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Rayman
Rayman: 30th Anniversary Edition

Rayman: 30th Anniversary Edition: vale a pena?

Clássicos são eternos e merecem ser revisitados. Rayman: 30th Anniversary Edition celebra três décadas do icônico jogo de plataforma que marcou época com seu estilo descontraído, fases desafiadoras e um protagonista carismático.

A edição de 30 anos de Rayman busca resgatar o sentimento nostálgico do primeiro game, lançado originalmente em diferentes plataformas, do PlayStation ao Game Boy Color. Apesar de trazer algumas melhorias, o pacote deixa a sensação de que poderia entregar mais.

A coletânea traz recursos interessantes, como uma linha do tempo interativa que apresenta o processo de desenvolvimento de Rayman, com bastidores e até o primeiro protótipo da série. No entanto, o conteúdo jogável em si não oferece grande variedade.

A sensação de superficialidade acontece porque há apenas um jogo na coletânea. Existem várias versões do mesmo título, mas a base da experiência é praticamente idêntica.

5 vezes Rayman

Rayman: 30th Anniversary Edition oferece cinco versões da aventura clássica. É possível escolher entre as edições de MS-DOS, PlayStation, Atari Jaguar, Game Boy Color e Game Boy Advance. Com exceção da versão de PC, que conta com níveis adicionais, as demais são praticamente iguais em conteúdo.

Existem diferenças claras de resolução entre elas. Do Game Boy Color ao PlayStation, por exemplo, a qualidade de imagem muda bastante. Há filtros que ajudam na adaptação para TVs modernas, mas não fazem milagres. Em alguns casos, ainda é difícil enxergar detalhes das fases.

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Cinco versões do mesmo jogo estão disponíveis na coletânea. Fonte: tela de captura.

Finalizar uma das versões já garante a experiência completa, exceto para quem quiser explorar os conteúdos extras da edição de MS-DOS. Fora isso, falta incentivo para revisitar as demais versões, já que não há recompensas adicionais nem mesmo uma lista de troféus.

A história, os desafios e os cenários são os mesmos. O que realmente muda é a resolução e a apresentação visual, que nem sempre se adaptam bem às telas maiores.

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O visual do jogo pode ser aprimorado com filtros, mas, em muitos casos, eles não são suficientes. Fonte: tela de captura.

Versão definitiva e desafiadora

Em termos de jogabilidade, é importante deixar de lado comparações com Rayman Legends. O primeiro Rayman é menos acelerado e dinâmico. A dificuldade é maior, muito por conta das limitações técnicas da época. O personagem não é tão veloz, o que exige precisão nos saltos e ataques.

Por um lado, isso resgata a sensação clássica de desafio dos jogos de plataforma antigos. Por outro, há uma percepção clara de rigidez e uma curva de aprendizado irregular, já que não existem grandes evoluções mecânicas ao longo da jornada.

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Prepare-se para desafios de plataforma. Fonte: tela de captura.

Durante o gameplay, Rayman desbloqueia habilidades como ataque e pulo especial. No entanto, esses recursos servem mais para revisitar fases e coletar itens pendentes do que para transformar a dinâmica do jogo.

O que ajuda bastante é o recurso de rebobinar. Ao pressionar o L2, o jogador pode desfazer ações recentes, como se estivesse voltando no tempo. Mais do que um auxílio opcional, a mecânica se torna quase indispensável diante da rigidez da jogabilidade original.

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Ainda há recursos de vida infinita e outras facilidades. Fonte: tela de captura.

Histórico

Rayman: 30th Anniversary Edition parece ter como principal objetivo preservar a história da franquia. O museu interativo permite ao jogador acompanhar a evolução da marca, conhecer bastidores da produção, ver ideias iniciais e conferir entrevistas exclusivas com desenvolvedores.

Mesmo quem não costuma se interessar por conteúdo de bastidores pode se surpreender com a quantidade de informações e o cuidado na apresentação de momentos importantes da trajetória de Rayman. É um recurso especialmente valioso para fãs da IP.

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É muito legal acompanhar a jornada de desenvolvimento de Rayman. Fonte: tela de captura.

Outra adição interessante é a possibilidade de jogar o protótipo de Rayman. A versão inicial mostra como as ideias saíram do papel até se tornarem um projeto jogável. Conhecer esse processo ajuda a entender a evolução da série e da própria tecnologia da época.

O protótipo não existe para oferecer uma experiência completa ou particularmente divertida, mas funciona como material histórico e inspiração para quem se interessa pelo desenvolvimento de videogames.

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O protótipo é uma experiência bem diferente do usual. Fonte: tela de captura.

Rayman: 30th Anniversary Edition: vale a pena?

Com foco na preservação do legado, Rayman: 30th Anniversary Edition é uma boa forma de revisitar o clássico e conhecer sua história. Ainda assim, não é uma coletânea muito envolvente em termos de conteúdo jogável.

O produto é claramente voltado para fãs e para quem aprecia bastidores de produção, mas deixa a desejar em variedade. Rayman teve quatro jogos antes de Legends, muitos deles indisponíveis atualmente na PlayStation Store por terem sido lançados até o PS3. A coletânea poderia ter reunido esses títulos para oferecer uma preservação mais completa da marca.

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A coletânea deixa aquele gostinho de que poderia ser mais completa. Fonte: tela de captura.

Rayman: 30th Anniversary Edition acaba sendo simples demais. Na PS Store, o preço é mais acessível quando comparado a lançamentos atuais, mas, para quem não é um grande entusiasta da franquia, pode ser difícil enxergar tanto valor no pacote.

Veredito

70

Ficha Técnica

Desenvolvedor

Ubisoft

Consoles

PlayStation 5

Jogadores

1

Vantagens do jogo Rayman: 30th Anniversary Edition

Vantagens

  • Chance de revisitar jogo original
  • Museu e protótipo originais como conteúdos originais
  • Recursos acessíveis
Desvantagens do jogo Rayman: 30th Anniversary Edition

Desvantagens

  • Falta de variedade de conteúdo atrativo in-game
  • Melhorias são tímidas demais
  • Mecânicas de jogabilidade poderiam ser modernizadas

Veredito

70

capa do jogo Rayman: 30th Anniversary Edition

Jogo

Rayman: 30th Anniversary Edition

Autor

foto do author do artigo Raphael Batista

Raphael Batista

Produtor de conteúdo em vídeo no MeuPlayStation, com atuação voltada à cobertura de jogos e tendências da indústria. Tem preferência por experiências narrativas e franquias marcantes, como The Witcher 3, Metal Gear Solid, God of War e Marvel’s Spider-Man, trazendo uma visão próxima da comunidade e do dia a dia dos jogadores.

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