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Capcom tem meta ambiciosa de crescimento, com objetivo de atingir 100 milhões de unidades vendidas por ano.
A Capcom vive uma fase rara até para padrões japoneses de consistência. A empresa alcançou seu 12º ano seguido de crescimento no lucro operacional e segue ampliando sua presença global, mas o ponto mais interessante do novo relatório financeiro está no direcionamento claro para o mercado de PC.
Segundo o CEO Kenzo Tsujimoto, a plataforma deve assumir um papel ainda mais dominante nos próximos anos. “Acredito que o PC vai se estabelecer ainda mais como a principal plataforma de jogos no mundo”, afirmou. Não é exatamente uma previsão ousada, mas vindo de quem lucra bilhões com isso, dá um certo peso.
A empresa já vem fortalecendo sua atuação no PC há anos, e os números ajudam a explicar o porquê. Com a expansão da plataforma, a Capcom conseguiu distribuir seus jogos em mais de 220 países e regiões, ampliando significativamente o alcance global. Para Tsujimoto, o PC é “extremamente importante para entregar conteúdo digital” e foi peça-chave para essa expansão.
Essa estratégia também se conecta diretamente com o modelo de negócios da companhia. A migração para vendas digitais permitiu manter jogos ativos por mais tempo, com preços mais flexíveis e alcance maior. Resultado: catálogo antigo virando máquina de dinheiro e menos dependência de lançamentos gigantes.
O executivo também destacou que a empresa pretende entender ainda melhor o público de PC para ajustar desenvolvimento e vendas. A ideia é simples: mais dados, decisões mais precisas e menos tiro no escuro. “Estamos reforçando nossas estratégias de desenvolvimento e vendas com base nas características e tendências do mercado de PC”, explicou.
Ao mesmo tempo, a Capcom mantém uma meta ambiciosa de crescimento global, com objetivo de atingir 100 milhões de unidades vendidas por ano no longo prazo. Em 2025, a empresa já passou de 50 milhões, mantendo uma sequência de crescimento anual que chega a uma década.
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