Final Fantasy Resonance: vale a pena?
Jogo aposta no modelo clássico com muitas horas de conteúdo
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É fato incontestável que a line-up da PlayStation Plus de agosto causou um alvoroço entre a comunidade dos detentores do console da Sony.
Os jogos disponibilizados são pouco conhecidos e, num primeiro momento, podem causar revolta até na mais pacífica pessoa devido à “desconsideração” da empresa nipônica com seus consumidores.
No entanto, para criticar é primeiro necessário conhecer, não é mesmo? Com o intuito de fazer uma sucinta análise dos jogos gratuitos e torná-los mais conhecidos, este artigo é produzido.
Vale lembrar que não queremos padronizar as opiniões e dizer quem está certo ou errado, mas sim proporcionar uma oportunidade para o conhecimento de jogos alternativos e expressar as impressões obtidas no gameplay.
Sem mais delongas, confira a seguir as análises e, se gostar da proposta de algum, baixe em seu console.
Ame-o ou odeie-o. Talvez essa seja a melhor expressão que caracterize o game.
A proposta do jogo é exploração, viagens espaciais, combates intergalácticos, construção de itens pela mineração de rochas e planetas. A princípio, a intenção é maravilhosa, porém, tudo vai por água a baixo quando o game não flui.
O título começa travado, truncado, com um início frustrante e lento. As missões iniciais não empolgam e resultam em “vá para lugar x”, ou “converse com pessoa y” e isso enfadiga o jogador logo nos primeiros minutos.
Mas como é possível cravar os primeiros minutos como enfadonhos sendo que justamente é a parte inicial?! Simplesmente porque você está no espaço! Você quer conhecer raças alienígenas, que explorar planetas bizarros, quer participar de guerras, e não ir ali e voltar apenas para carregar um utensílio inútil.

O jogo é um teste para sua paciência. Você irá se tornar mais poderoso e mais “livre” depois de boas horas no game. Isso pode agradar alguns, tanto quanto frustrar outros. Depende da disposição e perseverança de cada um.
O gosto amargo é ainda mais acentuado quando se percebe que não há sequer dublagem ou legendas na língua portuguesa. Ou seja, será preciso desenferrujar o seu inglês ou espanhol para conseguir compreender os comandos dados durante a aventura.
O ponto positivo fica por parte do design da atmosfera das galáxias. O jogador se sente numa verdadeira viagem interplanetária. As cores são vibrantes e o desenho artístico é belíssimo. Já por parte dos personagens, ficou no “mais do mesmo”.

Curiosamente, agosto é mês do lançamento de No Man’s Sky, exclusivo que tem a mesma proposta explorativa, mais ousada e, esperamos, bem melhor.
A recomendação é a seguinte: se você tem paciência para enfrentar a vagarosa progressão do título, dê uma chance ao jogo. Caso não tenha, não perca seu tempo.
Que tal transformar a proposta de um clássico jogo dos anos 90 em algo inédito e, de certa forma, maluco?
Tricky Tower é o nome do game que modificou o conceito original do Tetris de encaixar as peças corretamente para que seja construído torres desengonçadas a fim de alcançar a altura máxima.
O objetivo não é encaixar perfeitamente as peças, mas sim posicioná-las de modo que não caiam e que seja levantado uma torre que fique alguns segundos “em pé”.
Mas, a disposição das pecinhas não é o único recurso para a montagem dos seus projetos arquitetônicos. Os jogadores têm às mãos magias para atrapalhar a construção do outro ou para auxiliar a própria. Tudo depende da sua estratégia.

Os principais modos de jogo são: a “Corrida”, onde o campeão é quem conseguir chegar na altura requerida em primeiro lugar; o modo “Sobrevivência”, onde é preciso utilizar as peças e não deixá-las cair, do contrario uma vida, de um total de 3, é perdida. Esses modos podem ser jogados solo ou online, com um multiplayer de até 4 pessoas.
No caso do jogador solo, existem várias fases para que sejam atingidos requerimentos mínimos para ganhar a pontuação máxima.
Como se pode perceber, a proposta é divertida e inusitada. Porém, é muito fácil se enjoar do game. Depois de algumas partidas, você já vai querer deletá-lo porque o título se restringe à disputa entre outros construtores ou contra a I.A.
O que pode render uma vida útil maior ao game é a platina. O troféu mais caçado pelos jogadores é uma conquista difícil e isso é um aperitivo aos trophy hunters. Portanto, se quer um desafio para se gabar na sua comunidade, Tricky Tower é uma boa pedida!
A recomendação é: baixe! São somente 200mb de download, então caso não goste, apague. Para os caçadores de platina, eis um desafio! (Caso alguém consiga, poste a imagem da platina nos comentários).
A princípio, ver um título desse para download parece ser até brincadeira. Mas quem aceita dar uma chance para ele, tem uma agradável surpresa!
Ultratron é o melhor jogo da Plus de agosto. O estilo frenético de hordas de inimigos com opções de potencialização de poder, habilidades e mascotes faz com que os jogadores viciem no gameplay divertido que é oferecido.
Basicamente, é preciso sobreviver aos monstros cibercinéticos e coletar moedas para evoluir seu robôzinho que deseja libertar a humanidade do perigo. Para tal objetivo, é necessário esquivar e atirar sem parar, enfrentando um chefe a cada 10 níveis.

A premissa do jogo não é ser dificultosa, tanto que atingir 100% do game é simples, mas é a de resgatar princípios árcades de alcançar as maiores pontuações possíveis e entrar no ranking mundial.
Incrivelmente, a proposta não enjoa e a progressão de cada nível faz a dificuldade ser elevada, tornando ainda mais gostoso os momentos frente às intempéries da I.A.

A diversão é duplicada graças ao modo Coop, que deixa as coisas mais fáceis nos primeiros níveis, mas que é de grande valia nos chefões mais difíceis.
A recomendação é: se for baixar algum jogo da Plus de agosto, Ultratron é a escolha acertada!
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