Jogo
Onimusha 2: Samurai's Destiny
O anúncio de Onimusha: Way of the Sword pegou muitas pessoas de surpresa. Quase 20 anos após o lançamento de Dawn of Dreams, a lendária franquia de ação samurai está de volta, mas não apenas com um título para a atual geração de consoles.
Nesta semana, a remasterização de Onimusha 2 também é um dos grandes destaques. O título dá sequência ao que foi proposto pelo relançamento de Warlords em 2019, mas com algumas novidades que provam o interesse da Capcom em manter a chama acesa.
Visuais aprimorados, melhorias na qualidade de vida, ajuste no tag team e muito mais: se não fosse por um único aspecto, Samurai’s Destiny seria o retorno dos sonhos para os fãs. Mas não entenda mal; ele não deixa de ser uma bela experiência.
Após retornar do período de treinamento, Jubei Yagyu, líder do clã Yagyu, descobre que seu vilarejo foi queimado sob ordens de Oda Nobunaga. Com vingança jurada, ele parte em uma viagem sem volta, agora determinado a fazer justiça por todos que perdeu.
Porém, Nobunaga está mais forte do que nunca: ele fez um pacto com demônios Genma e obteve poderes absolutos. Com isso, hordas de criaturas foram liberadas pelo reino humano, dando início a um conflito que pode acabar muito mal.

Assim, a única opção de Jubei é utilizar fogo contra fogo. Portando uma marca capaz de absorver almas de demônios, o samurai encontra nisso a única opção para ficar forte e fazer frente aos Oni.
Onimusha 2: Samurai’s Destiny foi originalmente lançado em março de 2002 para PS2 e PC. O título consiste em uma aventura single-player de ação, combinando elementos dos survival horror clássicos e mecânicas de hack ‘n’ slash.

Focado no combate, o título se passa 13 anos após os eventos de Onimusha: Warlords, introduzindo um novo protagonista e mudanças substanciais na jogabilidade. Elas foram portadas, em sua maioria, pela remasterização, mas algumas mudanças são pontuais.
Quem jogou Onimusha 2: Samurai’s Destiny deve se lembrar da curta campanha de 5h a 6h. Porém, no remaster, esse tempo é substancialmente estendido devido a adições na aventura e a modos de jogo destravados desde o começo.

O que é crucial para a série permanece: sistema de armas elementais, upgrades via absorção de almas, coletáveis de lore e de atualizações, muito backtracking e combate desafiador em tempo real.
As novidades, então, ficam por conta de melhorias gráficas e de grandes ajustes na qualidade de vida, capazes de deixar a experiência de Onimusha 2: Samurai’s Destiny aprimorada (até certo ponto) e mais atraente para quem deseja testar os clássicos da franquia.
A essência de Onimusha se encontra em se adaptar ao comportamento dos inimigos, pois desde sua estreia há uma clara ideia de algo à frente do seu tempo. Os Genma atacam, esquivam, bloqueiam, observam e cercam — e cabe a você fazer o mesmo.
No remaster de Onimusha 2: Samurai’s Destiny, o sistema de travar mira está mais fluido, permitindo que Jubei se dirija imediatamente a outro oponente caso seu alvo primário tenha sido derrotado.

Além disso, o elemento de tag team, que está em vários combates e em lutas contra chefes, facilita bastante a aventura, pois seus quatro aliados não apenas atacam ou incapacitam os demônios, como também te avisam a hora certa de fazer alguma coisa.
Onimusha 2: Samurai’s Destiny também conta com opções de dificuldade que ajustam brutalmente o grau dos desafios. Inclusive, caso você esteja morrendo no difícil, por exemplo, o próprio título perguntará se deseja reduzir para o normal ou fácil.

Enquanto isso, o modo supremo do game — e uma das grandes atrações da remasterização — é o Hell Mode. Ele é voltado unicamente para jogadores muito experientes (e pacientes), pois faz com que um único golpe derrote de vez Jubei.
Nesse aspecto de desafiador, o que mais atrapalha é a câmera fixa. Tudo bem, Onimusha 2: Samurai’s Destiny não é um remake e esse sistema é praticamente a alma do jogo. Porém, ver que há um desequilíbrio mesmo em uma remasterização é alerta vermelho.

É interessante que os desenvolvedores fiquem espertos sobre a câmera fixa. No game da Capcom, ela pode ter até três perspectivas em uma única sala, obrigando os jogadores a entrarem e saírem várias vezes sem querer.
Quanto aos combates, nem se fala: as lutas contra chefes exigem paciência. Uma dica é: saia rodando pelos mapas e encontre o campo de visão que mais te agrada. A partir desse momento, concentre a batalha inteiramente lá — principalmente em níveis mais altos.
A Capcom foi muito perspicaz ao melhorar alguns aspectos de Onimusha 2: Samurai’s Destiny. Um deles diz respeito a algo que já vemos bastante em jogos clássicos, em especial se você for assinante PS Plus Deluxe: o salvamento automático.
Sim, em diversos momentos da campanha, você verá um pequeno ícone no canto inferior da tela. Isso garante que sua aventura esteja registrada nos arquivos, que podem ser resgatados por meio de um botão próprio de save automático na tela de carregamento.

Outra novidade fica por conta da troca rápida de armas. Segurando L2, você usa os direcionais da direita e da esquerda para alternar entre armas brancas e armas de longo alcance. E não só isso, como também entre os tipos de munições do arco e flecha, por exemplo.
Óbvio que não é perfeito, pois Jubei não pode se movimentar enquanto troca de armas. Mas evita a necessidade irritante de ficar entrando no menu principal para escolher seus equipamentos manualmente, assim como houve no remaster de Warlords.

Vale a pena elogiar melhorias nas animações, nos modelos de personagens e na resolução gráfica. Onimusha 2: Samurai’s Destiny roda muito bem no PS4 — e via retrocompatibilidade no PS5.
Onimusha 2: Samurai’s Destiny é mais um ótimo trabalho de remasterização da Capcom. O game roda liso nas plataformas recentes e traz uma série de novidades que só beneficiam tanto veteranos da franquia quanto novatos.
Há a clara sensação de que câmeras fixas estão datadas e que atrapalham bastante, mas seria muito choro criticar um elemento que faz parte da experiência original. E mesmo assim, elas se mascaram diante das mudanças na qualidade de vida.
No geral, Onimusha 2 é bem mais acessível, agradável e visualmente atraente até mesmo que o remaster de Warlords. Além disso, seu preço de R$ 146,50 na PS Store pode ser um ar fresco para quem já está pagando tão caro em games, mesmo nos relançamentos.
O título fica disponível nesta quinta-feira (22) para consoles e PC e também inclui bônus de pré-venda. De fato, a Capcom vem pavimentando um belo caminho até Way of the Sword em 2026 e deve justificar o hype para os próximos meses.
Veredito
83
Desenvolvedor
Capcom
Consoles
PlayStation 4
Jogadores
1
Veredito
83
Jogo
Onimusha 2: Samurai's Destiny