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Craig Mazin disse à Variety que compreende quem não curtiu algumas das mudanças do seriado
Talvez para a grande maioria do público, a série de The Last of Us não precise ser 100% fiel aos acontecimentos do jogo. No entanto, sempre há uma galera mais “purista” (e barulhenta) que reclama do fato de o roteiro não seguir tintim por tintim os eventos vistos há dez anos no PlayStation 3. E os diretores do show compreendem isso.
Em entrevista à Variety, Neil Druckmann e Craig Mazin falaram sobre as críticas recebidas por algumas alterações relativamente importantes no seriado. Principalmente, a forma de contaminação, sem os esporos. Segundo eles, a preocupação da comunidade com o produto é uma bênção, não uma maldição.
“Está tudo bem se algumas pessoas não ficarem satisfeitas. Não as culpo, as entendo. Todo mundo sonha em trabalhar em algo que tenha o engajamento de fãs a este nível, onde as pessoas discutam sobre esses detalhes e tenham a paixão para isso. Eu acho que se você assistir tudo, vai achar que foi tudo bem, mas certamente também vai ter gente dizendo que f*demos tudo, e eu entendo. Não vamos conseguir agradar a todos”, explicou Mazin.
Outra modificação relevante foi uma forma diferente de conectar os infectados. Aquelas gavinhas bem esquisitas – F Tess e também o jeitão dos recém-infectados. Segundo Druckmann, tudo começou pelo fato de Craig odiar zumbis.
“O Craig odeia zumbis, e tudo se iniciou assim. Brincadeira. Mas falamos sobre como há diferentes versões de histórias de contaminação em casos assim. Queríamos dar uma cara única pro nosso mundo. Os estaladores vieram da mesma forma do game, mas para os recém-infectados pensamos em coisas diferentes. Olhamos uma arte conceitual que exibia o fungo crescendo embaixo da pele. Então e se não fosse só sobre a mordida, mas sim gavinhas indo de um hospedeiro para o outro? E assim a infecção se espalha”, comentou.
O Episódio 2 da série de The Last of Us destacou bastante a questão do contágio. A cena do beijo de Tess, as ameaças reais… E a teoria da farinha. Se as cenas já confirmaram isso, os diretores também abordaram o ponto.
“Acho que ficou bem explícito”, disse Mazin.
“É, nós basicamente dizemos que sim”, completou Druckmann.
Craig disse que realmente o contágio se iniciou na fábrica na Indonésia, enquanto Neil relembrou que há citações a alimentos contaminados no jogo. Ou seja, mesmo com alterações, a série de The Last of Us continua sendo bastante fiel ao game.
Fonte: Variety
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