Jogo
Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2
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Quando a Konami lançou a primeira Master Collection em 2023, os fãs foram agraciados com os três primeiros títulos de MGS, bem como Metal Gear 1 e 2. O pacote de games era bem grande, apesar da ausência de legendas em PT-BR na ocasião. Agora, a empresa japonesa continua sua empreitada de relançar clássicos da série com Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2, que é justamente o contrário: inclui poucos jogos, mas com localização para a nossa língua.
O maior destaque da coletânea é, sem sombra de dúvidas, a presença de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots. Antes disponível apenas no PS3, e sendo impossível jogá-lo em gerações posteriores do PlayStation, um dos maiores clássicos da franquia finalmente recebe um novo port e permite aos jogadores revisitá-lo.
Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2 também inclui MGS: Peace Walker (originalmente de PSP) e Metal Gear: Ghost Babel (lançado para Game Boy Color). As presenças desses dois games acabam bastante ofuscadas por Guns of the Patriots, mas a boa notícia é que eles também chegam a uma nova geração e não ficam esquecidos no passado.
O maior “chamariz” de Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2 é, com toda certeza, MGS 4. Na história, que se passa cinco anos após os eventos de MGS 2: Sons of Liberty, Snake está sofrendo com uma condição que acelera drasticamente o envelhecimento do seu corpo. Agora, com a aparência de um idoso de 70 anos, sua missão é assassinar Liquid Ocelot, que, no comando de um enorme exército, está ameaçando iniciar uma grande revolta capaz de colocar o mundo em crise.

Como Guns of the Patriots foi lançado originalmente em 2008, sua história já é bastante conhecida pelos gamers. Portanto, vamos mudar o foco desta análise e abordar o seu desempenho técnico.
A maior novidade é a possibilidade de desfrutar de um gameplay em 4K nativo e 60 FPS, algo muito diferente da proporção 4:3 (1024×768) e dos oscilantes 30 FPS do PS3. Outra boa notícia é o retrabalho nas texturas, que apresentam mais detalhes visuais, enquanto os filtros do original foram suavizados em troca de uma apresentação mais neutra.
Alguns dos controles também foram remapeados para ficarem mais modernos. No PlayStation 3, mirar e atirar utilizava L1 e R1, o que pode parecer bem estranho hoje em dia. Na Master Collection, a Konami alterou esses comandos para L2 e R2, o que certamente fica mais natural para a posição dos seus dedos no DualSense.


Metal Gear Solid: Peace Walker é o outro jogo principal de Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2. Lançado originalmente para PSP (e relançado em 2011 por meio da HD Collection de PS3), o título é focado na mecânica de construção e na administração de sua base.
O fator replay do título é um dos seus pontos fortes, com armas para pesquisar, inimigos de rank S para localizar, entre outras coisas. No entanto, esses e outros elementos tornam o jogo rapidamente repetitivo, sem grande variedade de gameplay. É claro que, por ser um título desenvolvido originalmente para um portátil, os sistemas são naturalmente mais limitados.
Peace Walker também possui grande foco no multiplayer cooperativo, embora possa ser concluído, com alguma dificuldade, totalmente no single-player. A necessidade do coop fica evidente em algumas boss fights do late game, pois esses chefes possuem bastante vida e dão muito trabalho a quem prefere o modo solo.
Na parte técnica, não há do que reclamar: o título roda a 60 FPS estáveis, com renderização em 4K. É um trabalho muito bom de modernização da Konami nesse aspecto.

O terceiro e último jogo de Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2 é Metal Gear: Ghost Babel. Lançado originalmente para Game Boy Color como um spin-off dos dois primeiros Metal Gear, o título aparece “escondido”, como um conteúdo presente no launcher dos extras da coletânea.
A jogabilidade é bastante simples, com câmera em visão aérea em 2D e Snake atravessando cenários cercados de inimigos com sua clássica furtividade. A história serve como um spin-off, não sendo canônica para a linha do tempo oficial da franquia criada por Hideo Kojima. Mesmo assim, é um extra bacana para quem quiser conhecer as origens da série.
Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2 é um pacotão de games, mas, como diz o velho ditado, é “cada macaco no seu galho”. Isso porque, no PS5, a coletânea não vem em um único aplicativo. Cada jogo possui um launcher próprio: Guns of the Patriots e Peace Walker estão separadinhos. Ainda há um terceiro app, onde se encontram os extras.
A apresentação de todo o conteúdo, entretanto, ficou confusa. Por exemplo, o chamado “Metal Gear Solid 4 Database”, espécie de enciclopédia que conta a lore da franquia, está dentro do app de MGS 4, em vez de se encontrar no launcher dos extras. Enquanto isso, as trilhas sonoras digitais de MGS 4 e Peace Walker foram para dentro do app dos extras, em vez de ficarem incluídas em seus respectivos jogos.

Assim como o Vol. 1, Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2 é um pacote nostálgico, que reacende as esperanças dos jogadores por novos capítulos da série… mesmo sem a presença de Hideo Kojima. A coletânea liberta um grande clássico da “prisão do PS3” e inclui alguns games extras para os fãs de carteirinha.
Talvez o principal ponto negativo seja o preço na PS Store: R$ 284,90. Até é possível comprar os games separadamente na loja da Sony, mas, por se tratar de experiências mais antigas, o valor ainda é um pouco salgado. O cenário ideal é aguardar por uma promoção. Porém, se você é um daqueles fãs de carteirinha que não gostam de esperar, então entre de cabeça e seja feliz.
Veredito
80
Desenvolvedor
Konami
Consoles
PlayStation 5
Jogadores
1
Veredito
80
Jogo
Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2