Wolverine: o personagem perfeito para um jogo de PlayStation 5
Poucos personagens representam os X-Men tão imediatamente quanto Wolverine, e ele agora tem um grande jogo no PS5.
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Corria o ano de 1994, a indústria dos jogos eletrônicos estava indo de vento em popa com amplo domínio das gigantes Nintendo e SEGA. Os Os consoles 16-bits produzidos por elas eram considerados, até o momento, o auge dos video games e qualquer empresa que cultivasse o desejo de adentrar neste competitivo mercado deveria pensar com cautela, afinal degladiar-se com Mário e Sonic não seria algo trivial, mas a Sony aceitou os desafios e todos os riscos inerentes, sendo muito bem recompensada na futuro.
PlayStation 1 (1994/95 – 2000)
Para a produção do PlayStation 1, a Sony firmou uma parceria com a Nintendo, justamente visando a facilitação da entrada no comércio. Entretanto, não demorou muito para que os desentendimentos entre companhias japonesas começassem a surgir.
A Sony apostava no CD como mídia de armazenamento, que além de permitir uma quantidade maior de espaço, possibilitaria a criação de melhores jogos. Por sua vez, a conservadora Nintendo estava cética quanto ao novo recurso e afirmava que ainda era cedo para abandonar os tradicionais cartuchos.
Estes e outros atritos contribuíram para que houvesse uma ruptura entre as empresas e a promissora parceria chegou ao fim, para tristeza de muitos.
A imagem acima ilustra o que poderia ser o primeiro protótipo, fruto da parceria entre Sony e Nintendo. Basicamente seria um Super-Nintendo com CD's.
Com a tecnologia nas mãos, mas sem um comprador em potencial, a Sony assumiu os riscos e decidiu levar o projeto até o fim. O resultado foi a chegada do PS1 no oriente em 1994, enquanto no ocidente chegou em setembro de 1995.
A geração 32-bits inaugurava-se com o ingresso de mais um console japonês no mercado, revolucionando para sempre os rumos da indústria dos jogos.
Conhecido como "PSOne" ou "PSX", o video game superou as expectativas de vendas, conquistando jogadores e desenvolvedores. As principais novidades trazidas eram: gráficos em 3D, memory card e o DualShock (posteriormente).
(PS1, PSOne, PSX, muitos nomes e um sentimento: paixão)
O "cartão de memória" se transformou em um acessório fundamental para os gamers, devido à capacidade de armazenamento de saves em um item portátil. Já o controle DualShock influenciou todas as empresas e seus respectivos consoles, desde o Gamecube até os próprios Xbox atuais. A estrutura ergonômica e silenciosa possibilitava um alto desempenho para os verdadeiros players.
Com exclusivos como Final Fantasy VII (o qual será remasterizado para a nova geração), Final Fantasy VIII e Metal Gear, o PlayStation 1 foi o grande vencedor da batalha de consoles contra o Nintendo 64 (videogame produzido pela antiga parceira). No ano 2000, era chegado o tempo de um sucessor à altura: o PlayStation 2.
(Metal Gear Solid 1 é um dos maiores títulos exclusivos do PlayStation 1)
PlayStation 2 (2000 – 2006)
Já consolidada no mercado internacional com o sucesso obtido com o primeiro videogame, a Sony ingressou na sexta geração de jogos com o PlayStation 2. O novo produto era ambicioso: além de rodar jogos, tinha a capacidade de reproduzir DVD's e dava os primeiros passos para criação de uma plataforma online de jogos.
A empresa nipônica, antes novata no ramo, agora era monopolizadora das ações comerciais na virada do milênio. Aproveitando-se da dificuldade do mau desempenho do GameCube e do Dreamcast, a Sony investiu pesado em seu video game confirmando a hegemonia na indústria. GTA: San Andreas, Gran Turismo, Tomb Raider, God of War 1 e 2 são exemplos de jogos que tiveram altos números de vendas.
(A primeira versão do PlayStation 2 e a versão slim, respectivamente)
Era unânime a opinião das produtoras: o console da Sony era fácil de se trabalhar, isso garantiu a enorme abrangência de títulos a serem produzidos para ele. Tanto é que o PS2 obteve lançamentos até 2013, sendo que a sua geração tinha "chegado ao fim" em 2008. O videogame atingiu um outro efeito incrível: entrou no Guiness Book – Livro dos Recordes – como o console de mesa mais vendido da história.
PlayStation 3 (2006/07 – 2014)
Iniciada no final de 2005, a sétima geração de video games foi caracterizada como a mais disputada entre as empresas. Nintendo Wii, Xbox 360 e PlayStation 3 foram os participantes desta disputa econômica.
