Jogo
High On Life 2
High On Life 2 chega ao mercado como aquele game de comédia estilo Rick e Morty, onde o principal objetivo é relaxar, dar boas risadas e atirar em vilões intergaláticos enquanto faz manobras radicais no skate. É uma mistura meio maluca, mas que a Squanch Games apresenta de forma bem feita.
Apesar disso, o shooter não parece atingir seu ápice no PlayStation 5. Com problemas de desempenho (principalmente no que diz respeito ao FPS) constantes, o game precisa de maior otimização, se quiser alçar voos maiores.
High On Life 2 continua de onde seu antecessor parou. Aclamado como um herói do universo por derrotar uma gangue de alienígenas, o protagonista é uma estrela, que constantemente concede entrevistas, assina autógrafos… todo aquele fuzuê de uma celebridade. A vida parece valer a pena, porém, dias mais caóticos o aguardavam.
Certo dia, o personagem (que o jogador até chega a desenhar o rosto para se identificar) quebra uma regra sagrada: matar um companheiro caçador de recompensas. Embora o motivo seja nobre, afinal, sua irmã Lizzie se meteu em uma baita encrenca, isto é o suficiente para ele virar um criminoso muito procurado pela galáxia.
Agora, junto de Lizzie, das suas armas falastronas e de Gene, o protagonista se vê envolvido em outra “guerra”. O objetivo é derrubar a Rhea Farmacêutica, uma corporação gigante que busca usar a raça humana como matéria-prima de uma droga viciante.
A história não é brilhante, mas é levada em um tom de humor bastante marcante. Quem jogou o primeiro título sabe do que isso se trata: piadas ácidas e que fazem certa parte do público morrer de rir. Outros, porém, podem achar bastante forçado. A boa notícia é que os personagens secundários (e isso inclui suas próprias armas) têm personalidade e são memoráveis, um exemplo é Travis, casado com outra arma, Jan, e que constantemente demonstra como quer estar ao lado dela novamente.

A jogabilidade é o setor onde High On Life 2 brilha. Para trazer dinamismo ao gameplay, a Squanch implementou uma mecânica de locomoção por skate, conquistada logo após a primeira boss fight. Isso mesmo, o protagonista agora anda sobre quatro rodinhas ao melhor estilo Charlie Brown Jr., enquanto fuzila os aliens em seu caminho.
É possível fazer wallrides, manobras no ar e andar sobre corrimões, aumentando a velocidade de travessia pelo mapa e, claro, possibilitando desviar mais habilmente dos projéteis dos inimigos. E não tema: atirar enquanto anda de skate não vai te causar dor de cabeça. Na verdade, é muito intuitivo e até facilita sua vida.
Falando em combate, o skate e suas armas são a base de tudo. Movimentação é primordial em High On Life 2, exigindo que o jogador não fique parado em um lugar só, escondido atrás de um cover.

Quanto aos seus armamentos, cada um possui cadências de tiro diferentes e habilidades únicas, estas com cooldown. O já citado Travis, por exemplo, lança inimigos pro ar, deixando-os sem ação por poucos segundos. Sheath, por sua vez, usa eletricidade para fazer seus oponentes “grudarem” uns nos outros. Criatividade não falta.
Já o mundo de High On Life 2 não é aberto… mas também não é “fechado”. O título segue uma rota linear, mas conta com áreas onde a exploração é muito bem-vinda, com os jogadores podendo encontrar missões secundárias, dinheiro e itens.

Em comparação ao seu antecessor, High On Life 2 também consegue entregar uma experiência agradável visualmente. As cores são bastante vivas e realçam os personagens e ambientes que precisam transmitir a proposta humorística do game.
Por outro lado, infelizmente, o título da Squanch Games tropeça quando os assuntos são resolução gráfica e desempenho. O jogo tenta manter a taxa de quadros em 60 FPS, mas nem sempre o faz, causando diversas ocasiões em que há quedas significativas. Além disso, a resolução parece muito baixa para os padrões do PS5, chegando a apenas 720p no console base.
Uma das causas para isto é que o título não traz opções gráficas. Em outras palavras, não é possível selecionar um foco em resolução ou no FPS (os famosos modos “Qualidade” e “Desempenho”).
Outro problema é a aparição de certos pop-ins durante o combate. Por conta disso, o jogador pode ver um projétil inimigo tarde demais, ficando impossível pressionar “círculo” para desviar. É algo a ser corrigido em patch.

High On Life 2 certamente é uma experiência muito válida para pessoas que amam o estilo de humor “Rick & Morty”. As piadas e sátiras estão no ponto certo para esse tipo de jogador, com a comédia evoluindo em relação ao primeiro game. É claro, se você não se encaixa nesse grupo, talvez o shooter não seja o ideal.
Apesar disso, o jogo traz vários aspectos atrativos para fãs de tiro em primeira pessoa: armas variadas, travessias e batalhas dinâmicas, além de criatividade. Na balança, se o humor ainda não te atrai, esses outros fatores podem fazê-lo.
O grande “X” da questão é, de fato, a otimização de High On Life 2. A Squanch Games precisa corrigir as quedas de FPS e, talvez, implementar modos gráficos para melhorar o desempenho. Essas coisas incomodam e tiram um pouco o brilho do título, ainda mais custando preço cheio na PS Store…
Veredito
70
Desenvolvedor
Squanch Games
Consoles
PlayStation 5
Jogadores
1
Veredito
70
Jogo
High On Life 2