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Vice-presidente comentou sobre a realidade brasileira do desenvolvimento de jogos
Criada em 2004 por um grupo de empresas de desenvolvimento, a Abragames, Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Games, surgiu como uma entidade sem fins lucrativos e com o objetivo de fortalecer a indústria nacional de desenvolvimento de jogos. A instituição traz olhares e análises sobre os videogames no território do Brasil e comentou sobre as últimas tendências.
Em uma entrevista com o MeuPlayStation, Luiza Guerreiro, vice-presidente da Abragames, falou sobre a realidade virtual, o uso da inteligência artificial e como o Brasil deixou de ser uma promessa do cenário na criação de videogames para se tornar uma realidade moderna.

Para a Abragames, os videogames “são cultura e também inovação”. Esse ambiente tecnológico sempre foi um lugar para testar novidades, como é o caso de projetos que estão mesclando a realidade virtual com o uso da IA generativa.
Eu fico feliz em ver que o nosso mercado brasileiro não está para trás. Estou próxima de várias delegações e a palavra-chave para os nossos estúdios é: “criatividade”. Ou seja, a tecnologia tem sido aliada à inovação.
Claro que o Brasil ainda passa por alguns desafios, como acesso ao hardware. O país não conta com um um cenário robusto de desenvolvimento dos periféricos, embora tenha dado passos importantes como a matéria presente na área da educação e na divulgação de grandes mídias.

O acessório de realidade virtual da Sony possui um grande papel nesta divulgação em massa. Segundo a Luiza, o pioneirismo da empresa japonesa em um console de mesa que se torna mais prático para o usuário faz com que mais pessoas tenham interesse pela tecnologia.
A evolução do periférico é nítida também. Desde o primeiro modelo até o mais atual dá para perceber um crescimento, ainda mais pela melhoria de usabilidade. “No momento que o hardware oferece mais liberdade, o gameplay usa disso também para dar ao jogador mais opções”, ela reforçou.
Cada vez que o hardware dá uma melhorada, o software precisa acompanhar. E isso vai diminuindo as barreiras do que antes era impossível.
Dá para notar essa evolução e a produção de conteúdo focado nesta área por meio de estúdios como ARVORE (The Boys: Trigger Warning), VrMonkey (The Midnight Walk), Leafbone e United Games, como mencionados pela Luiza.

A visão do cenário é positiva. Segundo a Abragames, o mercado latino-americano ainda está em ascensão e em crescimento, um movimento diferente do restante do mundo.
Os desafios ainda são reais pois o Brasil não é um país consumidor de tecnologia de ponta, mas as expectativas é de “saltos exponenciais” para a realidade de desenvolvimento.
Hoje já trabalhamos pensando no mercado internacional. Os estúdios não fazem somente para a realidade brasileira, mas possuem este reconhecimento. Não devemos enxergar como uma crítica, mas como um espaço para desenvolvimento e crescimento em um mercado que está saturado.

Entrevista concedida ao MeuPlayStation durante a gamescom latam 2026.
Fonte: Abragames
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