O PS3 chegou ao mercado com um objetivo árduo: manter o mesmo nível de sucesso de seu antecessor. Para alcançar tal meta, trouxe uma plataforma online gratuita, a PlayStation Network, possibilitando interação entre os gamers de todo o mundo através de jogos multiplayer. A adoção da mídia Blu-Ray também elevou o patamar dos gráficos, gerando títulos com uma beleza visual jamais vista, além de manter a ideia de um aparelho multimída.
(PlayStation 3 tradicional, versão Slim e Super Slim, da esquerda para a direita)
Foi devido a tantas evoluções que o console se tornou o mais caro, até aquele momento, daquela geração. Nos Estados Unidos, o video game chegou a custar até 600 doláres. Ao contrário de seu precursor, o início do PS3 foi difícil. O lançamento tardio e o preço alto fizeram com que ele ficasse em último nas vendas do ocidente.
Aliados aos erros estratégicos da própria Sony, os rivais agora estavam substancialmente mais fortes e com excelentes propostas. A casa do Mário trouxe seu Wii, enquanto a Microsoft se fazia presente com o acessível e eficiente Xbox 360.
A Nintendo voltou a brilhar, oferecendo ao público um produto extremamente familiar, de fácil acesso e divertido. O aparelho liderou com folga as vendas e se tornou bastante popular.
A Microsoft, após ter obtido experiência com o primeiro Xbox (2001), trouxe o Xbox 360. Um console acessível aos desenvolvedores, com boa infraestrutura de rede e boas perspectivas.
A vida da Sony, outrora fácil, naquele momento estava delicada. O seu PS3, apesar de poderoso, não era muito amigável aos desenvolvedores. Muitos chegaram a afirmar que trabalhar com o processador Cell era um martírio. O jogo parecia ter virado.
Mas, no ano de 2008, as nuvens começaram a se distanciar dos céus da Sony. Exclusivos de grande impacto como: Metal Gear Solid 4, inFamous, Uncharted, Little Big Planet, Killzone 2 e Resistance 2 começavam a despontar no horizonte e finalmente começam a dar novas perspectivas a plataforma.
Na medida em que os jogos eram lançados, aliados a redução no preço, o PlayStation 3 ia reconquistando o espaço perdido e novamente voltava a ter papel de destaque.
Foi somente em 2013 que o console assumiu a segunda posição global de vendas, recuperando o prestígio da Sony na indústria de video games.
No final, a corrida pela sétima geração ficou da seguinte forma:
(Os principais exclusivos do PS3)
Mesmo com tropeços no começo, como o anúncio do The Last Guardian (que só veio a se tornar real neste ano de 2015), e também com o PS Move, o console ainda manteve o bom retrospecto. Isso muito se deve aos exclusivos, que fecharam a sétima geração com chave de ouro. Por sinal, no final da 7º geração já tinhamos jogos formidáveis como: God of War 3, Uncharted 2/3, The Last of Us, Gran Turismo 6, etc, que ajudaram na retomada do aparelho.
PlayStation 4 (2013 – ?)
Atualmente, encontramo-nos na oitava geração. Novamente, os protagonistas são as empresas Sony, com o PlayStation 4, a Microsoft, com o Xbox One e Nintendo com o Wii U. As novidades de ambos os consoles restringem-se, por enquanto, em novas escalas gráficas tornando a experiência de jogos mais realista
O PS4, composto por dois módulos quad-core Jaguar, possui uma capacidade de processamento de dados 10 vezes maior de que seu antecessor, garantindo um alto desempenho na reprodução de jogos como também o uso para o acesso à internet e demais recursos. O destaque fica também para o modo "suspenso", permitindo que o videogame economize energia mesmo baixando atualizações, jogos e possibilitando a retomada da jogatina de onde foi pausado.
Além de exclusivos de alta qualidade, como inFAMOUS: Second Son, Horizon: Zero Dawn, Bloodborne, Uncharted 4, The Last Guardian, etc um novo acessório exclusivo poderá se tornar um divisor de águas na disputa desta geração: a realidade virtual.
A Sony anunciou o "Project Morpheus" em março de 2014, um visor de reprodução de 1080p com 90º de visão. Recentemente, a empresa japonesa afirmou que o nome oficial do acessório é "PlayStation VR".
A novidade fica também por conta do novo formato do controle, o DualShock 4, em que trouxe o touchpad e funções de compartilhamento de vídeos e imagens em redes sociais, além de sistemas online como o PlayStation Now e a PlayGo.
O PlayStation 4 lidera as vendas mundiais pelo oitavo mês e tem agradado aos gamers pelo desempenho e, claro, pelos exclusivos já lançados e pelas promessas vindouras. Como o próprio slogan da Sony diz, o Play é para os verdadeiros Players.
E você, quais são suas considerações sobre a trajetória da marca PlayStation até o momento? Gostou de todos?
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