ciclo dos caldeus, e o transformou na chave pra entender quando o Sol, a Lua e a Terra estarão juntos.
Na prática, o saros é um espetáculo com regras próprias. Um eclipse solar atual, por exemplo, volta daqui a 18 anos e uns dias, mas aparece em outro canto do planeta, cerca de 120° mais para o oeste.
Fonte: Reprodução
Já os lunares podem até aparecer no mesmo lugar, caso você tiver sorte de ver a Lua no céu. É por causa desse padrão que astrônomos, desde a antiguidade, conseguem dizer: “Olha, dia X vai ter eclipse!”
E como isso funciona? O saros junta três ciclos da Lua: o das fases, o da órbita em relação ao Sol e o da distância da Terra. Quando esses três alinham, haverá um eclipse. Não é à toa que até hoje os cientistas usam pra planejar observações.
Por via de curiosidade, o próximo saros completo está logo ali, e os fãs de astronomia já estão de olho no céu. Pra 2025, anote: dia 29 de março tem eclipse solar parcial visível em partes do Brasil. Não é o ciclo inteiro, mas já é algo que vale a pena observar.
E qual a relação do saros com o próximo jogo da Housemarque?
Em Saros, você controla Arjun Devraj, um Soltari Enforcer que deve explorar o planeta Carcosa, uma colônia perdida sob o peso de um eclipse sem precedentes. Esse conceito já reforça a ideia do evento cósmico, podendo oferecer pistas da narrativa e da mecânica.
No game, cada morte de Arjun remodela o mundo. Isso já lembra o ciclo do saros na vida real, onde os alinhamentos de Sol, Lua e Terra se repetem com pequenas mudanças. No jogo, o eclipse que ameaça Carcosa poderia seguir um padrão parecido, como se o planeta estivesse preso num “saros cósmico” próprio.
A cada vez que Arjun morre, o eclipse avança ou recua um pouco, alterando o terreno, os inimigos e até as pistas sobre o que ele procura. É como se o evento fosse uma espécie de maestro invisível dessa dança entre morte e renascimento, guiando o caos que Arjun enfrenta.
Fonte: Housemarque
Enquanto isso, na história, ele poderia ser um mistério antigo que os Soltari, a facção de Arjun, tentaram dominar. Talvez essa colônia perdida tenha sido abandonada por mexer com forças além do controle — tentar usar o ciclo do eclipse pra algo grandioso, mas deu tudo errado.
Arjun, então, chega pra buscar respostas: quem ele procura (um amigo, um familiar?) pode estar ligado a esse experimento fracassado. Nesse ponto, o eclipse não seria algo apenas puramente visual; ele é o gatilho que bagunça Carcosa, trazendo monstros e mudando tudo a cada “ciclo de morte”.
Já na jogabilidade, o saros poderia dar um toque único ao estilo roguelite da Housemarque. Diferente de Returnal, onde você recomeçava do zero, em Saros suas mortes te deixam mais forte com upgrades permanentes.
Fonte: Housemarque
Isso casa com a ideia do evento: cada ciclo traz uma repetição, mas com um twist. Talvez a cada 18 mortes (um número simbólico), o eclipse atinge um pico, liberando um chefão ou revelando um pedaço chave da história. O mundo remodelado reflete o avanço desse ciclo, com áreas novas abrindo ou antigos caminhos se fechando e te forçando a adaptar sua estratégia.
E o nome “Saros” pro jogo? Não é coincidência. Além de soar atraente, ele amarra a ideia astronômica e cíclica à que Arjun vive. O eclipse nefasto é o vilão silencioso, e o saros é o ritmo que dá vida àquele planeta hostil.
Vale lembrar que essas são apenas meras especulações baseadas na origem da palavra. Dessa forma, elas podem se concretizar no futuro, ou não.
E o que você acha? Faz sentido essa teoria sobre o game? Comente!
Fã de jogos de terror e desbravador de soulslike vez ou outra. Consegui me livrar de FIFA por motivos pessoais (ruindade) e hoje me sinto uma pessoa melhor. Também curto platinas, mas não vou atrás de algo que me tira do sério.
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